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A ver

por Isabel Paulos, em 25.07.21

China vs. Organização Mundial da Saúde,  por Nuno Rogeiro, no Leste/Oeste da SIC Notícias.

Recordo entradas anteriores nas Comezinhas:

Bullying

por Isabel Paulos, em 25.07.21

 

Bullying é a arma dos fracos.

Bullying dissimulado, arma dos vermes.

 

A acompanhar

por Isabel Paulos, em 24.07.21

Apagão. Fornecimento de energia elétrica já foi reposto em Portugal.

Eh. Provocado por quê? Hum, sei lá, qualquer coisa. Deve ter sido coisa pouca: um fusível ou assim. Interessa é dizer que a REN resolveu a questão e evitou o pior.

*

Un incidente con un hidroavión en Francia causa un apagón de una hora con más de un millón de afectados en España.

Près de 90.000 foyers coupés d'électricité pendant environ 1h dans les Pyrénées-Orientales.

Ah, espera. Parece que foi um hidroavião.

A petulância

por Isabel Paulos, em 24.07.21

Há dois dias procurei durante bastante tempo por testemunho de carácter no qual me revisse. Não encontrei. Lancei mão de um que se assemelhasse. Na busca descobri que o mundo está cheio de artistas que se autoproclamam vítimas dos outros e das circunstâncias. Quase nunca de si próprios.

O que o artista se chora por esse mundo fora de dor infligida por outros e pelas circunstâncias é mato. É assombroso que raramente conceba ser o principal responsável por erros, enganos e sofrimentos de uma vida.

Passando ao nível seguinte, enreda-se em discursos dúbios de pulverização de consciência, para que nada se distinga e entre as sombras vingue.

É-me difícil viver num mundo assim. A quantidade de burricadas que fiz ao longo da vida impressiona. E não o escondo. Conto sempre com igual franqueza, mesmo sabendo que nunca a terei.

Diário

por Isabel Paulos, em 24.07.21

Segunda dose da Pfizer tomada. Avizinha-se uma tarde a dormir.

*

Leio por aí uma patética teoria auto-justificativa de pessoa que por acaso até gostava de ler há uns anos. As palermices que se dizem em nome da defesa dos interesses das raparigas e das mulheres são de uma imaginação a toda a prova. As voltas de cobra que se dão para justificar decisões que tanto podem ser fiéis ao que se pensa e sente como de pura cobardia ou canalhice. Não conheço outra forma certa de resolver a vida que não seja pela verdade. Como de costume misturar alhos com bugalhos resulta sempre quando se quer atirar areia aos olhos dos outros.

*

Nos jornais continuam as tricas e laricas e o alheamento da realidade.

*

De resto, maldisposta deste ontem. Ou hoje, tanto faz. Já não tenho pachorra nem idade para brincar aos cowboys. E quando quero brincar aos cowboys faço-o com gente que sabe o exacto valor das palavras. Gente que respeito e me respeita. Há coisas que me soam a déjà vu fora da realidade. Assim fiquem. Sem a menor vontade de reprises descabidos.

* 

O importante: dormir bastante para me refazer e segunda-feira regressar ao trabalho em força.

Robbie Williams

Angels

por Isabel Paulos, em 23.07.21

Sexta-feira

por Isabel Paulos, em 23.07.21

Sono. Muito sono. Apesar de ter dormido 6 horas. Cansaço. 

Ainda bem que é Sexta-feira.

Noah Kahan

Hurt Somebody

por Isabel Paulos, em 22.07.21

Pés no chão

por Isabel Paulos, em 22.07.21

Nunca aprendo. Não foi boa ideia gabar-me de fixar uma password difícil. Hoje só fiz vergonhas: além de mais de 10 tentivas falhadas, consegui bloquear um acesso. Um sucesso, só que não. Vergonha.

Ainda a Justiça

por Isabel Paulos, em 21.07.21

O número de vezes que se invoca o Estado de Direito para continuar a provocar-lhe danos é assombroso. Há momentos em que a lucidez impõe que a defesa dos direitos e liberdades dos portugueses - tão lesadas nos últimos tempos - não seja usada como pretexto para manter a ineficiência do Sistema de Justiça e interesses corporativos e instalados.

A ideia que dá é que quando se inclina a argumentação para um lado - o da defesa dos direitos e garantias - bem, por fazer sentido nos casos em que o faz, logo todo o barco tomba para esse lado sem querer saber da lógica, da eficiência e da justiça do resultado. 

Parece incrível que ainda se tenha de lembrar a balança como símbolo.

Isto tudo é muito cansativo. Não admira que haja quem cedo arrume as botas na área da Justiça.

Pendurar as botas

por Isabel Paulos, em 21.07.21

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Pendurar as botas com ousadia. 

Os elos de uma vida

por Isabel Paulos, em 21.07.21

Se o primeiro elo para o arranque das novas lides passou por Felgueiras, a segunda ligação por incrível que pareça vai passar por Gaia. Temo que amanhã me digam que terei de dar um pulinho a N'Dalatando para fazer o pleno. Não é que não gostasse.

Outros tempos

por Isabel Paulos, em 21.07.21

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Comprei-os há uma dúzia de anos e desde a última mudança de casa não sabia deles. Depois de uma hora a revirar a casa à procura dos adaptadores do carregador de portátil - imprescindíveis nesta altura – faço uma chamada telefónica a pedir para rezar o Responso ao Santo António (neste momento perco os últimos 4 ou 5 leitores que sobram). Trata-se de uma oração que em criança ouvia e diz a tradição ajudar a encontrar objectos perdidos. Oh céus, criatura estúpida e dada ao irracional. Falar de Responso equivale a ter uma argola para pôr o guardanapo ou um saco de água quente onde se enrola o pijama no Inverno. São coisas de outro tempo que já não se usam e talvez por isso, mais do que nunca, aconchegam.

Pouso o telefone e olho para o topo do alçado da escrivaninha de miúda. É ali que está, penso. Peço ajuda para lá chegar. E lá está a caixa. Abro-a e para meu espanto sai de dentro a minúscula caixinha de música da Pantera Cor-de-Rosa a que tenho tanto amor, e já havia procurado várias vezes nos últimos três anos, depois da última mudança. Duas alegrias numa. Pego de imediato no telefone e digo que já não é preciso o Responso. Oiço: andava à procura na internet. Respondo que o Santo António é um santo muito expedido: assim que sente ser procurado resolve logo o problema, sem mais demoras.

Há quem tenha como músicas favoritas composições dificílimas, arranjos muito sofisticados, melodias pouco divulgadas. Não sei se haverá alguma música que me desperte tanto bem-estar e alegria como a Pantera Cor-de-Rosa, de Henry Mancini, reconhecível por todos. Só não digo que é uma das músicas da minha vida, por não gostar de usar a formulação de catálogo.

Justiça perra

por Isabel Paulos, em 20.07.21

Em dias de começo as palavras emperram. Muitos compassos de espera antes do que suponho vir a ser uma avalancha de trabalho. Gostava de ter paciência para ler as notícias, mas nem isso. Passo pelo Observador, e vejo o nome Vera Lagoa subir às gordas. Recordo este postal de Maio. Do conjunto de notícias de hoje no Observador nada me detém.

Felizmente, recuo ao dia 18/07/21, leio a entrevista ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Henrique Araújo. É curioso como a razão coincide tantas vezes com a exposição clara e concisa. Não é preciso muito para dizer a verdade, só coragem para afirmar que há excesso de garantias de defesa e conhecimento da poda para perceber onde encalham os processos Ai os expediente dilatórios, os vícios formais, a arguição de nulidades, ai os prazos das cartas rogatórias, ai os prazos de recurso, ai o caldinho propício à prescrição e o desejo inconfessado de o manter a pretexto de proteger o Estado de Direito, que um dia cai de podre de vergonha pelas contradições e hipocrisia. Tudo isto se sabia há 30 anos e nada se fez. 

Nota: usei os termos "perra" e "emperram" como título e abertura deste postal, ainda antes de ler a entrevista, que disso mesmo trata. É um sinal (risos). Por essa razão, substituo o título original “Perra” por “Justiça perra”. Também os jornalistas entrevistadores conhecem bem dos encalhanços da Justiça, aliás, como há anos o país inteiro e, ainda assim, nada desata. 

O nó

por Isabel Paulos, em 19.07.21

Aqui a pensar em nós.

Nós, não a segunda pessoa do plural, mas os laços.

Há nós que demoram a vida inteira a desfazer-se,

a fazer-se. Há nós desenleados.

E o nó apertado. Difícil.

Talvez seja enleio nunca libertado.

Fará diferença? Será nó, o novelo enrodilhado?

*

Gosto da palavra rodilho, faz lembrar Felgueiras. E quão significativo o acaso ter feito com que o primeiro passo do rumo profissional se faça através de um elo a Felgueiras. No campo das probabilidade qual a chance disso acontecer? Céus, parece dedo de Deus. Mãozinha enviesada de sonhos.

Por falar em nós e laços, um dia hei-de ler Os Nós e os Laços, de Alçada Baptista. Já o tive na mão tantas vezes. Já o espreitei algumas, mas nunca li.

Um dia hei-de fazer tanto, que tanto não caberá no dia.

Bom dia

por Isabel Paulos, em 19.07.21

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Medidas profilácticas no dia de regresso ao trabalho.

Bom dia. Boa semana.

Humores electromagnéticos

por Isabel Paulos, em 18.07.21

Era Verão no início dos anos 80 e tu criança entre várias a habitar a casa nas férias grandes. De mão em mão surge o cartão magnético que nunca mais viste com uma barra vertical de cores em degradê. Os dedos das outras crianças na fita anunciaram cores bonitas e alegres, como o azul, verde e amarelo. Colocaste o teu dedo e a zona entre o negro e o roxo fez-se dominante. Entre uma piada e outra para disfarçar, retiraste o dedo rápido para que não vissem. Quando conseguiste uns minutos a sós com o cartão, foste até a refúgio dos primeiros degraus da escada interior e voltaste a colocar o dedo duas ou três vezes: o resultado sempre roxo logo ali junto do preto. Não gostaste nem um pouco da sensação. Eras a única com aquele resultado triste e, além de tudo, roxo era considerado em família cor de mau gosto.

Já estavas habituada aos descontrolos dos ponteiros dos relógios de corda quando os usavas no pulso. Sabias que não eras a única a provocar o fenómeno, que te intrigava e cujas razões até hoje nunca estudaste. Continuas a rir quando, como muitos outros, dás choques com faísca visível e ruidosa ao cumprimentar alguém em dias de demasiada electricidade estática. Mas nestas matérias nada mexeu tanto como o breu daquele cartão.

Ao escrever isto resolves pela primeira vez na vida fazer uma pesquisa no Google sobre o assunto. Digitas “electromagnetic mood card”. E assim a saltar do ecrã duas informações: «When it comes to visible light, the highest frequency color, which is violet, also has the most energy. The lowest frequency of visible light, which is red, has the least energy 

Quanto aos estados de espírito, o Google também dá a resposta rápida: «Red: Passion, Love, Anger. Orange: Energy, Happiness, Vitality. Yellow: Happiness, Hope, Deceit. Green: New Beginnings, Abundance, Nature. Blue: Calm, Responsible, Sadness. Purple: Creativity, Royalty, Wealth.» 

Quando entristeces de modo intenso – estado de dor em que naturalmente não te permites ficar muito tempo – recordas aquele cartão e ficas com a nítida sensação de predestinação.

Se tiverem interesse pelo assunto, há páginas na internet dedicadas ao estudo das cores sob o ponto vista psicológico que vêm beber à Física. Sobre isso não te vais atrever, por nada saberes.

Chet Baker

Almost Blue

por Isabel Paulos, em 18.07.21

Love is in small things

O lado bonito da vida

por Isabel Paulos, em 17.07.21

De regresso às animações. 

Se gostarem, existem várias animações da Puuung. Podem sempre escolher histórias mais curtinhas, se tolerarem mal a dose de mel associada.

Bom fim-de-semana.

Brando contentamento

por Isabel Paulos, em 16.07.21

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Ontem, ao anoitecer. Temperatura cálida e leve brisa como em poucas noites no Verão do litoral Norte. No jardim do hotel as mesas e cadeiras todas ocupadas: uns jogavam cartas, outros bebericavam, a maioria tão só cavaqueava. Na piscina davam-se mergulhos entre gargalhadas. Na marginal o burburinho de famílias com crianças, as piadas dos grupos de amigos, as palavras entremeadas de silêncios dos casais de meia-idade, o passo vagaroso dos nossos mais velhos. Todos a desfrutar de uma noite de sonho. O mar quase calado, ao contrário dos dias anteriores em que o arrulhar chegava forte até ao quarto. Uma bela despedida das férias, sem precisão de ter viajado para longe.

Brando contentamento.

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Hoje à chegada, a cerimónia do anfitrião durante dois punhados de minutos. Depois dos farejos de investigação a eventuais infidelidades e perdoada a ausência, seguiu-se a sessão de beijinhos de gato. De volta a casa e aos dias triviais.





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