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Cunho

por Isabel Paulos, em 14.09.20

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Prezo a ingenuidade e a franqueza. Sei que em excesso podem degenerar em estupidez e insolência, mas prefiro correr este risco do que cair em cinismos. Vem isto a propósito do modo como digerimos os livros.

Há quem leia e atente no que lê. Há quem veja um filme e atente no que vê e ouve. E há quem tresleia ou parta em viagem. Um pouco a despropósito (já volto ao tresler e viajar) digo que toda a vida ouvi e li com gosto pessoas que me descrevem livros, filmes ou quadros. Recordo a conversa de há muitos anos sobre leituras divergentes do mesmo filme. Duas senhoras viram um filme e acordaram no final numa leitura semelhante, a terceira viu um filme completamente ‘ao lado’. À época pareceu-me (mal) normal alinhar pela estranheza da terceira.

Felizmente, já tive oportunidade de tomar consciência de que dificilmente duas pessoas vêem um filme com os mesmos olhos e o razoável está mais na divergência do que na coincidência de sensibilidades. Por maior abertura de espírito que tenhamos, não há duas vidas iguais e é impossível despirmos o que somos – o nosso carácter e a soma da experiência de vida – assistindo a um filme, lendo um livro ou olhando para uma pintura. A menos que estejamos no plano das borradas exibidas e vendidas já com moldura e conclusões esquadrinhadas a régua e esquadro e oferecidas com laçarote no Natal por quem acha fashion comprar e dar livros a quem gosta de os ter alinhados na estante por tamanhos e cores ou coleccione as novidades mais badaladas do ano.

Ontem à tarde li dois contos de Eça e três das Ficções de Borges. E começo pela heresia: eu não gosto de Eça. Reformulo: não simpatizo com o homem nem os seus devotos actuais. Mas como é evidente admiro o escritor, a inteligência e perspicácia. E considero a possibilidade de vir a mudar de opinião (não seria a primeira nem a última vez) até por colocar a hipótese da falta de afinidade se dever a certa ignorância ou preconceito. Em todo o caso, só se fosse um calhau ambulante é que não reconheceria em Eça de Queirós enorme génio e talento literário. Basta pegar num simples conto para ficar reduzida à insignificância. Não digo isto para amenizar a antipatia pelo homem, mas por puro juízo objectivo. Ontem li o conto Tesouro, uma alegoria fácil e bem conseguida sobre a tragédia da miséria e da avareza. E o Um Poeta Lírico, uma bela e sábia narrativa sobre um poeta injustiçado – não são todos? Os verdadeiros sê-lo-ão sempre. Refiro apenas que na trama surge outro personagem que o autor retrata com curiosa simpatia e que, tratando-se de um pedófilo, ainda não deve ter sido descoberto pelos actuais censores.

Ao contrário, a afinidade com Borges é fácil, ainda que muitas vezes não me seja fácil lá chegar. Mas apetece, digamos assim. Li A morte e a bússula (com a curiosidade de aqui também relevar a importância do número 3 – como no Tesouro, de Eça), o Tema do traidor e do herói, e A forma da espada. E, agora sim, vou tresler. Depois do arrepio da última página - e como é bom sentir um calafrio ao ler – dei comigo, como de costume, a partir em viagem: da personagem que, com desassombro, se assume vil e cobarde decolei para o papel do autor – lato sensu e não Borges, em especial. Imagino que o pensamento de um leitor mais sensato, mais estruturado (digamos assim) derivaria, ao ler este conto, por exemplo, para toda a envolvente da Guerra da Independência da Irlanda e do Sinn Féin, ou para o papel do comunismo no primeiro quartel do século XX, e talvez para os traços fisionómicos e culturais dos ingleses e irlandeses. Já quem treslê, inculcando a sua vida na trama, pode começar, por exemplo, a conjecturar como é previsível e recorrente a postura pouco digna de um comunista numa frente de batalha ou tentar perscrutar algum catolicismo e afinidade nos traços culturais irlandeses. Ou seja, extravasar muito além do realmente escrito.

Voltando ao papel do autor: não é isso que compete ao autor? Expôr as suas dúvidas e misérias? Encontrar espelhadas em si ou nas personagens todas as questões da humanidade. Ah, mas oiço dizer: os autores devem ser grandes, maiores do que o seu umbigo, sair de si e relatar, contar histórias, enriquecer a humanidade com o mundo lá fora, o dos outros, e romper. Há uns anos li num jornal internacional que, depois de anos de exibições biográficas desinteressantes se aguardava por qualquer coisa de extraordinário, que rompa, que doa. Creio que os leitores dos meios intelectuais, os que dizem estas coisas, se comportam como adolescentes muito entediados consigo próprios e com o seu grupo de amigos. Têm bom remédio: cresçam.

Há poucos anos dizia-me um amigo que não se devia cair no erro de escrever sobre si próprio. Percebi o que queria dizer. Aliás, oiço amiúde a corrente contra narcisismos e egocentrismos. Mas pergunto a muitos dos que assim pensam: já repararam quantas histórias aparentemente depuradas de tais vícios são, pelo contrário, depósitos de lugares-comuns feitos máscaras de carácter e de ressabiamentos dissimulados em aborrecida e previsível intriga? 

Uma obra não é ou deixa de ser uma estucha em função de se debruçar sobre o próprio autor ou o resto da humanidade. Nas duas fórmulas pode-se conseguir um bom resultado. Estuchas são as obras em que o escrito não cola com o autor. Por não ter posto verdade no que se escreveu. Por tentar fazer crer ser aquilo que não é. Por falta de cunho.

 

Itália

por Isabel Paulos, em 13.09.20

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Veneza, Maio de 2009.

Sombra passageira

por Isabel Paulos, em 12.09.20

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*

À revelia, inscrevem-te

nas entrelinhas

da prosa e do verso.

Escondem as tuas sombras

nas costas das palavras.

 

Encoberta

nos espaços em branco.

Oculta no infinito tempo,

sem memória.

 

As gavetas

por Isabel Paulos, em 11.09.20

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Sempre tiveste predilecção por gavetas mentais desarrumadas. À medida que o tempo passa e te vês já com meio caminho feito, confirmas o quão afortunada é essa inclinação. Os fora da caixa, os excêntricos, os estouvados sempre se mostram os melhores e mais ricos amigos. Não tendo as gavetas todas arrumadas, sabes que podes contar com o imprevisível. E há lá sensação melhor do que te trocarem as voltas às certezas e vice-versa? Numa mesa de jantar de amigos na meia idade celebras verdades inconfessáveis, descobertas ao fim de 30 anos. A surpresa e o insólito faz-se conversa liberta e compreensiva. E, agora, apenas com menos pudores, ris com a mesma vontade com que rias junto deles no final dos idos 80 e nos 90.

Em retrospectiva ninguém é imune a algum ataque de remorso ou arrependimento, ainda que episódico. Mas é reconfortante perceber sentido nas vidas desalinhadas e conforto na própria pele. Pode não durar sempre, nem podia. Mas faz-se tendência, e é tão bom.

Saboreias ainda com mais gosto a ideia quando a casa se enche por uns dias com a irreverência de duas miúdas a acabar de sair da adolescência. Apesar das certezas que sempre têm nestas idades, captas a desordem e celebras: ainda há esperança e o mundo ainda é mundo.

Assim tem decorrido este fim de Verão feito intervalo dos enfadonhos diálogos com argumentações maquinais a que te vais habituando, mas não resignando. E quão entediante pode ser ouvir ou ler pessoas a quem conheces todas as respostas de antemão. E quão entediante pode ser sentir todo o movimento ordenado de autómatos. E pior, alinhares nesse tédio. Ah, que se lixem os intransponíveis e inquestionáveis. Refrescante.

Aclara-se agora a razão para tantos seres humanos precisarem de complexa ficção apimentada, alternativa, violenta ou sórdida: necessidade de fugir da imensa solidão das gavetas arrumadas.

Boa disposição

por Isabel Paulos, em 11.09.20

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Último dia de trabalho. Entro em duas semanas de férias hoje. E depois de três meses de trabalho presencial estarei em teletrabalho por quinzenas alternadas até ao final do ano. Nada mau. Vai ser bom regressar ao cantinho caseiro que me abrigou entre Março e Junho.

Contra o que tinha previsto, ontem consegui marcar uma módica estada num hotel (pela habituação começa a ser segunda casa) a 35 quilómetros. Não interessa que seja perto nem que, ao que tudo indica, chova. Haja ao menos um corte no rame-rame. E pelo meio haverá tempo para dar um salto a Almada.

Pancas

por Isabel Paulos, em 09.09.20

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Estranhas formas de estudar Filosofia e fazer contas. Presumo que entre os 14 e 16 anos não sabia fazer contas de cabeça. E não usava a calculadora. Continuo a não me lembrar 'népias'.

Conversas nocturnas

por Isabel Paulos, em 09.09.20

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Talvez seja etérea a beleza da conversa nocturna ao ar livre. O tempo espraia a madrugada. As vozes ganham volume, ecos e sombras. É revelado o veludo invisível à luz do dia. O impossível e a fantasia mostram-se reais.  

*

As femininas cavaqueiras da varanda entrelaçam o assobio do vento fresco da serra na hera que cobre as paredes da casa.

*

Dois corpos. Homem e mulher estendidos de costas na argila quente do terraço e todo o céu aberto estrelado no horizonte, trocado por poucas palavras soltas, abafadas pelo som cadente das vagas do mar batido.

*

A mescla do gralhar alegre da vozearia juvenil com o dedilhar metálico da guitarra desenrascada no pátio da urbanização da periferia.

*

O tom morno e a respiração pousada de quem já viveu muito, contando improvável história a crianças sentadas no primeiro degrau da escada de pedra e o arranhar das solas dos pequenos sapatos no saibro.

Os encostados

por Isabel Paulos, em 07.09.20

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Palavras para quê? São artistas portugueses.

Ferreira de Castro

por Isabel Paulos, em 06.09.20

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Pensei investir hoje pela terceira vez na Feira do Livro, mas desisti. Fica para o ano. Em Setembro de 2021 lá estarei em busca d’ A Volta ao Mundo, de Ferreira de Castro. Até lá se precisar de a consultar, peço ao meu pai que a tem em grande intimidade. Os porquês de Ferreira de Castro nesta altura são vários. Era o autor de eleição do meu bisavô materno, homem que depois de ter andado por terras de Angola e do Brasil regressou à sua casa de Valinhas, por si desenhada e mandada construir nas terras que lhe couberam, no início do século XX. Voltou às tílias, à sombra do cantinho de pedra, ao cigarro eternamente apagado e driblado entre os dedos, às conversas de amigos e familiares da grande mesa de almoço, e aos livros. A Selva foi um dos primeiros livros lidos pela minha mãe, pouco mais do que criança, depois de conferenciar com a grande amiga do Colégio da Paz: teriam de aproveitar as férias para ler os livros constantes do Índex. E nada como ir para casa do avô para a eles ter acesso. Além de tudo, para quem pretende escrever sobre o início do século XX, Ferreira de Castro parece ser um sentido obrigatório.

Ontem foi dia de pássaros. Mas não houve tempo para ler na íntegra À Descoberta das Aves de Portugal. Fiquei-me a um terço por sobressaltos familiares. Ainda assim pude constatar a variedade de espécies de garças que povoam o estuário do Tejo e do Sado, e confirmar o nome das pêgas (rabudas e azuis), que nos dias correntes, talvez ao contrário do que indícia o livro (primeira edição de 1994), habitam as zonas arborizadas das cidades. Hoje talvez consiga dedicar-me com mais atenção e quem sabe descobrir qualquer coisa sobre as poupas, um dos únicos pássaros selvagens que peguei com a mão. Amigáveis, faziam colónia em Valinhas. E há pouco tive uma boa notícia. Há meses tinha pedido à minha mãe emprestado o Marías, ou seja, a História da Filosofia. Foi nestes termos: a mãe podia-me emprestar o Marías, o laranja. É pela cor das capas que reconheço a maior parte dos livros. Mas de tão precioso andava escondido. Hoje a minha mãe encontrou-o e vai emprestar-mo (em rigor, disse que seria dado). Juntamente com o Abbagnano, foram os autores que me ensinaram alguma coisa sobre a História da Filosofia no tempo do Liceu. A ver se tenho tempo para o folhear nas próximas semanas. Tudo parece ter-se passado noutra vida. Um nevoeiro espesso sobre a memória faz com que não consiga trazer à luz o que achei ter aprendido. Será que passando os olhos na diagonal as ideias se aclaram? Tenho enorme inveja das pessoas que lêem e retêm para todo o sempre o que lêem. Estou nas antípodas.

Sábado

por Isabel Paulos, em 05.09.20

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IMG_20200905_145511.jpgAdivinha-se uma tarde de Sábado bem passada.

Interlúdio

por Isabel Paulos, em 03.09.20

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Há quem diga até breve e regresse passado uns dias, semanas ou meses. Há quem diga até breve e não regresse. E há quem diga até breve e arranje um pretexto para passar por casa e elencar meia dúzia de temas a desenvolver mais tarde. É nisto que estamos.

 

Do contentamento

Estar na vida de mãos abertas. Não esperar nada dos outros e do mundo ou, pelo contrário, esperar tudo, mas com a exacta noção de que não se obtém por exigência ou cobrança o que deseja e se considera adequado. Não fazer depender a dádiva de qualquer retorno premeditado ou desconfiança antecipada. O que quer dizer que se dá sem esperar nada em troca, ainda que se possa vir a sentir que seria justo. Estar preparada para as boas surpresas como para as desilusões. Das duas fazer a amálgama de caminho de vida aos tropeções. Ver na busca do contentamento e da verdade das coisas - tão maltratada por sofisticados juízos de intenção, e que mais não é senão o sentimento e a razão despidos de conveniência -, um percurso sinuoso. De altos e baixos. E ter recompensa momentânea tão singela quanto ouvir de nós dizer que somos felizes, por nos apresentarmos meigos, cheios de perspectivas, descontraídos e risonhos.

 

Da consciência

Ter a perfeita noção de que estou apinhada de pequenos e grandes defeitos. Perder a vontade de usar o ‘magoómetro’, talvez por batota, por perceber que o cômputo do magoei/fui magoada deve andar ela por ela. Apesar de tudo nunca relativizar nem aceitar a pulhice.

 

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Às vezes, ser bruto é inevitável. Por sistema, é grosso defeito. A razão dirá que o vento sempre soprou favorável aos afirmativos, e no tempo moderno aos malcriados ou sobranceiros. As inúmeras bengalas linguísticas, posturas, gestos e tiques indiciam se o sujeito tem algum respeito pelo interlocutor ou, em geral, pelo outro. Toda a vida desconfiei dos cheios de certezas. Houve momentos em que a coisa mexia de tal forma comigo que considerei ser defeito meu. Julguei ter algum problema com a autoridade, patente na regressão ao passado: a permanente necessidade de contraditório, a rebeldia juvenil e a primeira palavra dita em bebé ter sido ‘não’. Mas confirmei que o defeito pode estar mesmo na grosseria da má-criação e sobranceria. Na Ana Paula e nas Comezinhas já deixei a ideia bem explícita. Custa-me estar sempre a bater na mesma tecla, mas não me contenho: educar deveria passar por um exercício de humildade. Termo absolutamente fora de moda. Tal como a delicadeza, a verdadeira. E não a simulada.

 

Das notícias

A festa do Avante, cujos portões de entrada da Quinta da Atalaia fotografei em Julho já perspectivando o grande acontecimento que aí vem. Nas últimas semanas todos os dias tivemos reportagens ou ditos sobre o assunto nos jornais. Pergunto: o que há de diferente? Só se for a caricatura. O Partido Comunista e os seus militantes gozaram de um estatuto de absoluto privilégio, sem serem questionados, durante os últimos 46 anos. Esta festa de favorecidos em tempo de pandemia é apenas o retrato ampliado do PC. Será preciso um surto de contaminação com vários mortos para a caricatura ficar ainda mais realista? Veremos. Digo isto ciente do Partido Comunista ser um dos dois partidos em que votei. E sendo partido conservador não ponho de parte a hipótese de voltar a votar. Num País de patetas deslumbrados com novidades inconsequentes é – ao lado do PSD –, uma das poucas escolhas credíveis que temos. Apesar de todos os (milhões de vidas) pesares.

É de mim, ou Trump anda com melhor imprensa em Portugal? Bem, é certo que há muito não oiço a catequese do Luís Costa Ribas e seus congéneres dos outros canais. Terá sido o pacto entre os Emirados Árabes Unidos e Israel que os calou? Parece-me pouco. Devem estar de férias ou, como eu, ficaram ocos durante duas semanas. Dentro de dias já estarão prontos a combater o diabo da pele laranja. Muito mais fácil do que estudar as interferências electrónicas no Mar do Sul da China.

A segunda vaga da Covid-19 vem ou não entre o Outono e Inverno? Uma coisa é certa: apesar da comunicação social se ter limitado a passar verniz sobre o tema, não tendo valorizado e esquadrinhado as graves deficiências nos hospitais e centros de saúde portugueses no acompanhamento dos doentes não ‘covídicos’, o problema é crítico e vai-se colocar com maior perigosidade quando vierem as pneumonias, gripes e constipações. A este propósito seria muito interessante estudar os casos das vítimas de pneumonias, outros problemas respiratórios e demais maleitas, que sucumbiram (e das que sobreviveram) nos últimos 9 meses. Pressente-se muito sub-diagnóstico e, ao que parece, também haverá falta de álcool. Este tipo de comentário está sujeito à rigorosa revisão do polígrafo, claro.

Costa diz que os médicos são cobardes? Recordo apenas a que o gráfico representativo das investidas dos políticos sobre classes profissionais com peso em Portugal apresentar uma linha côncava. Lembrem-se do eng. Sócrates: as diatribes contra professores (menos cotados), médicos (bem cotados), juízes (cotadíssimos) começam com alguma adesão popular baseada mais nas raivinhas do que em séria e desejável exigência de qualidade, mas logo se chega a um ponto de inversão até ao descalabro. Se na política e nos meios culturais e intelectuais a endogamia é rainha, na função pública do ensino, saúde e justiça vale o corporativismo atávico.

 

Dos mimos

Os céus ouviram-me. Desejei mais presença física de amigos e família e chegar com ânimo às férias. A uma semana e picos das ditas, a casa tem estado e vai estar no futuro próximo mais movimentada e o ânimo parece ter voltado. São pequenas vitórias, as mais saborosas.

 

PechinchasDia1FeiraDoLivro2020.jpgDa Feira do Livro

No passado Domingo fui à Feira do Livro sem incumbências, limitei-me às pechinchas. No próximo fim-de-semana irei procurar o resto do que quero. Gosto daquelas tílias. Os Jardins do Palácio são um dos locais mais emblemáticos da minha vida. É bonito que seja em Setembro a Feira do Livro. Em criança ia todos os anos, por esta altura, passar um dia inteiro na Feira Popular. Eram grandes, grandes dias. Em novita trepei e saltei em noites festivas os seus mui altos muros - a primeira aos 14, a segunda ao 19 anos, creio -, para entrar sem pagar nos festejos de São João e Académicos. Em adulta estive ligada por breve tempo (e por fios, vá) à obra da Biblioteca Almeida Garrett. Mas isso agora não interessa nada, fica para depois.

*

As fotografias do topo são de um mehari estacionado durante o dia de hoje mesmo em frente à porta de casa. É daquelas coisas: se me voltam a pôr um mehari à porta, ainda revejo todo o meu enguiço com os carros, e volto a conduzir. Coisa que não faço desde (deixa cá ver...) os 11 ou 12 anos.

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