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Against The Grain, by Garth Brooks

por Isabel Paulos, em 26.05.20

Faena ao Covid

por Isabel Paulos, em 26.05.20

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Depois de anos a ver os compatriotas correrem para os hospitais ao mínimo pretexto, resolvi não ficar atrás. E escolhi a melhor altura. Na Quinta-Feira fui à Maternidade Júlio Dinis (não foi por gravidez), no Sábado aos Lusíadas e ontem ao Santo António. Sinto-me a fazer faenas ao Covid.

Está tudo bem.

Leituras a 10 anos

por Isabel Paulos, em 25.05.20

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Como já organizei mentalmente a vida a partir da próxima semana e ando numa de ‘planejar’, como dizem os brasileiros, vou fazer como nos filmes e correr o tempo.

«…dez anos depois…»

Estarei a pegar no Guerra e Paz e a pensar com os meus botões: não será cedo demais, na casa dos cinquenta? Talvez aos sessenta. E voltarei a ler as primeiras vinte ou trinta páginas, para logo depois as esquecer.

A menos que me sinta motivada pela recordação do relato de há três ou quatro meses. Alguém o lia e descrevia passagens nas quais o supremo chefe militar (chamemos assim por ignorância), já de provecta idade, ouvia os inúmeros conselheiros. Consciente de que alguns o tentavam induzir em erro propositadamente para o afastar do cargo e uns e outros defendiam posições antagónicas e inconciliáveis, o velho e arguto militar ia ouvindo diplomaticamente a turba e fazendo o que entendia, mantendo as boas relações com todos.

Antes disso, talvez ainda na casa dos quarenta, leia uma segunda biografia de Churchill. Aí estou certa de não precisar de grandes incentivos, uma grande vida dá sempre boa leitura. Esta semana terminaram de me relatar a de Martin Gilbert. Até hoje só li a de François Bédarida, e lembro-me do gosto com que à época a li. Não sei se por habilidade do biógrafo, se por o biografado ser de facto a figura mais empolgante do século XX. Um homem que nos faz acreditar nos homens. Um militar de mão cheia, um político de têmpera e coragem. Um homem com uma vida cheia de reveses em permanente superação à custa do carácter. Uma vida rica e absolutamente extraordinária.

Tio Patinhas

por Isabel Paulos, em 25.05.20

0_C5jTKqouo6RRfO_R.jpgAlguém que diga às Finanças para largar os reembolsos do IRS, sff.

Segunda-Feira

por Isabel Paulos, em 25.05.20

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Cara de Segunda-Feira.

*

Está difícil, mas: boa semana.

Passear

por Isabel Paulos, em 25.05.20

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Vamos a Baiona?

Astro

por Isabel Paulos, em 24.05.20

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Todos temos os nossos vícios tontos. Este é um site que consulto há 20 anos. Por temporadas. Raro diariamente, às vezes de meses a meses, outras de anos a anos. Um vício que me ficou de uma das fases da adolescência, quando ia para a Biblioteca Municipal consultar livros de astrologia. Cá em casa existe um caranguejo com ascendende em sagitário e uma sagitário com ascendente em caranguejo. Bom entendimento e a certeza de onde um quer ir já o outro ter ido.

*

Adenda: o que mais me interessou neste tipo de sites é a dissecação da personalidade através dos mapas astrais. E menos as previsões, apesar de nestas também se tirarem ilações de como o carácter pode influir no destino. É outro mundo.

Álvaro Santos Pereira

por Isabel Paulos, em 24.05.20

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É raro poder dizer-se que um ministro deixa saudade. Cá está um, de calibre diferente da maioria. Como seria fácil de prever foi alvo de chacota e afastado de modo a que tudo ficasse na mesma. Foi bom revê-lo hoje na SIC. Serviu de lembrete para que muitos recordem como esta choldra podia ser diferente. 

Registo telegráfico

por Isabel Paulos, em 24.05.20

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Esta tarde tomámos o primeiro café a pagar na mesa em mais de dois meses, fazendo a figura ridícula de pôr a máscara à entrada e saída. Um aviso no tampo a agradecer que a visita fosse rápida. E foi. Ainda assim o café estava bom. Antes, o devaneio: mais uma passagem rápida em frente à terceira moradia do conjunto que está a ser construído aqui nas redondezas. Engraçadinhas, mas em rua feiota e com jardim mínimo. E, afinal de contas, este apartamento é casa para muita janela. Tem uma luminosidade difícil de largar. De resto, foi um Domingo como devem ser os Domingos.

Paris

por Isabel Paulos, em 24.05.20

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Museu de Orsay - Paris, Maio de 2005.  Lavagem de alma.

The Stranglers - La Folie

por Isabel Paulos, em 24.05.20

Escolha de Domingo do Nuno.

Anton Tchekov

A minha mulher

por Isabel Paulos, em 24.05.20

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(...)

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A minha mulher - Anton Tchekov, versão de Luiz Pacheco.

*

Obrigada à Susana, que me deu este livro em Dezembro de 2018. Lido hoje, antes do almoço, de um só fôlego e com muito agrado.

A boa notícia

por Isabel Paulos, em 23.05.20

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Vamos a coisas verdadeiramente importantes. Fiz hoje um teste e o resultado foi o que queria. Apesar das reacções alérgicas que descrevi à médica, não tenho alergia ao pêlo dos gatos. Isto é o que me interessa, apesar de todas as advertências: olhe que sendo alérgica aos ácaros faz mesmo reacção ao pêlo de gato. Não quero saber. Os ácaros nunca me prejudicaram por aí além e não é um ácaro que vou adoptar.

O certo é que deixei de conviver diariamente com bichos aos doze anos e me fazem falta. Se o mundo fosse perfeito, arranjaria um pachorrento cão de grande porte. Ou dois, e mais dois gatos. Mas não é. E, por isso, vai ser um gato ou gata terrorista. Já estou a ver o malandro a causar estragos. A ver vamos para quando a sua chegada. São muitos assuntos a resolver.

Ainda chegará o dia de fazer post com as gracinhas do gato.

Desaforos

por Isabel Paulos, em 23.05.20

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Quanta mais sordidez e despeito te queiram atribuir por ignorância e medo do desconhecido, mais mostrarás que, ao contrário deles, pensas só, és livre e nada têm a temer. Não percebem que tens as mãos limpas de más intenções e odeias jogos viciados. Acham-se tanto que não percebem que é a ti que fazem perder mais e mais. Que uma simples e particular linha (recta e não escusa) poria um ponto final na abjecção. Que ainda se admiram de te continuares a espantar com o desaforo cúmplice de quem, em vez de se mostrar só, sempre recostou as costas quentes e se mostrou incapaz de uma atitude recta. E, no final de contas, parece continuar a gostar e alimentar jogos sujos.

São tão valentes. Em bando.

Os arrumados

por Isabel Paulos, em 23.05.20

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Bem arrumado e sentado em mesa bem-disposta, o candidato a futuro lugar governativo discorre sobre os temas da semana. Entre os assuntos a tratar, os erros de outro arrumado sentado em anterior mesa alinhada, cujo lugar que ocupa já tinha sido preenchido, qual matriosca, por outro arrumado sentado em anterior mesa enfeitada.

Em comum, nenhum vê o quão arrumado é. Há sempre um momento em que se considera uma pedrada no charco na paróquia nacional e acha que rompe com o status quo pela sua capacidade analítica, pelas suas leituras invulgares, pela visão lúcida da realidade e, claro, pelo grave sentido de humor.

Pena que estes atributos se reduzam à maledicência esgalhada de modo a parecer juízo crítico e que o esforço maior que produzam seja o de manter a vulgaridade de sempre. E que as críticas inócuas ao crime, à vilania e ao desaforo sirvam tão só para garantir um mínimo de aparência de decoro para que tudo continue igual. Gabo o colossal foco e habilidade para não trazer nada de novo além do uso do cinismo absoluto, como se fosse marca de superior inteligência. Clap, clap, clap.

Há duas formas de cepticismo, de concluir que o mundo é igual desde que é mundo. A que sabendo que assim é, se põe a jeito de ficar do lado mais beneficiado e tudo faz para manter a base da sociedade longe do conhecimento e do conforto, tratando-a como uma turma de alunos problemáticos, que é preciso entreter e manter distante e vigiada. E a que, mais naïf, sabendo que assim é, que o mundo é muito igual a si próprio, acredita que é e será infinitamente mais feliz se a vida dos outros, como um todo, melhorar.

Dizes que a amas

por Isabel Paulos, em 23.05.20

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Dizes que a amas. Como se existisse, quando para ti é uma abstracção a moldar. Dizes que amas. Como se tivesse direito a ser alguém, e não barro tolhido e retorcido pelos teus dedos intencionais e repressivos. Dizes que a amas. Como se respirasse para além das tuas projecções e frustrações.

Dizes que a amas. E não a conheces, nem queres conhecer. Preferes idealizar com uma mão e recriminar com a outra. Dizes que a amas, mas não suportas que seja quem é, e é liberdade.

Ah, afinal

por Isabel Paulos, em 22.05.20

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*

O nosso presidente é homem para levantar a estima e elevar o ego de uma Nação.

Pois, pois

por Isabel Paulos, em 22.05.20

OIPAG9LLNBL.jpg Rui Rio foi exemplar, diz o senhor presidente.

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É um elogio inocente e nada envenenado

*

O País está derretido com tantas provas de amor na política. É comovente.

Disposição

por Isabel Paulos, em 22.05.20

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Cara de Sexta-Feira à tarde.

*

Bom fim-de-semana.

Paris

por Isabel Paulos, em 22.05.20

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Em Maio de 2005, no Jardin du Petit Palais - Paris, com o homem certo.






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