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Dignidade

por Isabel Paulos, em 02.04.20

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*

O que mais te atrai nas pessoas? A inteligência. E o que te desilude? O desprezo pelos outros: por aquilo que sentem. Andam muitas vezes juntos, não andam? Sim, infelizmente, demasiadas vezes.

A caminho

por Isabel Paulos, em 01.04.20

serra da estrela.jpgA caminho da Covilhã, da Serra da Estrela, 2015.

Assim deveria ser

por Isabel Paulos, em 01.04.20

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*

«Life appears to me too short to be spent in nursing animosity or registering wrongs.» Charlotte Brontë.

Não perder o pé

por Isabel Paulos, em 01.04.20

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PressReader.

O amanhã

por Isabel Paulos, em 01.04.20

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«Jorge Buescu... avisa que o país deverá viver um cenário semelhante ao de Espanha e de Itália.», no Observador.

*

«Tem sido feito o suficiente ou é preciso agravá-las já nesta quarta-feira?
A minha opinião é que as medidas são demasiado brandas. Se houve coisa que tenhamos aprendido com a experiência dos outros parceiros foi que para os que andaram com medidas gradualistas as coisas fugiram completamente ao controlo. Com esta quarentena à portuguesa, em português suave, nós corremos um risco muito grande. Ontem estive a ler um artigo de Sydney, e os australianos estão preocupadíssimos, porque isto está a chegar lá agora. E uma conclusão que me impressionou imenso, uma coisa que eu tinha estimado nas costas de um envelope e eles ali fizeram mesmo cálculos, foi que a eficácia das medidas não é proporcional à intensidade das medidas. Isto é, se tivermos distanciamento social razoável, se as pessoas respeitarem 70% ou menos, aquilo tem um efeito quase nulo. Não é proporcional, 70% ou nada é quase a mesma coisa. Depois, de repente, dá um salto grande e quando o distanciamento social é acima de 80%, já tem um efeito enorme. Nós não sabemos neste momento se as nossas medidas foram o suficiente para estar acima ou abaixo dos 80%. E eu aqui, com toda a franqueza, gostaria de errar para o lado da prudência e gostaria de ter medidas bastante mais restritivas.»
na mesma entrevista, no Observador.

Instantâneos

por Isabel Paulos, em 01.04.20

21741054_p9Qob.pngO pedinte à porta do supermercado conta as poucas moedas na palma da mão.
*
A cliente que com ele se cruza ouve-o dizer: não há sentimentos. E segue caminho pensando se será verdade.
*
O dentista estende-se na cadeira a olhar absorto para o saldo bancário: escolhe entre a renda da casa, do consultório ou do carro.
*
A amiga, a mais zelosa e preocupada cardiologista, que no hospital a todos pedia insistente que se protegessem, é infectada.
*
O dono da padaria deixa entrar um cliente de cada vez e ele próprio vem à porta entregar o pão ao cliente seguinte na fila que todos os dias se forma desordenada.
*
O cão dos vizinhos ladra sem parar, como sempre ladrou, mas com mais noventa por cento de audiência diurna.
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O casal de idade espera que venham os técnicos compor o esquentador da água.
*
A jovem estudante de enfermagem está apreensiva: chegará o momento de ir para a linha da frente.

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