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Cecilia Bartoli

por Isabel Paulos, em 23.10.20

Impressionante como consegue fazer parecer fácil. Bom dia.

*

Griselda (Vivaldi). -  Agitata da due venti,/freme l'onda in mar turbato/e 'l nocchiero spaventato/già s'aspetta a naufragar.//Dal dovere da l'amore/combattuto questo core/non resiste e par che ceda/e incominci a desperar.

*

Exsultate, jubilate (Exult, rejoice), K. 165, is a 1773 motet by Wolfgang Amadeus Mozart.

Doçura na voz

por Isabel Paulos, em 23.10.20

Estou a ver o debate. Não posso deixar de reparar que a táctica do amansar a voz - muito usada cá por Catarina Martins e Ana Gomes -, cruzou o Atlântico e atingiu em cheio o Presidente dos Estados Unidos.

*

Nota: não imaginaria, mas está a ser uma madrugada muito bem passada; óptimo debate.

O eterno retorno

por Isabel Paulos, em 22.10.20

- Eu sou mais experto do que tu.

- Porquê?

- Porque mostro coisas que não mostras.

- Ora, deixa aí ver a tua língua.

- É essa a figura de palhaço que fazes sempre que exibes o quer que seja no intuito de te valorizares à custa da menorização de alguém.

- E como sabes que é nesse intuito? 

- Na tua infelicidade. Percebo-a. Fica exposta.

 

(escrito já há algum tempo; não é dirigido a quem quer que seja singularmente, apenas uma ideia abstracta.)

 

Brahms: Symphony No.4 in E minor - Bernstein

por Isabel Paulos, em 21.10.20

Miudezas

por Isabel Paulos, em 21.10.20

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Uma pessoa educada não fala de miudezas. Assim me ensinaram. Mas tresmalhei, não há o que fazer. Por isso conto o que se tem passado comigo no encantador reino do serviço nacional de saúde. Não me levem a mal o tom ligeiro com que falo destas coisas, que naturalmente se deve ao facto de não ter sofrido consequências graves pelo mau funcionamento do mesmo. Noutros tempos, zangar-me-ia muito. Creio até ter escrito há quinze anos, num blogue entretanto apagado, um episódio passado num hospital do interior. A visão do inferno, onde grassava a desorganização e a incompetência nos serviços administrativos e médicos e onde os mais velhos e frágeis só não morreriam ao abandono, caso a divina providência assim o entendesse. Entretanto, até por a vida me ter feito precisar de cuidados médicos e estar muito agradecida ao nosso serviço nacional de saúde e à competência dos médicos e enfermeiros que encontrei aqui no Porto, moderei o meu espírito crítico.

Mas além desta boa experiência, em Setembro do ano passado engrenei no processo com vista à cirurgia bariátrica. Nada de grave, portanto. Aliás, oiço amiúde – às vezes de médicos patologistas, dirigindo-se a mim directamente – que são cirurgias absolutamente desnecessárias, por competir ao doente conter-se. Fechar a boquinha, digamos assim. Claro que estas observações abstraem sempre do histórico do doente e das reais razões; isso daria muito trabalho ao processo de raciocínio de catalogadores de gatilho rápido. Adiante.

Depois da primeira consulta há um ano e um mês, foram pedidos exames em Janeiro de 2020. Meteu-se o corona e passei a ter todas as consultas por telefone – o que me agrada tanto quanto aos médicos, sejam os deste processo no Santo António, sejam os de outra valência noutro hospital. Naturalmente os exames também foram comprometidos. As normais análises foram feitas em Maio e para o efeito recebi quatro chamadas. Quatro. Cada vez que tocava o número do Santo António, pensava: vai ser para desmarcar, mas não. Era para confirmar a data e a hora. Meninas diferentes de umas vezes para as outras. A grande vantagem além de eu não ter qualquer hipótese de me esquecer da data e hora, é a do aumento do emprego no sector da saúde. Também me ligaram mais do que uma vez para desmarcar uma das consultas médicas, que afinal acabei por ter, via telefónica. Aliás, conseguiram a proeza de me telefonar depois da dita a tentar anulá-la uma vez mais. Respondi da forma mais doce que consegui, porque garanto que, neste momento, tudo isto me dá mais dó do que qualquer outra coisa.

Talvez por isso, quando me ligaram hoje de tarde – depois de ter estado lá de manhã para fazer endoscopia e biópsia – a marcar uma ecografia gástrica, já com algum calo nestas coisas, recordei: olhe que essa já fiz em Maio. Ah pois, realmente aqui diz segunda via, dizem de lá. Hum, mas então preciso fazer novamente ou é para dar sem efeito a chamada de marcação? Pergunto eu. Resposta: não, não venha. Esta marcação era de Janeiro. Pois eu percebo, se trabalhasse num sítio cujos ritmos fossem estes, também ficaria baralhada, pensei sem o dizer em voz alta.

Até percebo a razão de tantas baixas médicas na função pública. Estas coisas enlouquecem as pessoas. Só pode. E digo isto com toda a consideração pelo enorme grupo de batas brancas saído em bando do salão nobre – ali ao lado da capela - com quem hoje me cruzei na primeira escadaria à esquerda do edifício neoclássico. Enganada por indicação do porteiro que me disse para subir as primeiras escadas à esquerda. Eram as segundas, amigo. Sei, não li as placas. Mas eram as segundas à esquerda. Eu sei, está cansado. Estamos todos, mas façamos um esforço para pensar antes de dizer o que quer que seja a outrem. Pensei, apenas, sem o dizer em voz alta.

À saída, cá fora na base da escadaria e nas minhas costas, um homem cai desamparado no chão por não ter visto um pilarete. Parece-me um homem novo, capaz de se levantar. Hesito, até por estar acompanhado por quem o pode ajudar. Afinal é preciso, juntamo-nos quatro ou cinco pessoas, enfio-lhe os meus braços por baixo das axilas como aprendi que se fazia e levantamo-lo. Olho para a sua cara e percebo que é uma pessoa com muito mais idade do que presumi. Entreolhamo-nos. Está tudo bem, diz ele. Pressinto que pelo espírito das quatro ou cinco pessoas que ali estavam, todas coladas umas às outras, passasse a mesma ideia: se um de nós tem covid estamos todos tramados. Bah, que importa isso? Dispersamos.   

À ideia vem-me a imagem da senhora caída no chão nas escadas, numa noite (há oito anos, talvez) na área de serviço de Antuã. E do peso de consciência que tive tanto tempo - se é que já passou -, por não me ter apercebido da gravidade e ter ajudado a filha aninhada junto à mãe na base das escadas. Tentei sempre confortar-me, pensando: outras pessoas ajudaram. Mas não chega. Isso não chega.

Nicolas Baldeyrou

por Isabel Paulos, em 21.10.20

Vá, toca a procurar este senhor no Youtube e a ver quem é na Wikipédia. O mesmo vale para os outros vídeos já publicados.

SIC - 15/25

por Isabel Paulos, em 20.10.20

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Excelente reportagem de Conceição Lino: a perspectiva dos jovens sobre o mundo e a vivência na religião. Um momento oásis na televisão generalista.

Ponto de situação

por Isabel Paulos, em 20.10.20

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Bom fim de tarde chuvosa.

Gustav Holst - Jupiter Die Planeten

por Isabel Paulos, em 20.10.20

Não. Não é aniversário de nascimento (30/11/1874) nem de morte (24/01/1965). Mas hoje - mais do que nunca -, faz falta.

Ao ver tanta indignidade e miséria dos nossos governantes, políticos e governados nos jornais e redes sociais só resta lembrar que houve estadistas respeitáveis, silêncios cúmplices e agradecidos de gente que tirava o chapéu à passagem da história. Quem dera fossem inspiradores para quem tem aspirações políticas.

Verdes

por Isabel Paulos, em 19.10.20

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Valinhas, o meu paraíso da infância.

 

(mais uma vez fotografias de fotografias, o que piora ainda mais a qualidade da imagem; já sabem que, em regra, sou má fotógrafa e não me preocupo muito com o assunto.)

Jean Sibelius, Valse Triste

por Isabel Paulos, em 19.10.20

Apontamento

por Isabel Paulos, em 18.10.20

Tema de conversa de fim da tarde: Cabinda 1964-66. Mais matéria para a Quinta.

A caminho do Jardim Botânico

por Isabel Paulos, em 18.10.20

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Hoje foi dia de voltar a Ocidente e ir para as bandas da minha influência durante quinze anos. Enquanto vivi perto procurei ir regularmente ao Jardim Botânico – alturas houve em que ia todos os fins-de-semana. É pequeno e contíguo à VCI, o que prejudica bastante a serenidade que lá se procura alcançar. Mas enfim, o mundo não é perfeito. Além do mais, nem sempre é cuidado com o esmero que merecia e nos últimos meses tem estado com zonas interditas em permanência. Agora colocaram mais placas nas árvores – nota positiva. Terei que voltar com mais tempo para fotografar de perto folha, ramos e tronco e fazer jogar com as tabuletas.

De casa ao Jardim Botânico levo cerca de trinta e cinco minutos. Hoje, fiz o percurso de ida e volta todo a pé, e resolvi deambular pelo bairro de Guerra Junqueiro para esticar ainda mais a coisa. Duas horas de caminhada, com paragens para ver alguns pormenores ou tirar fotografias. Quando cheguei a casa o telelé anunciou-me que tinha atingido a meta aconselhada – 10.000 passos. Note-se que nunca instalei aplicação nenhuma para o efeito. No Huawei que tenho, a coisa vem por defeito. Fiz a conversão em função da altura e verifiquei que andei seis quilómetros. Nada mau. Estou de volta às grandes caminhadas. A ver se mantenho a regularidade.

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O livro da fotografia abaixo conta-nos a história da casa. Um mimo que dei à minha mãe, com quem tantas vezes calcorreei e hei-de continuar a calcorrear os caminhos que nos levam às japoneiras. Saber o ponto em que estão as camélias (e as hidranjas) do botânico é assunto fulcral à medida que os anos passam.

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A despropósito de Hemingway

por Isabel Paulos, em 17.10.20

Ao final de tarde dos derradeiros dias de Setembro, estava sentada no escritório e lembrei-me que teria de comprar um livro para o meu pai. Abri a página online de uma livraria e fui ver contos. Nada me inspirou. Queria qualquer coisa de viagens. Saí da empresa, atravessei a rua e entrei no centro comercial para me dirigir à mesma Bertrand onde vou há vinte anos. Encontrei um dos livreiros da casa. Em Agosto aconselhou-me em simpática e entusiasta descrição um livro fantasioso quanto baste para eu oferecer a uma adolescente de quinze anos – ainda estou à espera da reacção da presenteada mas temo que, apesar de leitora regular e por ser muito pragmática, não alinhe em grandes delírios literários. A ver vamos. Mas no mês passado duas ideias contavam: queria coisa leve sobre viagens. Lá fomos funcionário e eu até à prateleira da literatura de viagem.* Não continha mais do que vinte e cinco tomos. Estive cerca de meia hora a folhear estuchas intelectualizadas. Devem ser excelentes, todos. Mas para outro momento da vida – do pai e da filha. Ou mesmo para outra encarnação; nesta não há pachorra.

Lá no meio, a minha salvação: À Aventura com Hemingway, de Michael Palin. Como quase sempre faço quando compro um livro para oferecer, li-o parcialmente. Já costumo pedir na livraria que deixem um dos lados sem fita-cola para o efeito. Uma viagem pela vida aventurosa, lugares, destinos e paixões de Hemingway a pretexto de um programa para a BBC. O autor – um Monty Python apaixonado pelo nobel -, tem uma escrita limpa e fina ironia. Acertei em cheio. O meu pai adorou e trouxe-o uma semana depois, já lido, ciente de também eu o querer ler. Claro que, como usual, confessei já ter dado uma boa passagem de olhos. Fui intimada: devolve-me as letras que comeste.

Estes ires-e-vires dos livros – que faço em permanência com pai, e sobretudo, mãe -, fazem-me recuar ao final da infância e adolescência, quando trocava o mesmíssimo pacote de amêndoas com a minha tia e madrinha. Durante anos, no dia de ramos eu dava-lhe o pacote das amêndoas brancas e rosa do ano anterior, que me era devolvido como presente no Domingo de Páscoa seguinte. E assim sucessivamente, tornando-se o alegre vaivém numa anedota anual e poupança em escudos e glicose, devida tão simplesmente ao facto de madrinha e afilhada odiarem aqueles aglomerados de açúcar às cores. Se ainda fosse um ovo de chocolate ou umas boas amêndoas torradas caseiras, mas agora é tarde - passaram mais de trinta anos.

Sucede que a troca e leitura prévia dos livros oferecidos não resultam de não gostar dos ditos. Antes pelo contrário; a regra é dar o que gosto e acho que o brindado vai apreciar. Nem sempre acerto, contudo faço os possíveis. Ofereço à média de um a dois livros por ano a cada uma das cinco ou seis pessoas que sei gostarem de ler. Na maior parte dos casos, tento lê-los ou passar os olhos. Às vezes consigo arranjar tempo e gosto suficiente para os devorar na íntegra. Pode não ser uma coisa muito bonita de se fazer - será, aliás, considerado coisa feia e falta de educação -, mas é absolutamente às escâncaras e a forma de economizar. Apesar de não ser grande leitora, por mim, as livrarias não morrerão.

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* Antes dessa prateleira, estivemos no escaparate dos usuais destaques e novidades; tive que dizer ao simpático funcionário que esses não ia levar. 

Janela

por Isabel Paulos, em 16.10.20

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*

Nos últimos dias, além do sol morno de Outono, a suave brisa - uma aragem noroeste -, vem à janela amenizar os dias de trabalho. Tudo fica mais leve e gracioso. E eis que, sentada na secretária frente à luz, levo com o sol na tromba -, qual lagarta parda que esverdeia na pedra quente. E, ao acabar de escrever isto, o quase absoluto silêncio - estorvado por pouco mais do que murmúrios do lavar de loiça do almoço noutro prédio, da impaciente buzina, do ronco a motor dos carros na rua ou esparso avião no céu e, lá longe, da serra de metal - é quebrado, logo aqui perto, pelo latido forte e agudo do cão que mora debaixo da estranha espécie de eucalipto que vejo da janela. Sinto-lhe as patas nas folhas secas sobre a tijoleira, e invejo-o. Os pássaros, que aqui habitaram a Primavera, foram. Mas voltarão. Assim, com a cadência dos anos que passam.

Empresas

por Isabel Paulos, em 16.10.20

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Ao cuidado do PSD.

Interrompi o trabalho por uns minutos e abri a página da SAPO. Despertou-me a atenção esta notícia: Do hidrogénio à escola digital, até ao SNS. Estes são os 64 projetos financiados pelos milhões da Europa.

Fiz o seguinte fácil e prático exercício: passei o texto para uma página word e procurei a palavra ‘empresa’ – na qualidade de trabalhadora, o móbil da criação de riqueza e do desenvolvimento do País. Usei o ‘localizar’ – aqueles binóculos no canto superior direito do friso de tarefas do word -, e encontrei a palavra ‘empresa’ uma única vez.

Podem verificar, sff, junto do Governo que medidas estão a ser pensadas para aproveitar os fundos europeus para aquilo que mais dá paz, pão e liberdade aos portugueses? Muito agradecida.

Internet

por Isabel Paulos, em 16.10.20

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Passas tanto tempo na internet e a falar com gente desconhecida? Para quê? Para aprender qualquer coisa. Ando aqui para aprender. Aprenderias muito mais fora do espaço virtual. Não, não aprenderia. Estás redondamente enganado.

Martin Fröst - Copland: Clarinet Concerto

por Isabel Paulos, em 16.10.20

Voando um pouquinho aos 4'20'' e, divertindo, por exemplo, a partir dos 12'12''.

Bom dia. Boa sexta-feira.

Perguntar não ofende.

por Isabel Paulos, em 15.10.20

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Só uma pergunta inocente: as multas por não ter a aplicação do caça ao pikachuOIP.jpgsão aplicáveis aos milhares de cidadãos que não têm smartphone nem bluetooth? Cá em casa um de nós é cego e usa telemóvel do tempo da Maria Cachucha, mas gostaria muito de aproveitar esta medida para pedir ao Governo o financiamento para, sei lá, um Samsung Galaxy S20 Ultra 5G ou a mesma versão em Huawei, que não somos racistas. Arranja-se, Sr. Costa? Com acessibilidades, sff. Muito agradecida.

Fora do tempo

por Isabel Paulos, em 15.10.20

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Viver fora do tempo teve a enorme vantagem de te ensinar a comover mais com aquilo que és e valorizas – especialmente a liberdade, as pessoas queridas e as que trazendo o tempo em si enriquecem a humanidade -, do que com as exigências do mundo. Se o planeta e o rectângulo feito casa parecem esboroar na ideia de urgência e de manicómio, manténs-te fiel ao caminho sem te deixares abalar por decisões atabalhoadas e excitadas de quem governa.

Foste dizendo nos últimos anos o que havia para dizer. Desadequada, sossegas a mente dizendo o que há para dizer com a antecedência devida. Não te pesa nem um pouco não estares em cima do acontecimento. Isso compete a quem está dentro do tempo e precisa de nele vingar. Sabes que despontaste fora do tempo, assim fizeste a aprendizagem e amadureceste. Gozas o teu trajecto, grata por ainda conheceres os carreiros discretos do discernimento. E por ainda haver caminho a palmilhar.

*

Chegou o momento de fazer um sudoku por semana, para começar a tratar da conservação de ferramenta essencial.






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