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Passear

por Isabel Paulos, em 29.05.20

salamanca.pngVamos a Salamanca?

Ganha-pão

por Isabel Paulos, em 29.05.20

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A frase «só há duas coisas certas na vida: a morte e os impostos.» é atribuída a Samuel Johnson e há variações de provérbios em diversas zonas do mundo expressando a mesma ideia.

Crescemos com ideias muito precisas sobre o que é o bem e o mal e o que é socialmente aceite ou não. Cresci e fui educada, como muitos dos meus compatriotas, a olhar com menosprezo para profissões de ligadas à morte – agentes funerários e coveiros – e da cobrança de impostos e créditos.

É, por isso, com alguma perplexidade que me vejo há catorze anos – dezassete com interrupções – na área financeira, precisamente nas cobranças. Uma das mais malquistas e odiosas profissões. E é assim por estar envolta num manto de mitos e enganos que mantém a generalidade das pessoas a salvo da realidade. Preferem fantasiar, ver o mundo como um filme de gangsters, entre mauzões insensíveis e pobres vítimas.

Há dezassete anos, depois de ter feito estágio de advocacia e ter trabalhado na banca, deixei para trás o meu inviável escritório - que funcionou apenas dois anos e onde fui péssima profissional por falta de gosto, disciplina e talento -, e fui deixando os quatro bancos, onde dei uma perninha, e demais experiências profissionais. Ganhei em conhecer a realidade da justiça, que é um cancro nacional, que não funciona ou opera em prejuízo de quem dela se socorre ou dela é alvo. E em perceber como funciona a banca, que tem todos os maus vícios dos portugueses, mas ainda assim funciona. Nunca tive os chamados bons cargos. Sempre executei, operei, fiz, enfim, trabalhei. Procurando sempre ter os olhos abertos para ver o que me rodeava, não na perspectiva de singrar profissionalmente, mas de perceber o funcionamento das coisas.

Ganhei mais com esta postura do que ganharia de outra forma. Não financeiramente, mas como gente. É certo que talvez tenha conseguido o último emprego por cunha (coisa que no País da cunha ninguém admite), mas conquistei a estabilidade com esforço. Como eu há milhares de profissionais que não riscam, não dão na vista, não estão à espera de mais direitos ou privilégios, nem que estes lhes caiam em cima da cabeça sem mérito, e apesar das baixas renumerações continuam lá, a fazer, a trabalhar e a ver de olhos bem abertos o que os rodeia. E quanta injustiça há no que os rodeia.

Desculpem a presunção, mas se houvesse mais gente a bulir, e menos gente a teorizar sobre a execução do trabalho, sobre todas as tricas e intrigas que não interessam nem ao menino Jesus e, sobretudo, a fazer cera e parlapiê, talvez este fosse um lugar mais fácil para viver. Um dos aspectos que mais prejudica o País é a quantidade significativa de indivíduos que preferem encarar o emprego como um direito adquirido e não como a obrigação de, tão simplesmente, trabalhar e fazer o que preciso ser feito. A obrigação de produzir. E de sujeitar-se. Sim, temos pena, mas sem sacrifício nada de valor se consegue (sei que dizer isto numa altura que o desemprego aumenta significativamente pode parecer ofensivo, mas há ideias que permanecem para lá das conjunturas). 

Quanto ao resto, cobro. Sempre poderia usar eufemismos como técnica ou gestora de recuperação de crédito - na verdade, o termo usado é collections specialist -, mas hoje prefiro cobradora. E, mais. Há dois anos vendi a minha antiga casa no Porto. E estivemos para comprar uma outra num condomínio em Gaia cuja escritura de compra e venda incluía uma quota na exploração de uma funerária que funcionava no condomínio. Não fosse o negócio ter sido abortado por outras razões e teria sido o pleno: cobradora e cangalheira. Ah, céus. Seria a vergonha completa. Foi uma pena, por um triz.

Mais uma manhã de luxo, a trabalhar ao som destas maravilhas. Ele há vidas boas.

Irritações

por Isabel Paulos, em 29.05.20

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Hoje é dia (em rigor, é noite) de falar daquilo que me encanita. Cada um tem as suas irritações de estimação e não fujo à regra.

 

A desconsideração dos mais velhos.

Tratar os mais velhos como crianças de colo, como pessoas com baixo coeficiente cognitivo ou como parasitas bole-me com o sistema nervoso. Percebo que se seja mais simpático com os mais velhos, que se tenha mais mesura ou mais delicadeza. O que não percebo é que se infantilize a terceira idade. Acho uma atitude estúpida e desrespeitosa. Quantas vezes assistimos aos mais infelizes comentários – atirados do cume da insolência - a desconsiderar os mais velhos. Exemplifico:

Ah, mas um smartphone básico para uma pessoa de idade é mais aconselhável, e ainda temos os de teclas.

Ah, boa. A senhora sabe usar o contactless.

Ah, mas vai fazer a viagem de carro sozinha? E se lhe acontece alguma coisa?

Vai pedir crédito aos 65 anos? Que absurdo.

E há quem assista a estes insultos impávido e sereno por viver numa realidade protagonizada por velhos actores, mas com argumento feito por ganapos que pouco ou nada sabem da vida.

 

A desconsideração das ‘meninas’

Aqui os promotores das ofensas costumam ser homens mais velhos que se consideram bem-sucedidos. É uma raça fácil de identificar por grande parte da sua pose assentar na desconsideração de quem julgam estar uns furos abaixo. A ofensa dissimulada é essencial para continuarem tão contentes consigo próprios, como aparentam. Ninguém daria por eles se não esticassem o nariz e pusessem ar de enjoado ao olhar para as sopeiras, as meninas ou as petulantes. Acham-se importantíssimos por razões várias, ou por serem empresários e terem enriquecido, ou por terem nascido numa família bem instalada e não terem tido de se cansar, ou por se considerarem intelectualmente bem preparados, enfim, há uma infinidade de razões para o ar de presunçoso que apresentam. Na generalidade são pouco mais do que calhaus, mas espertíssimos. Sobretudo, espertos o suficiente para perceber que vivemos num País onde quem abusa é rei e vinga.

Num País dissimuladamente machista, quantas ‘meninas’ não levaram já com estes presunçosos nas faculdades, nas chamadas telefónicas ou reuniões profissionais, ou até em conversas informais entre amigos. O ponto comum é este: o presunçoso parte sempre do princípio que a ‘menina’ que tem à frente é ignorante ou estúpida, coitada. Nasceu mulher e é do tipo que nunca irá longe. Tudo tem que ser explicado como se fosse demente. Pouco importa se a ‘menina’ for bastante mais inteligente, preparada, tiver mais capacidade de trabalho do que o dito cabrão, porque para ele ter sucesso ou ir mais longe é ser parecido consigo, o que corresponde na versão feminina a ser uma cabra. Coisa com que muito fantasiam.

 

A desconsideração das categorias económicas

É um hábito enraizado nos últimos trinta anos talvez. A categorização por escalão económico substitui a divisão do mundo entre ricos e pobres e é tão ou mais ofensiva e redutora.

Não raro vemos os novos cientistas – das ciências sociais – ou os técnicos de marketing a fazer estudos com escalonamento das pessoas segundo critérios económicos ou académicos. Chamemos-lhe: contar as galinhas. Depois a coisa extravasa para os políticos e jornalistas e dissemina-se como um praga.

Não há gente com educação, interesses, percursos de vida e hábitos diferentes. Não. Isso não interessa ao mundo executivo moderno. Os critérios para aferir do sucesso de um cidadão são o rendimento e o grau académico. Ou subgéneros que servem, sobretudo, para apaziguar as ambições frustradas dos catalogadores, como é o caso dos suburbanos, tidos como economicamente desfavorecidos, sendo que podem ter bastante mais qualidade de vida do que os citadinos.

Propostas do PSD

por Isabel Paulos, em 28.05.20

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Lidas aqui.

«O PSD pede ainda que haja “maior celeridade no pagamento dos subsídios sociais” e no “reembolso do IRS”. Além disso, nas medidas estruturais, o PSD defende uma revisão da lei do voluntariado, a melhor da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados ou a “universalização das creches e jardins de infância” e ainda de promoção do teletrabalho

Certo.

*

«O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Adão Silva, apresenta agora outras propostas. O PSD defende que o “layoff simplificado deve ser prorrogado até ao final do ano de 2020 para as entidades empregadoras cujos setores de atividade tenham de permanecer encerrados por determinação legislativa ou administrativa” e para as entidades que tenham a “sua atividade altamente reduzida em consequência da pandemia de Covid-19.»

«Rui Rio diz que o layoff “tem de ser adaptado às circunstâncias” e que “as atividades como os grandes festivais ou os carrinhos de choque, que estão fechados, têm de continuar a ser apoiados”.»

Devem ser apoiados, mas não com o lay-off. Cada coisa no seu lugar. A eterna tendência para as soluções em cima do joelho e para tratar como igual aquilo que não é igual, que mina o desenvolvimento do País.

*

«O partido propõe ainda que seja alargada a “base de beneficiários da tarifa social da energia por forma a abranger as famílias com dependentes a cargo, incluindo as famílias monoparentais cujos rendimentos familiares sejam iguais ou inferiores” ao rendimento mínimo.»

Tretas por medo de assumir a vergonha nacional que é o preço da energia e fazer frente aos interesses das empresas do sector energético. Não é com caridade que se enfrentam e resolvem os problemas de fundo do País.

Léo Ferré - Avec le temps

por Isabel Paulos, em 28.05.20

Bazucazita

por Isabel Paulos, em 28.05.20

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Fica o registo dos preliminares deste plano para recuperar a economia (a par do programa de estabilização com as verbas do Portugal 2020) para mais tarde recordar. Era bom que quem tem voz afinada e audível pudesse ir ajudando a impedir as habituais derivas do dinheiro público. O desanuviar da contribuição para a Segurança Social pelas empresas (apesar de ser sintomático dizer-se que não desequilibra os cofres da SS) e a eliminação temporária do pagamento por conta do IRC parecem boas ideias. Mas este último, tal como o prolongamento do lay-off, deveria ser feito mediante contrapartidas transparentes de real faculdade para manter actividade e rendibilidade. Arranjem-se outras medidas para compensar colapsos.

Na outra mão, até tremo quando leio coisas como «enorme oportunidade para termos uma estratégia de valorização dos nossos recursos naturais» e desconfio do «programa muito forte para corrigir o défice de qualificações no país”, em “robustecer a capacidade industrial”, aproveitar “recursos” e investir nas “infraestruturas em toda a área digital"». Esta conversa por mais atractiva que seja traz más memórias. Afinal estamos a falar de uma bazucazita e não de canhões contra os quais continuamos a precisar de marchar.

Observador

por Isabel Paulos, em 28.05.20

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Só me lixam. Vou à falência por causa desta gente. Isso sim.

Sessão espírita

por Isabel Paulos, em 28.05.20

Bola de Cristal.jpgBúzios.png

Maga Paulos & Vidente Guerreiro, com o curso de astrologia, tarot e vidência conseguido online (a troco de presenças em bares e discotecas na viragem do milénio) e pós graduação em blá blá de Táxi e Uber, a viver no País há mais de 20 anos (um nadinha mais, mas bem conservados), reunem excepcionamente hoje e abrem desinteressada e altruísta sessão espiritual para ajudar a decifrar a bazuca, ou seja, as linhas do destino da chuva dos cerca de 25 mil milhões de euros, que irá assolar o País nas próximas estações. Pressentindo um desassossego iminente nos concidadãos – já manifestado pela exuberante eloquência com que se voltaram a mostrar nas esplanadas das praças portuguesas depois da notícia - vêem-se na obrigação - após terem sido iluminados por entidades de outras dimensões sobre os perigos - de orientar os caminhos desses mesmos pobres e desnorteados concidadãos.

Então.

Avisa a Bola da Maga Paulos que a chuveirada de notas e moedas irá entupir à primeira espichadela a bicha do aspersor, comprada no chinês como resultado ao estímulo do comércio internacional.

E os Búzios do Vidente Guerreiro alertam para a retenção dos valores por tempo indeterminado por decisão do Governo, a fim de que uma comissão a eleger pelo Parlamento, sob o patrocínio da Comissão de Ética e auspicioso acompanhamento pelos Presidentes da Assembleia da República e da dita República, escrutinados pela Comissão Profissional da Carteira de Jornalista após aceso debate nos programa Prós e Contras, possa avaliar e autorizar criteriosamente as despesas orçamentadas.

A Bola da Maga sussurra que, uma vez libertado, o pecúlio será distribuído pelas mais necessitadas e imprescindíveis entidades nacionais. As que mais contribuem para o desenvolvimento sustentado do País. A saber: o Novo Banco, a RTP, a TAP, a CP, a Transtejo, a Rodoviária Nacional, os funcionários públicos, os gestores de empresa primos dos cunhados dos tios dos membros do governo, os investigadores de ciências sociais, humanas e políticas. E, claro, servirá também para fazer face aos caridosos encargos assumidos pelo Estado com as empresas do sector energético, das obras públicas e, em geral, de todas as parcerias público privadas.

Os Búzios do Vidente Guerreiro pressentem ainda as contas e avisam que não irá sobrar para ajudar na sobrevivência das empresas e dos trabalhadores (salvo as de consultoria, que estudam e planificam a distribuição dos fundos). Nem para os esbanjadores reformados da terceira idade que insistem em gastar em bugigangas - como medicamentos, fraldas, papas e raspadinhas - as magnificas reformas auferidas.

Mas a Bola e os Búzios são unânimes em prever que o ânimo dos portugueses estará ao rubro com a Festa do Avante garantida, e quem sabe o Rock in Rio e, mais do que tudo, a bola, gente, a bola – e não é a da Maga – vai voltar e ninguém vai querer saber da porra da crise. Até porque o campeonato possivelmente não acabará na expectativa que o Benfica ganhe. A bem da economia nacional, como nos ensinou um dia esse patriótico guru António Mexia.

*

Consulta sob marcação prévia para as terças-feiras e quintas-feiras das 15:30h (a extenuante tarefa das entidades econo-mediúnicas assim determina) às 19:42h (atendendo à necessidade do restabelecimento das energias despendidas em horário alinhado com os astros).

Luca Little - Shuffle My Hear

por Isabel Paulos, em 27.05.20

Home sweet home

por Isabel Paulos, em 27.05.20

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Numa nesga entre a manhã de trabalho e o almoço digo que bem sei que as Comezinhas andam um pouco ao abandono. Mas está difícil. Hoje há muito para fazer. Nem sequer há tempo para jornais ou outras leituras.

Sempre deixo uma ideia que me apoquenta. Quando acabar o teletrabalho vai ser o fim do mundo. O fim do meu mundinho, vá. Isto de estar em casa é uma alegria imensa. A descontracção, o relaxe é outro. E os tempos, a menor pressão, o fim das corridas das duas idas e voltas diárias e nos intervalos a seca dos supermercados, tudo à pressa.

Só de imaginar que nesta altura do campeonato estaria  numa situação normal nos giros habituais e a torrar na rua com o tempo excessivamente quente (que odeio) percebo o privilegiada que tenho sido.

Sei que é quase heresia dizer isto, mas a Covid para os meus ritmos foi uma benesse imensa. E não preciso inventar desculpas - como vejo ser prática de algumas classes profissionais – para não querer voltar a trabalhar fora. É que isto é mesmo bom. Uma regalia e pêras.

Passear

por Isabel Paulos, em 27.05.20

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Vamos a Valladolid?

Paris

por Isabel Paulos, em 26.05.20

Jardins do Luxemburgo 3.jpgJardin du Luxembourg - Paris, Maio de 2005.

Jargão Covídico

por Isabel Paulos, em 26.05.20

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o nos chegavam as medidas de higiene e o higienizar. Agora temos as medidas de higienização. Daqui a nada é o protocolo metodológico da higienização.

Against The Grain, by Garth Brooks

por Isabel Paulos, em 26.05.20

Faena ao Covid

por Isabel Paulos, em 26.05.20

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Depois de anos a ver os compatriotas correrem para os hospitais ao mínimo pretexto, resolvi não ficar atrás. E escolhi a melhor altura. Na Quinta-Feira fui à Maternidade Júlio Dinis (não foi por gravidez), no Sábado aos Lusíadas e ontem ao Santo António. Sinto-me a fazer faenas ao Covid.

Está tudo bem.

Leituras a 10 anos

por Isabel Paulos, em 25.05.20

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Como já organizei mentalmente a vida a partir da próxima semana e ando numa de ‘planejar’, como dizem os brasileiros, vou fazer como nos filmes e correr o tempo.

«…dez anos depois…»

Estarei a pegar no Guerra e Paz e a pensar com os meus botões: não será cedo demais, na casa dos cinquenta? Talvez aos sessenta. E voltarei a ler as primeiras vinte ou trinta páginas, para logo depois as esquecer.

A menos que me sinta motivada pela recordação do relato de há três ou quatro meses. Alguém o lia e descrevia passagens nas quais o supremo chefe militar (chamemos assim por ignorância), já de provecta idade, ouvia os inúmeros conselheiros. Consciente de que alguns o tentavam induzir em erro propositadamente para o afastar do cargo e uns e outros defendiam posições antagónicas e inconciliáveis, o velho e arguto militar ia ouvindo diplomaticamente a turba e fazendo o que entendia, mantendo as boas relações com todos.

Antes disso, talvez ainda na casa dos quarenta, leia uma segunda biografia de Churchill. Aí estou certa de não precisar de grandes incentivos, uma grande vida dá sempre boa leitura. Esta semana terminaram de me relatar a de Martin Gilbert. Até hoje só li a de François Bédarida, e lembro-me do gosto com que à época a li. Não sei se por habilidade do biógrafo, se por o biografado ser de facto a figura mais empolgante do século XX. Um homem que nos faz acreditar nos homens. Um militar de mão cheia, um político de têmpera e coragem. Um homem com uma vida cheia de reveses em permanente superação à custa do carácter. Uma vida rica e absolutamente extraordinária.

Tio Patinhas

por Isabel Paulos, em 25.05.20

0_C5jTKqouo6RRfO_R.jpgAlguém que diga às Finanças para largar os reembolsos do IRS, sff.

Segunda-Feira

por Isabel Paulos, em 25.05.20

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Cara de Segunda-Feira.

*

Está difícil, mas: boa semana.

Passear

por Isabel Paulos, em 25.05.20

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Vamos a Baiona?




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