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De ginjeira

por Isabel Paulos, em 20.01.20

772

Para quem percebeu nos anos oitenta que a diferença existe e devemos respeitá-la; para quem passou parte da segunda metade dos anos noventa a acompanhar amigos gays ao Boys’r’Us, ao Moinho de Vento, ao Frágil e até ao Trumps, porque era o espírito do tempo e o da amizade e por não lhe passar pela cabeça discriminar alguém pela sua orientação sexual, e só se espantou um pouco por alguns - poucos, felizmente - não perceberem que respeitar a diferença não é alardeá-la e que, com sobriedade e sensibilidade, se pode estar  – presente e solidário - do lado da diferença, esta pantomina da doutrinação identitária não é totalmente estranha, mas tem extrapolado os limites do razoável e, nem é tanto pelo folclore (ou pimbalhada), porque vá, por mais patético que seja cada um que se expresse como quer, é por se voltar a confundir direitos com dogmas de fé, por se reinventar um reino dos céus, agora bem terreno e palpável e vedado aos impuros, violentando a liberdade de cada um a expressar o  pensamento, caso não seja pautado pelos cânones e jargão da diversidade.

Depois do Luanda Leaks

por Isabel Paulos, em 20.01.20

sem nome

Fico na expectativa que o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação liberte o Lisboa Leaks.

Ouvi dizer

por Isabel Paulos, em 19.01.20

sem nome

Na televisão, a um chinês: Portugal é um dos poucos países em que não temos Chinatown, nós sentimos ser acolhidos pelos portugueses.

*

Que venha o Rato e que possamos continuar a contar com os chineses. Fazem-nos falta.

Astrofísica

por Isabel Paulos, em 18.01.20

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Astrofísica para Gente com Pressa, Uma Viagem Rápida e Iluminante ao Cosmos, de Neil deGrasse Tyson.

Japoneira

por Isabel Paulos, em 18.01.20

3-2020

Janeiro 2020

2 2019 (2)

Janeiro 2019

*

No ano passado, como estava bonita toda ela era pose, este ano esconde-se atrás das folhas, feita tímida.

Arte

por Isabel Paulos, em 18.01.20

transferir

*

Mais

do que

sentidos,

estudo,

dádiva

estética,

viagem

de ida e volta

ao lado

de fora.

Açores

por Isabel Paulos, em 18.01.20

PaisagemSeteCidades

(A caminho das Sete Cidades - São Miguel, Junho 2017)

Do lado de fora

por Isabel Paulos, em 17.01.20

987

Conheces a menoridade do registo confessional e dos paralelos. Vais ao ponto de revelar medo do equívoco, e explicas a razão dos quase vinte anos da forasteira ou dos dezasseis (ou dezassete) do fora do baralho e de te conservares, desde sempre, do lado de fora. Segues caminho com ar de tonta, eternamente descabida e ridícula e, em regra, para além da indiferença arrancas pouco mais do que escárnio por ingenuidade e presunção. Sabes que o pouco que sabes é infinitamente menos do que o desejável, mas além do julgado. Reconheces o talento e o esforço de quem questiona, estuda e aprofunda a informação e o conhecimento, mas sabes que isso não chega ao saber. Viste demasiados homens e mulheres atolados em conhecimento, sem conseguirem discernir, não só pelo peso de tanta matéria e falta de espaço e tempo para pensar, mas também por de si não saírem e a si ou a algum amo servirem. Não é só a sobrecarga de informação que degenera, mas a sobrecarga de conhecimento mal assimilado por confusa percepção sensorial e submissão a amores e rancores ou simples pagas de favor. Vês o mundo sensorial impor-se fazendo prevalecer sentimentos de pertença e de rejeição como se equivalessem ao bem ou à verdade. E sabes que quem não consegue sair de si, suster-se do lado de fora, não pode ser capaz de discernir, por estar servindo a si ou ao amo, por estar preso e condicionado, servindo sensações, amores e rancores sem os compreender.

Subtileza

por Isabel Paulos, em 16.01.20

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La Galère d'Obélix, 1996.

Esquerda/Direita

por Isabel Paulos, em 15.01.20

mw-320

Imagem do Expresso.

 

Para quê ter o trabalho de fazer o confronto de ideias entre esquerda e direita, se não são elas que determinam as políticas e comportamentos do País e dos portugueses. Para quê falar em mudar de regras? Se não há qualquer intenção de cumprir as (boas) que existem nem as (boas) que venham a surgir? Para quê manter o prazer de discutir? Se debater por debater e, por motivos fúteis, tudo questionar, acaba por servir apenas para encobrir o poço sem fundo da vileza da nação?

Afinal, parece que tudo se resume a pouco.

À esquerda grosseira, arrogante e fanática. Convencida da superioridade moral expressa em meia-dúzia de slogans identitários berrados num qualquer simulacro de academia de ciências sociais e artísticas ou na confraternização em manifestações e acampamentos de excitados activistas das causas efémeras, com cada vez maior número de figurantes assalariados e bem remunerados. Na falsa presunção de legítimos e únicos herdeiros da divisa igualdade, solidariedade e liberdade, fazem-se senhores desta coutada de caça às bruxas em que se transformou o mundo e o País. Traduzem igualdade por amiguismo, solidariedade por facilitismo e liberdade por bandalheira. A coisa vai tão mal que se enaltecem verdadeiras nulidades, tomando-as por sumidades, bem pagas e subsidiadas e, por facciosismo e inveja, se desprezam e humilham sabedores.

À direita bem empertigada, vaidosa e insensível. Convencida da superioridade moral expressa em meia-dúzia de máximas rezadas numa qualquer faculdade abonada e conservadora de ciências jurídicas e empresariais ou nas reuniões sociais de punhado de amigos bem instalados em relações interessadas com preocupações vagas por um País que os conserve sempre no topo a pirâmide ou lá os alce. A falsa presunção de que têm sido a educação, a inteligência e a capacidade de trabalho a reger o mercado nesta sombra de sociedade minada de alto a baixo por corrupção, injustiça e inveja.  A tradução de educação por etiqueta fajuta, leituras e pensamento balizados por dogmas tribais. Inteligência traduzida por habilidade de se impor aos demais e capacidade de trabalho por lábia em vender mais. A coisa é tão feia, que quem mais tem e pode manifesta inveja e raiva de quem nada ou pouco tem e não se deixa pisar ao retratar o mundo.

Aos saltitantes de cenário em cenário, tomando os piores ares e tiques das duas e mantendo-se à tona a debitar opinião conivente em função da circunstância.

E aos sonhadores que, apesar da antipatia por tamanha vileza, se negam a refugiar no cinismo falsificado.

Má-língua e arte

por Isabel Paulos, em 14.01.20

sem nome

Recordo com imprecisão ter lido, escrito há poucos anos em espaço virtual, conclusão de moderno estudo científico: a má-língua ou maledicência contribuíram para o aperfeiçoamento da inteligência humana. Não haveria precisão de tanta ciência para pôr a nu a certeza de que a imaginação e vontade de inovar não se esgotam na procura do essencial nem do bem e que não há bem que não compreenda o mal, nem mal que não contenha o bem.

O senso comum confirma as manifestas qualidades intelectuais de quem é capaz de ardilosamente imaginar e, com enredo, criar tensão e reacção. Coisa diferente é saber se tal propósito chega para haver génio e verdade.

Mal comparado é como o aprendiz de violino e vizinho do prédio com mau isolamento acústico. Se for virtuoso, até perdoamos os primeiros anos de chiares metálicos desentoados, mas tratando-se de voluntarioso não é de estranhar que façamos as malas com destino a lugar com maior amor à arte.

Gincana - Infopédia

por Isabel Paulos, em 14.01.20

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Sarcasmo - Infopédia

por Isabel Paulos, em 14.01.20

123456

 

Amesquinhar - Infopédia

por Isabel Paulos, em 13.01.20

258

Futilidade - Infopédia

por Isabel Paulos, em 13.01.20

124

20/10

por Isabel Paulos, em 13.01.20

sem nome

*

 

Não tarda

tanto assim,

faz vinte anos:

o presente a entrar

sem aviso nem juízo

porta adentro.

No intervalo,

o tempo correu,

na aparência

pouco aconteceu.

Sucederam,

todavia,

dez anos

de distância,

tu e o passado

bem amolgados,

cada um por si,

a reerguer.

Saboreavas

haver presente,

e de novo

o passado

se fez presente.

 Em história

digna de ser,

contigo esbarrou

renascido e delicado,

como só ele soube

e sabe ser.

Não tarda

tanto assim,

faz dez anos:

o passado a reentrar

sem aviso nem juízo

porta adentro,

em jeito de

ninho, futuro

e caminho.

 

Noite

por Isabel Paulos, em 12.01.20

heidi-closeup

Sentindo o mundo esboroar em querelas, questiúnculas e artifício e nada ser como antes, como a aranha, vais tecendo o fio fino e forte na saudade das badaladas do sino das igrejas de Unhão e São Cristóvão, não por devoção, mas por apego à noite fria, ao ranger nocturno da madeira das portas e dos guarda-vestidos, e ao canto da coruja, a companhia nas longas horas da madrugada a compor os sonhos, no quarto de criança enfeitado com o poster da Heidi, sentada nas montanhas e no imenso céu azul-escuro iluminado pela lua redonda e cheia, parecida com a que, do lado de fora das grossas paredes de granito, te deixa ver o bastante para andar de bicicleta na noite encantada por enormes sombras do esqueteto das tílias e do amparo das ramadas secas da videira.

Quase quarenta anos depois, sais do trabalho à noite, despegas como te apetece dizer em sorriso cúmplice, é sexta-feira e estás contente por haver dois dias inteiros para encher de nadas cheios de significado. Antes da paragem, ouves o usual praguejar do pedinte tolo a injuriar quem passa, confirmas no telemóvel que perdeste o autocarro e sentes a presença forte de qualquer coisa íntima e familiar. Levantas os olhos e lá está ela, redonda e cheia, entre os ramos das árvores da águia e do leão. Enches-te de alegria, porque sabes que ela veio para te dizer que o mundo faz sentido e ainda é como era. Chamas a Uber, chegas e dobras a esquina, enfias a chave na porta do prédio, voltas a pressenti-la, e de novo plena de calma e sabedoria teima em alumiar a tua rua a meias com os candeeiros, e promete voltar.

Passeio das Virtudes

por Isabel Paulos, em 11.01.20

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(Porto, 11 Janeiro 2020)

Monty Python

por Isabel Paulos, em 10.01.20

 

'Analismo' político

por Isabel Paulos, em 10.01.20

sem nome

Ao 'comentariado' político interessa a máxima: quanto pior, melhor. Vale tudo: inverter a razão, acusações à la carte, amnésia selectiva. A receita mágica para receber duas palmadas nas costas de amigos bacôcos. O País, esse, merecia menos voltas de cobra.






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