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Civilização - Eça de Queirós

por Isabel Paulos, em 24.09.20

Estive em negociações com Eça. Começamos às turras No Moinho, mas vá, concedo. Há um mundo além da frivolidade queirosiana. Admirável, este Civilização.

(se quiserem ler aqui o conto, ajustem o zoom, sff; a miopia impõe-me os 150%.)

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A comédia

por Isabel Paulos, em 24.09.20

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Pura alegria em férias. Mais uma vez, fotografias de ouvido.

A tragédia

por Isabel Paulos, em 24.09.20

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    Salada bacalhau e pimentos.                 Rolinhos frango com bacon.

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    Cheesecake.                                                Cogumelos com bacon.

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   Sardinhas.                                                  Bolo de qualquer coisa.

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    Creme de ervilhas.                                  Parellada de 3 peixes.

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    Robalinho.                                                  Alheira com grelos.

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     Salmão com amêndoas e puré.                 Bolo de bolacha.

Póvoa do Varzim

por Isabel Paulos, em 24.09.20

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Acabou-se o bem bom. Nesta terra de pescadores, de gente de trabalho. Jovem e alegre. Cheia de vivacidade. O refúgio dos últimos anos, bem à mão de semear.

Sustos

por Isabel Paulos, em 23.09.20

Há instantes toca o telefone e ninguém fala. Olho para o número e vejo que é chamada internacional. Cusco o indicativo e tremo: Colômbia?

Digo ao Nuno, incrédulo: juro que não conheço ninguém na Colômbia.

Confirmo com mais calma no Google. Ah, afinal era da Grécia. Devia ser a Penélope para trocar impressões sobre os nossos sudários. Uff. 

Bairros sociais

por Isabel Paulos, em 23.09.20

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O Nuno irrita-se com a superficialidade da discussão sobre as vistas dos bairros sociais de Almada. Para quem nasceu em Ourique e, antes de vir parar ao Porto, viveu em Almodôvar, São João de Estoril, Cascais, Estoril, Campinho e Guarapari (Brasil), Almada e Luanda, e conhece desde sempre as questões de construção civil pública e privada na Grande Lisboa e por esse País fora, designadamente nos bairros sociais, o atirar de argumentos inconsequentes e infundados, sem querer saber das razões, do que era o País há 30 ou 40 anos, é pura e simplesmente uma palermice. E não compreender a história, nomeadamente, de quem se esforçou por mudar Portugal para uma coisa um pouco melhor. Era bom que se falasse das vastas zonas de barracas e bairros de lata nas cidades e periferias. Nos embargos e nas deserções das obras a meio da construção. Nas ocupações selvagens. E dos inúmeros aproveitamentos ideológicos e partidários que impediam o desenvolvimento do País.

É preciso lembrar que um simples pedreiro de colher na mão era insultado de fascista pelos delegados sindicais. Conseguir fazer obra neste ambiente foi extraordinário. E foi neste contexto que nasceram muitas construções com ou sem vista privilegiada, umas destinadas a habitação social, outras não, mas aproveitadas a posteriori. E foi neste contexto que se realocaram muitas famílias que viviam em condições abaixo de degradantes. Estando longe do ideal, foi um passo na evolução social. Como em qualquer obra, mesmo as mais caras, seriam necessários os cuidados de manutenção e de acompanhamento. Esses são outros quinhentos.

Primor

por Isabel Paulos, em 23.09.20

Chove na varanda. Leio e penso: devia burilar durante semanas ou meses. O tempo que fosse preciso ao primor. É, devia. Mas não seria eu. Devia aperfeiçoar a vida. Talvez. Mas não seria a minha vida.

 Manhã

por Isabel Paulos, em 22.09.20

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*

O sol consome a pele,

seixo humano comovido.


Dedos dos pés enterrados

na areia molhada.

Pernas e omoplatas

serpenteadas pela brisa,

A dita roça

braços e ombros

e o cabelo

vagueia desarvorado.

O piscar do sol,

domado pela vontade

das nuvens,

irradia o amarelo da toalha.

Ofusca a íris.

Às narinas

aroma a algas,

sal e iodo.

Nos olhos

seca o sargaço espraiado

na areia grossa.

No tímpano

arrulho forte do mar

a norte

e ténue carícia

a sul.

Barreira natural

de rochas pardas

pejadas de mexilhão

 

Lá em cima,

curvada, a anciã busca

beijinhos e conchas perfeitas

na linha da maré alta.

 


Volto-me

Azul. Imenso céu.

Azul. Imenso mar.

Carneirinhos brancos,

encaracolados no oceano.

Espirros alvos no céu

ao bater nos rochedos

sobrevoados

por pilritos-da-praia.


Lá em baixo,

onde o mar traga a areia

hirto, o jovem casal

busca beijinhos

e conchas perfeitas.



Salpicos salgados

na nossa pele.

E, graças,

poucas gaivotas.



O sol pôs-se alto.

É hora de zarpar.

 

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Sol

por Isabel Paulos, em 21.09.20

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Não há nada como nos chorarmos. Afinal ontem tive direito a passar o fim de tarde dentro de água com temperatura excelente, sob um sol morno. E hoje o dia amanheceu aberto. Nada mal. É aproveitar enquanto há. Ao que parece amanhã já volta a chover.

Lata

por Isabel Paulos, em 19.09.20

É de mim ou vi o Presidente da República Portuguesa colar-se - "foi no meu mandato" -, a uma decisão da magistratura? Não haverá limite para o mundo selfie?

Chuva

por Isabel Paulos, em 19.09.20

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Tenho particular jeito para marcar férias para semanas em que chove copiosamente, ou mesmo para dias de tempestade, como já foi acontecendo. E não é por marcar para alturas do ano em que é habitual chover. Desta vez é normal atenta a data escolhida, mas se calhar em Julho ou Agosto corro os mesmos riscos. Suponho que seja praga lançada pelos amantes do sol e do calor a quem durante o ano vou dizendo que as minhas estações são o Outono e o Inverno. Gosto de chuva, vento e frio. E gosto, mesmo. Sinto particular prazer em andar a pé com vento frio cortante, chegar a casa com a cara e as mãos geladas. Acho que no Porto nunca está frio demais, por estar temperado pelo mar.

Cinquenta quilómetros podem fazer toda a diferença. Lembro dos invernos de Valinhas, do ganhar coragem à noite para sair da sala e atravessar o corredor encolhida e a passo de corrida, do arrepio ao deitar nos lençóis gelados e da água das torneiras de manhã, que parecia quebrar os ossos das mãos. Isso era frio. Mas lá fora não interessava quão gelado fosse o ar, havia sempre o que fazer, mexer. Não há frio para quem se agita. Sempre me fez confusão ouvir gente muito quieta a queixar-se de frio. Com o rabo agarrado à cadeira é natural que se arrefeça. Se se mexessem não sofriam nem se choravam tanto. Mas concedo, sei que sou muito acalorada e desde que dupliquei o meu peso muito mais. Afinal para mim frio à séria é o da Serra da Estrela. A última vez que senti os ossos doerem foi ao enfiar as mãos num rego de água de chuva que corria na berma da estrada: lá, na última despedida da Eca, espalhada em cinzas sobre o chão da sua Serra, com vista para a lagoa. E também sobre nós, que a trouxemos agarrada não só à memória, como à pele e à roupa, por estarmos contravento. Naquela terra de gente rija, sim, há frio. Frio à séria.

O certo é que relaxei em Julho e esqueci-me de fazer os aconselháveis dias de praia. Não me apeteceu ir para o meio da marabunta da máscara e acabei por estar mais pelo Parque da Cidade, meu habitual refúgio verde. Lixei-me. Sem sol não há praia nem piscina exterior e lá virá uma ou outra constipação - espero que não chegue a gripe -, nos próximos meses, o que não convém nada por se confundir com essa coisa que para aí anda a martirizar-nos o juízo.

Os céus e os amantes de dias abrasadores congeminaram: ah, gostas de chuva? Então, toma lá nas tuas férias, a ver se gostas. E pronto, lá vou eu acabar outra vez fechada quatro dias num quarto de hotel, de onde vou sair para tomar as refeições, nadar na piscina interior e dar uns giros. E isto se houver vaga. Como isto está qualquer dia é preciso tirar senha para nadar.

Daqui do sofá estou naquela: ficava melhor em casa, no meu cantinho, a saborear o conforto do sofá, à luz do globo terrestre e ao som da smooth. De janelas abertas a fazer corrente - detesto sentir-me calafetada -. e temperatura amena. A ouvir a chuva, o rodar constante dos carros no asfalto e roncar dos esparsos aviões no céu. Mas não, amanhã vou pegar em três livritos e pôr-me na alheta.

Vôo

por Isabel Paulos, em 18.09.20

A Praça de Carlos Alberto mais ampla e iluminada, talvez pelo passeio de quarta-feira pela zona ribeirinha lisboeta. Sinto-me no meio de muita gente a palmilhar a calçada. Um veículo incerto - não sei se carro, se pequeno avião ou qualquer outra coisa voadora -, iça-se no ar conduzido por uma rapariga. Ninguém, senão eu, repara. A praça continua o movimento normal. Percebo que tal como subiu bem alto vai ter que descer. Um grito de aviso lá de cima pede às pessoas atenção e que se desviem: o objecto voador vai cair. Finalmente, alguns transeuntes percebem o perigo e avisam-se entre si prevendo o acidente. Desviam-se e o objecto cai isolado sem magoar ninguém. Falta a rapariga, penso eu. E já com a maioria dos transeuntes de olhos postos no céu vem a rapariga sem pára-quedas a descer em diagonal. O seu trajecto veloz cruza-me o olhar de sudeste para noroeste. Fico, como todos na praça, assustada pelo que possa acontecer. Abre-se uma ala e percebo que, apesar de não a ver, aterrou de pé, em segurança, sem qualquer mazela. Como nalgumas aterragens de avião, nas quais os passageiros batem palmas, as pessoas à volta dela aplaudem. Ao longe, junto-me ao aplauso olhando para zona onde caiu, sem nunca a ver. Viro costas, sigo o meu caminho em direcção aos Leões.

Acordo. Do sonho mais impressivo de hoje.

Janela da Cozinha

por Isabel Paulos, em 17.09.20

IMG_20200917_192400.jpgJanela das traseiras, 17/09/20, 19:24h.

Provérbios e expressões idiomáticas

por Isabel Paulos, em 17.09.20

 

Os cães ladram e a caravana passa.

Riso fácil

por Isabel Paulos, em 17.09.20

Apetece ao longo das próximas semanas contar momentos divertidos por que passei. Daqueles que ao reunir familiares, amigos ou colegas fazem sorrir e levar a vida mais bem-disposta.

Começo por um episódio que ocorreu algures no início dos anos 90. Em miúda odiava o cabelo penteado, liso e alinhado, ou pior, enroladinho. Despenteei-o tantos anos, que nunca mais consegui que ficasse direito. Certo dia, saída do cabeleireiro onde, tal com hoje, só ia três ou quatro vezes ao ano para cortar o cabelo, dei por mim, como de costume, com cara de cão de água. E fui para casa na intenção de fazer o usual: despentear-me. Entrei na casa de banho, abri o armário e sem olhar lancei a mão à lata de espuma do cabelo, que sempre estava atrás no canto direito. Face ao espelho, dobrei o pescoço para frente, atirando o cabelo para baixo, abanei a lata e vá de atirar espuma para a mão e espalhá-la na cabeça.

Logo de seguida, apurei o olfacto (que é bastante bom) e percebi a razão de ter estranhado a textura do produto: aquele não era o cheiro da espuma do cabelo, mas sim do creme depilatório. Alguém me tinha trocado o sítio das latas.

Em segundos estava aflita debaixo do chuveiro. Lá passei a água que achei suficiente. Muita. Mesmo muita. E tocaram à campainha. Era a minha amiga T. a convidar para tomar café. Lá fomos e contei o sucedido. Já sentadas à mesa, eu não conseguia deixar de afagar o cabelo com os dedos e ela ria como uma perdida, sempre na expectativa que numa das passagens da mão viesse um grande tufo de cabelo agarrado. Felizmente tal não sucedeu. Mas posso garantir que daí em diante aprendi a não usar nada sem ler atentamente os rótulos.

À moda antiga

por Isabel Paulos, em 16.09.20

Começas a saber que estás a ficar velha, quando constatas que não é a primeira nem a segunda vez que o entregador da UberEats desiste de subir de elevador até ao segundo andar e vem por escadas, por um motivo que não te passaria pela cabeça: não discorre que é preciso correr a porta de grades para que funcione. Com brasileiros, então, é mato.

Hoje era uma miúda de cerca de 20 anos, portuguesa. Deste por ti a pensar que com a idade dela, quando ias a médicos no centro do Porto, deliravas entrar em elevadores 'à moda antiga', como nos filmes. 

Comboios de Portugal

por Isabel Paulos, em 16.09.20

Bah... é indecente. Fiz um post a queixar-me da paragem em Esmoriz por avaria do comboio da frente. E tive que o apagar para não fazer figura de tola. Afinal o atraso vai ser de apenas 20 minutos. Nos bons velhos tempos era diferente. Lembro-me de em 98 ter demorado 6 horas a fazer a viagem e ter acabado a dita a saltar para a linha nas Devesas, por o comboio nem à plataforma ter chegado. Já não se fazem avarias como antigamente.

Mais uma corrida

por Isabel Paulos, em 16.09.20

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As fronhas

por Isabel Paulos, em 16.09.20

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Somos os mesmos quando dormimos noutra cama? Será que ela nos desapossa do hábito. O que prevalece? A natureza ou o costume?
Somos a soma das fronhas onde recostamos o miolo?

Em trânsito

por Isabel Paulos, em 15.09.20

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Nas habituais andanças. Tal como em Março e Julho, antecipando dias menos bons. 






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