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Varanda

por Isabel Paulos, em 23.01.22

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A Japoneira cá de casa é das retardatárias: começa agora a querer despontar o primeiro botão de camélia. O que significa que em Fevereiro e Março a varanda embelezará.

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A Alegria, que floriu ininterruptamente entre Junho e Outubro do ano passado, voltou a dar um ar da sua graça com uma flor única. A ajudar este magnífico Sol de Inverno com que temos sido brindados.

Marvin Gaye

Let's Get It On

por Isabel Paulos, em 23.01.22

Programa de Domingo

por Isabel Paulos, em 22.01.22

Para sair desta letargia a começar a magicar o que fazer no dia de amanhã. Talvez valha a pena visitar o Zoo de Santo Inácio. Bichos e árvores sempre animaram.

Tal como o Parque Biológico de Gaia, a Quinta de Santo Inácio (como era conhecida quando a visitei pela última vez) fica em Avintes e ao que me disseram será hoje em dia o zoológico da zona Norte que mais merece visita.

Diário

por Isabel Paulos, em 22.01.22

O final do mês está a aproximar-se e acabei por não escrever nada sobre programas eleitorais. Li quatro e suponho não terei paciência para ler os restantes, pelo que a ideia do tal postal fica em águas de bacalhau. No entanto, deixo lá atrás a entrada com os nove programas para quem tiver paciência ou para mais tarde recordar.

Desde ontem ao final da tarde o que mais tenho feito é dormir atenta a forte fadiga. A ver vamos se a partir de amanhã arrebito e volto à genica habitual para pelo menos me dedicar à Filosofia. Já vou com atraso. Por agora pouca ou nenhuma vontade de ler ou sequer mexer uma palha, apesar de lá ir fazendo alguma coisa. É o que dá ter dias e luas - e fraqueza.

O Ritz dá-me cabo do juízo com a fruta. Uma vez que gosto de a ter ao ar e nunca guardada no frigorífico, o terrorista tem-na à pata de semear delirando fazer dela brinquedo. E lá tenho que andar à cata das peças de fruta pela casa fora. Está a precisar de uma boa palmada (com a árvore de Natal resultou).

Por falar em fruta hoje experimentei colocar no microondas uma de pêra cortada em pedaços numa tigela com um pouquito de água para cozer. Resultou muito bem: estava óptima. Amanhã vou experimentar maça assada também no microondas. É a forma de engendrar uns petiscos para conseguir comer qualquer coisa que não me faça mal.

Diário

por Isabel Paulos, em 22.01.22

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Enquanto aguardo no pátio exterior do Regimento de Transmissões do Porto que passem os quinze minutos para prevenir possível reacção à vacina, espanto-me: num belo dia de Sol a quase totalidade dos vacinados aguardam encafuados numa sala cheia dentro do edifício.

Uma maledicência: há pouco atrás de mim um homem um nico mais novo ao fazer a conferência dos documentos afirma que teve Covid e que não tomou ainda qualquer vacina. Face a uma pequena fila única (a mais pequena das quatro que aqui já presenciei para tomar a vacina ou acompanhar) o espécime rabuja: não posso passar à frente?, vou ter que esperar?  Há gente especial de corrida. 

Vou também pensando nos enguiços. Os dias estão mauzotes: o disco do portátil foi à vida sem possibilidade de recuperar dados e hoje de manhã parti os óculos. 

Bob Geldof

The Great Song of Indifference

por Isabel Paulos, em 22.01.22

Bom fim-de-semana. 

O caminho expectável

- dois anos depois -

por Isabel Paulos, em 21.01.22

O que nos deixa advinhar a sondagem de ontem? E mais ainda aquilo que acredito (posso estar errada, não nego, mas é pouco provável) que vai acontecer dia 30 de Janeiro? Que depois da reconfiguração à esquerda é tempo de ajustamento à direita. Estava escrito nos astros. É preciso que tudo mude para que tudo fique igual (referência para deixar os intelectuais contentes, senão ou não percebem o óbvio ou consideram-no desprezível).

O percurso normal tem-se feito com os protestos previsíveis e veementes da esquerda e o veneno próprio de uma direita dissimulada e presumida sempre à cata de interesses egoístas - agarrada artificialmente à bugiganga pseudo-ideológica esquerdista, à fina capa de verniz a que aderiu por conveniência há 40 anos ou em que foi instruída nas últimas décadas e da qual só aproveita o nefasto rejeitando os valores que interessam -, o caminho da reconfiguração do jogo de forças políticas está-se a fazer. A realidade tem muita força, não adiantando o ruído de tantas vozes cheias de si e de tempo de antena (na comunicação social e nos espaços online), todavia alheadas do real.

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Recapitulando

por Isabel Paulos, em 21.01.22

Junto agora os programas eleitorais para as Legislativas 2022 que estavam em falta.

*

A ler

por Isabel Paulos, em 23.12.21
 

Em actualização.

Aguardo a publicação dos programas eleitorais para a legislativas de 30 de Janeiro de 2022 do PS, PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Livre.

A ler

por Isabel Paulos, em 21.01.22

Russia and US to meet in Geneva as Ukraine war fears grow, no The Guardian.

[...] «The US secretary of state, Antony Blinken, and Russia’s foreign minister, Sergey Lavrov, will meet in Geneva – once a key cold war crossroads – in an attempt to avert a possible Russian invasion of Ukraine amid Moscow’s demands for concessions from Nato over its relationship with the former Soviet republic.

A ler

por Isabel Paulos, em 21.01.22

Tempos de Fauda, por Jaime Nogueira Pinto, no Observador.

 

Interpretar a lei

por Isabel Paulos, em 20.01.22

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No Observador.

Tanto poderia mudar para melhor no nosso país se decisões como esta fizessem escola. Mas estou certa que haverá muitos sábios a considerar este comentário próprio de justiceiros analfabetos e isso sim - essa falsidade e desfaçatez despudorada - mantém o país a choldra que é.

Sucata preciosa

por Isabel Paulos, em 20.01.22

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A minha sucata de estimação está sebenta que chegue - precisa de limpeza.

Diziam-me que este meu portátil Toshiba não valia nenhum. O certo é que tem 12 anos e apesar dos maus-tratos que lhe dei desde 2010 com o hábito (que entretanto perdi) de o usar diariamente no sofá enquanto fumava cigarro atrás de cigarro, acabando por partir a caixa de plástico junto às dobradiças, ainda está aí para as curvas. Funciona na perfeição com o seu Windows7, sendo usado como computador sobresselente sempre que há uma avaria informática nesta casa.

Azareco

por Isabel Paulos, em 20.01.22

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Tão confortável a gozar os últimos dias de teletrabalho, eis senão quando o meu computador resolve pifar, pedindo reinstalação do sistema operativo. E lá venho eu de requitó para o escritório. Pelo caminho outros desafortunados esperam em longas filas por fazer teste covid. O azar toca a todos.

Cansaço

por Isabel Paulos, em 20.01.22

Novamente a pergunta (já aqui feita em a 6 de Janeiro): por que razão é provável que Rui Rio ganhe as eleições a 30 de Janeiro?

O desdém com que se zomba do eleitorado que votará em Rui Rio, convencido da sua seriedade e de uma data de outras virtudes que o distinguem dos demais, é próprio de gente sobranceira, habituada a considerar-se detentora de uma autoridade que advém de tudo relativizar salvo meia-dúzia de lugares-comuns que correm entre a minoria de auto-investidos intelectuais do regime. Entre esses clichés a ideia de não haver puros, todos estando corrompidos pelo mal. Não é que não seja  verdadeira, mas a forma como é usada é desastrosa: pouco habituados a exames de consciência ou a reconhecerem defeitos graves (salvo em larachas de humor para atraírem mais admiradores), disparam sucessivamente contra os que por alguma razão são tidos pela população como portadores de qualidades incomuns como se precisassem de iluminar as trevas de obscurantismo.

Tratam os portugueses que acreditam em Rui Rio (e o próprio, naturalmente) como imbecis. Pouco mais de pacóvios crentes em banhos de ética e declarações do mesmo tipo. Não ocorre pensarem que a população conhece bastante melhor do que os próprios trocistas a ambiguidade de afirmações como aquela. Sucede que muitos portugueses apreciam gente que não se enreda em discursos vazios e dissimulados muito apreciados pela elite lisboeta, erroneamente tidos por profundos testemunhos de conhecimento por se confundir forma e conteúdo. Muito menos têm paciência para iluminados de algibeira. Há um enorme cansaço do artifício e da falsidade. A franqueza conta de facto. É qualidade desconhecida da elite que tropeçou nos corredores do poder em Lisboa e que no afã de se ter por sofisticada mais se assemelha aos discursos de psicologia barata das secções de lifestyle das páginas virtuais. É natural que os eleitores queiram saber por uma vez em muitos anos aquilo com que contam, sem precisar de estar permanentemente a depurar todas as palavras ditas por políticos e comentadores para abstrair das manobras de distracção e engodos. Cansaram-se da falsidade promovida a sapiência.

A ler

por Isabel Paulos, em 19.01.22

Fear and defiance on Ukraine’s frontline: ‘We don’t like dictators here, no The Guardian.

[...] Since autumn, Russia has assembled a potential invasion force of 100,000 soldiers on Ukraine’s borders. The latest signals are ominous. The Kremlin says military exercises will take place next month in Belarus, 90 miles north of the capital, Kyiv. According to the Ukrainian government, Russian forces are covertly stationed in rebel mini-fiefdoms in the cities of Donetsk – adjacent to Mariupol – and Luhansk.
[...] He said Russian sentiment was still strong, especially among older residents. “Television plays a big role,” he said. “You can get Russian state channels for free. You have to pay for Ukrainian ones.” Lozar said most people in Mariupol vote for the opposition party of Viktor Medvedchuk, a pro-Moscow oligarch accused of treason and now under house arrest.
[...] ‘We’re afraid Russia will invade and capture Ukraine. Our army is not very ready to fight,” Chebeliuk said, speaking in fluent English. “We don’t really have Stingers or patriot missiles. We only have old Soviet rockets, many of them not in a good state. If there is a big war, I fear in the first weeks we will have many casualties.”
[...] Chebeliuk predicted that a Russian offensive would set off a partisan war. “A lot of us are ready to fight. We will resist in every city, in every village. Ukrainians hate Putin, especially in the west of our country. I hope Putin is just pretending with his threats, to get something from the west and Biden.”
[...] Russians have lived for 20 years in a dictatorship. They are happy,” she said. “We don’t like dictators here. Putin is a bit of a dreamer. He wants to be the most powerful man in the world. If he tries to make a dictatorship in Ukraine he will fail.”

*

Leituras complementares

O espanador - Rússia e Ucrânia, de 04-04-2021.

A ler, de 18-04-2021.

Bibelôs

por Isabel Paulos, em 19.01.22

O mau de não haver surpresa e verdadeira curiosidade e do hábito de em tudo se encontrar paralelos e reflexos de vivências anteriores ou referências lidas, vistas ou ouvidas – o mau de tudo se achar conhecedor – é a falta de pureza e verdade associada. Assim, a vida pouco vale a pena. Quando muito quem assim vive, vê lampejos de graciosidade nos outros e no mundo até se enfadar por achar que perderam a graça passando a figurar como quaisquer bibelôs pousados na prateleira da catalogação. Serve talvez para o desporto social ou jogo intelectual e para trocar brilharetes numa rede de convívio social privilegiada – boas relações – que desde sempre atraiu gente ambiciosa. Nalguns casos gente válida que se perde na vaidade e na futilidade. É possível que seja o caminho mais fácil e atraente, mais faustoso, mas não é um caminho belo nem honesto e sentido – esse costuma ser bem mais solitário. Ver os passos da vida na perspectiva de depósito de conhecimento abstraindo do que se está experimentando de novo a cada momento tal a ânsia a acumular mais e mais saber para exibir, não permite que se sinta nada que valha a pena – tudo e todos os que rodeiam são meros acessórios.

Nietzsche returns

por Isabel Paulos, em 19.01.22

Existential Comics, aqui.

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Finalmente

por Isabel Paulos, em 18.01.22

É oficial: coloquei hoje os alinhadores invisíveis e fiquei a falar à sopinha de massa. Só me aborrece por razões profissionais. Dá um ar sóbrio à brava.

Uva-passa

por Isabel Paulos, em 18.01.22

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Pergunto-me onde armazenamos tanto do que vivemos. Uma fotografia, uma palavra, uma recordação. Episódios e realidades tão distantes uns dos outros. Gente e terras tão díspares. Sensações incomparáveis. E a imensidão de fragmentos posta em sossego eterno até que minuciosa pesca à linha a vai trazendo à tona por porções de imagens, sons, dores que já não ferem a ferro quente, sentimentos difusos, toques, ápice de arrepios, sabores, cheiros, alegrias a comover em subtil fuga.

Camadas e camadas de esquecimento sobre as sensações passadas, sobre gente de carne e osso e paisagens com alma que passam sem mirrar como a uva-passa.

Ficam etéreas num espaço de ausência até ao momento de presas a isco inconsciente serem içadas por frágil linha e, tomadas nas mãos presentes em desvelo de dedos um pouco mais sábios, reanimarem os dias.

Cada vida é um universo gigante de recordações por memoriar.

Alarve

por Isabel Paulos, em 18.01.22

*

Vai a todas.

O mesmo ímpeto,

a mesma lábia

e igual embuste.

Como se as sentisse,

se fizessem diferença

e interessassem

além do gozo

de ir a todas.

 





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