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Paul McCartney Carpool - Let It Be

por Isabel Paulos, em 31.12.20

Possivelmente a música (na versão da Joan Baez) que mais vezes ouvi a andar de carro em criança pequena, junto dos meus pais e irmãos.

Dezembro em livros 2

por Isabel Paulos, em 31.12.20

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Afinal não faltavam dois, mas sim três. Tive mais um de bónus. As ofertas de Dezembro costumam dar para ano novo inteiro. Os livros amealhados agora, a juntar aos do início do mês e a alguns ainda não lidos, comprados da Feira do Livro em Setembro ou espalhados por aí, serão suficientes para acadimar 2021. Haja tempo, ânimo e disposição para me continuar a atirar a eles. Devagar, como o caracol.

*

Acadimar. Não sei se já disse isto, mas há poucas coisas que me dêem tanto gozo como usar palavras que sempre ouvi ou li e não são usadas, apesar da maioria de nós as conhecer. Sempre me perguntei qual a razão: vergonha do arcaico, do tradicional, do rural, do simples? Não iremos muito longe como Nação se tivermos pejo de ser quem somos.

Feliz 2021

por Isabel Paulos, em 31.12.20

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*

Ao sair de casa esta manhã trouxe um pires de barra azul claro e um saco de sultanas para fazer a gracinha: desejar um bom 2021 aos pouquinhos leitores das Comezinhas. Creio que dará uma passa a cada um. Se não der, coloco mais algumas.

Passei metade da vida a dizer mal ao que chamava ‘balelas do pensamento positivo’. Coisas de tonta, quando não tinha apanhado na tromba o suficiente. Bastou conhecer na pele dificuldades porque muitos passam para abrir os olhos e perceber que as boas palavras são fundamentais. E se é verdade que as circunstâncias objectivas de vida determinam muito do trajecto de cada um, não é menos certo que uma atitude positiva perante a adversidade ajuda a superá-la. Mais até: é preciso ter cuidado com o que desejamos com intensidade, porque ainda que de forma enviesada tende a concretizar-se sem o fogo de artifício associado ao deslumbre. O poder do pensamento e das palavras é muito maior do que os cépticos julgam.

E com isto quero apenas dizer que, apesar de cientes das dificuldades futuras, vale a pena acreditar num ano melhor. Vale a pena desejar o melhor em 2021 para os nossos e para todos.  Vale a pena viver e acreditar nos desejos de fim de ano.

Votos de um Feliz 2021.

Provérbios e expressões idiomáticas

por Isabel Paulos, em 31.12.20

 

Tudo falta a quem tudo deseja.

 

Donna Lee by Charlie Parker dazzling fast

por Isabel Paulos, em 31.12.20

Mudança de cor

por Isabel Paulos, em 31.12.20

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Amarelo para 2021.

 

2021

por Isabel Paulos, em 30.12.20

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Imagem de ontem à noite. Hoje é noite de lua cheia.

*

Antes de mais o aviso aos leitores inteligentes, cultos e de bom senso: não venham ao engano, é favor saltar para o blogue seguinte que aqui não se aprende nada. Esta é uma casa com defeito, onde se aprecia refugo da humanidade e a autora não se tem em grande conta, contra o que é hábito nos dias correntes. Numa época em que basta escrever a palavra astrologia para emergirem inúmeras vozes esganiçadas a dizer que isso são tretas da populaça e que os astrólogos no ano passado previram um ano maravilhoso e foi o que se viu, é-me mais do que nunca tentador olhar para os astros. Não percebo bem as pessoas que se sentem defraudadas pela astrologia ao mesmo tempo que dizem que não acreditam em nada disto. Oh gente, haja coerência: se não acreditam, não estraguem tanta lucidez a chorar-se pelo engodo. Ah e tal, mas há almas mais impressionáveis e pouco ilustradas que se deixam influenciar e é preciso alertar para a charlatanice. A sério? Armados em salvadores da pátria, ao mesmo tempo que com todo o seu 'engraçadismo' impõem outras quaisquer crendices, ainda sem esse rótulo por fazerem parte dos mitos dominantes da modernidade.  

Continuando a 'destrunfar' no sentido de mostrar às almas que passam pelas Comezinhas que não devem perder tempo a levar a sério o que aqui é escrito, e depois de ter consultado os astrólogos da nossa praça – sim, porque ainda não consigo fazer a leitura dos astros -, aqui estão as previsões para 2021 relativas aos que mais me importam.

  • Os nascidos entre 14 e 18 de Janeiro não vão ter um ano fácil, sendo afectados por sensações muito desagradáveis (Plutão). É favor deitar a mão e ajudar.
  • Os de 21 a 25 de Janeiro estão benzinho, mas em acertos de contas.
  • Os de 27 de Janeiro a 3 de Fevereiro poderão ter surpresas desagradáveis (Úrano), não estando favorecidos. É também favor deitar a mão e ajudar.
  • Os de 7 a 9 de Março terão boas surpresas pessoais e profissionais (Úrano).
  • Os nascidos entre 22 de Março e 4 de Abril vão ter um bom ano para planear a vida (Saturno).
  • Os de 21 de Maio a 5 de Junho podem lançar mãos à obra e confiar nos planos profissionais (Saturno).
  • Os nascidos de 7 e 11 Julho estão favorecidos e especialmente protegidos na casa e em família.
  • Os de 29 de Julho a 6 de Agosto não terão um ano fácil. Podem esperar surpresas profissionais desagradáveis (Úrano) e devem ter cuidados com a saúde (Saturno e Plutão). É favor deitar a mão e ajudar.
  • Os de 23 a 29 de Agosto estão beneficiados no trabalho e no rigor habitual (Úrano). 
  • Os de 24 a 29 de Setembro verão a vida correr bem.
  • Os de 30 de Setembro a 6 de Outubro estarão cheios de sorte e com capacidade para os planos a longo prazo (Júpiter e Saturno).
  • Os de 17 a 21 de Outubro não têm um ano fácil, podendo ter problemas profissionais e devem ter cuidados com a saúde (Plutão). É favor deitar a mão e ajudar.
  • Os de 21 e 22 de Novembro estão benzinho, salvo alguma instabilidade temporária.
  • Os de 23 a 28 de Novembro têm ajuda nos planos a longo prazo (Saturno), mas alguma instabilidade temporária.
  • Os nascidos de 29 de Novembro a 7 de Dezembro têm grandes oportunidades e estão beneficiados no estudo (Júpiter e Saturno).

Sei que não é bonito dar más notícias aos outros, quando se tem boas para si próprio, mas limitei-me a ouvir astrólogos e bem vistas as coisas quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte.

Nota prévia

por Isabel Paulos, em 29.12.20

Confirmo que apesar de tudo ainda tenho algum sentido do ridículo: antes de me atirar à ciência desconhecida que não se deve negar à partida, senti necessidade de escrever qualquer coisa que faça sentido e, por isso, ao longo do dia imaginei escrever umas linhas que não envergonhassem. Sucede que o tempo é implacável e não sobra espaço nas horas para a lógica. Só para o fundamental: passar o dia a trabalhar com o youtube no auricular da orelha esquerda.

Cada um considera essencial o que quer.

Grata à idade

por Isabel Paulos, em 28.12.20

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*

Devias começar a jornada por agradecer esta liberdade de poder ser palerma à vontade. Dizer o que te vai na real gana sem temer as consequências, sabendo que a ideia que os outros de ti farão não te demoverá de seres quem és, mesmo nos momentos de menoridade.

Isto do romper grilhetas é coisa que se vai conquistando com a idade: certa imunidade ao adequado, à etiqueta de postura e opinião. Mas é bom que te lembres do reverso da medalha: do medo e da cobardia. Recordes como viveste uma temporada de pés e mãos atados de pavor. E distingas esta conquista do à vontadinha inconsequente, de quem não conhece o peso das palavras e atitudes e o preço da liberdade. Não é respeitinho, é consciência.

 

Intervalo

por Isabel Paulos, em 28.12.20

Como só tenho cinco minutos para fazer um postal profundo e cheio de significado, abrevio.

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E o resto são tretas. Ops, ou talvez não.

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A Terra Devastada - T. S. Eliot

por Isabel Paulos, em 27.12.20

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Michael Bolton - Go The Distance

por Isabel Paulos, em 27.12.20

Este berrelas não canta mal de todo. ;)

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Vídeo trocado, a mesma música menos bem cantada.

Uma tangente à actualidade

por Isabel Paulos, em 26.12.20

Tentei. Além de um punhado de crónicas, abri o Observador e o Público na viagem de regresso. Com enorme esforço li as gordas e as primeiras linhas de meia-dúzia de artigos. Era suposto ao fim de tantos dias voltar à actualidade. Mas não deu. Tenho uma vaga ideia de ter lido dois ou três textos sobre a chegada das primeiras vacinas. Pois muito bem, queira Deus que corra tudo bem. Também vi aquelas séries intermináveis de textos sobre os acontecidos, os livros, os filmes as músicas etc. e tal de 2020. Está bem. Estou como um amigo me disse ontem: mortinha que acabe 2019 para dar as boas vindas a 2021. E o que mais me interessa é cumprir o acordo bem-disposto que fiz ontem com uma amiga de comprar peças de roupa de cores certas para os bons augúrios do próximo ano. Isto à revelia de jovem e sábio conselho que me deram ontem também de voltar ao azul dos anos anteriores, em atenção ao descalabro que provoquei em 2020 ao escolher a cor errada. Mas não, o ano passado aboli o azul no réveillon e ao fim de tantos anos de superstição e gozo de toda a família e amigos - por ligar a estas palermices -, no próximo dia 31 também irei inovar.

À chegada a casa, coisas mais prementes a tratar: almoço muito tardio para encomendar, mala para desfazer, roupa para a máquina e depois estender, casa para arrumar e já que a genica era tanta, arrumação geral nos guarda-fatos e gavetas para me desfazer do que já cá não fazia falta. Resultado: agora à noite fiquei K.O.. Amanhã será dia de pura sorna.

Lar, doce lar

por Isabel Paulos, em 26.12.20

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Ave Maria - Bach/Gounod - Nuno Guerreiro da Silva

por Isabel Paulos, em 25.12.20

Em trânsito

por Isabel Paulos, em 25.12.20

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Sonhos

por Isabel Paulos, em 24.12.20

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*

Dizem as más-línguas que o postal com mais saída nas Comezinhas foi o Mosca-morta. Ponho-me a pensar na razão e fico temerosa: será uma chamada de atenção para o facto de já ter escalado dois absurdos do exibicionismo virtual? – fotografias de comida e de cães. Será que ainda esperam por uma fotografia de beiçola de pato? Não posso. Já passaram de moda. A sequência das imagens de maior fulgor na internet, depois dos bicos de pato e dos glúteos tonificados, foram as das máscaras fashion. Apesar do descambar ‘facebookiómano’, nada disto está ao alcance do meu espírito (e físico, diga-se). Lamento.

São seis e meia da tarde da véspera de Natal. Enquanto não ceamos e o Nuno toca piano, estou estirada no sofá a escrever este arrazoado de devaneios sem saber exactamente onde isto nos vai levar, apesar desta vez já ter preconcebido parte do que vou dizer. O piano silenciou-se e o presente texto vai ser escrito a quatro mãos. Afinal que interesse desperta a Mosca-morta? A boa disposição do Nuno e as nossas picardias domésticas? O meu ódio de estimação à palavra esposa?

O despreendimento com que falo destas coisas vem do facto de estar quase a fazer vinte anos desde que avistámos a fronha um do outro. O susto foi tal e a coisa correu tão bem que pouco depois cada um foi à sua vida. Arruiná-la mais um bocadinho com afinco. E fomos muito eficientes, a ponto de ele se ter esbardalhado na auto-estrada em Alcáçar do Sal e eu desmiolado.

Oito anos depois de nos termos visto pela última vez, quando as nossas vidas já tinham dado provas de suficiente estrago, eis que o destino se encarregou de nos fazer novamente tropeçar um no outro a ao fim de mais um ano empurrar-nos e enlaçar-nos de modo a que só estragássemos uma casa. Daí em adiante as questões que mais nos apoquentam têm sido a quantidade de detergente necessário para lavar a loiça e quem abusa mais de puxar o edredão.

Resumindo e concluindo: passam vinte anos desde que nos conhecemos. Na noite de final de ano fará dez anos desde que concedemos não ter outro remédio, e à falta de melhor, do que nos entendermos - mas Deus é grande, diz o Nuno aqui ao lado e eu acrescento: e a esperança a última a morrer. E fez no dia 1 de Dezembro seis anos que juntámos trapinhos. Muitas efemérides para um mês só. Nesta altura do ano o difícil é arranjar um dia em que se comemore não ter acontecido nada de relevante.

Para o sucesso desta empreitada o nosso lema dos últimos tempos - acabado de inventar -, tem sido: por cada amiga sul-americana colonizada, um ibero amigo colonizador. E com esta o Nuno franziu o sobrolho e fomo-nos arranjar para a Ceia de Natal.

Depois de comer o meu doce de Natal favorito - sonhos -, corrigirei o texto e publicarei.

Mahler - Symphony No.5 - 4th Mvt Adagietto

por Isabel Paulos, em 24.12.20

Recapitulando

por Isabel Paulos, em 24.12.20

Estado de graça

por Isabel Paulos, em 21.03.20
 

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*

O estado de graça não se aplica só à política, toca as mais diversas relações. Basta observar a simpatia com que um patrão recebe um novo funcionário. Logo parece mais encantador e trabalhador do que os mandriões que já povoam a empresa há anos. A explicação está não só no dito antigo sobre as criadas que nos primeiros dias até as patas limpam às galinhas como no optimismo com que se encara a chegada de alguém à nossa vida. Quem chega mostra-se confiável e afável, quem recebe quer retribuir o que é dado, e vice-versa. O mesmo vale para as relações afectivas. No início as gracinhas tontas deles geram risinhos leves e alegres delas. Enternecem e é bonito de ver e sentir. As doçuras e gestos espontâneos delas derretem-nos, tornando os homens mais vulneráveis. E há lá coisa mais bonita do que perceber a vulnerabilidade de um homem? Com as devidas adaptações isto aplica-se às relações de amizade, de vizinhança e a todas quantas se possam estabelecer. Só que, como todos sabemos, o estado de graça é passageiro. Com o passar dos meses, dos anos a gracinha do homem pode parecer apenas uma estupidez ou parvoíce evitável e a espontaneidade da mulher uma estupidez ou uma burrice imperdoável ou vice-versa. E pode começar o ciclo de mal-estares e acusações recíprocas geradas no equívoco de que o estado de graça é eterno. Não é. Quando muito se as pessoas gostam e confiam de facto na outra, se a consideram e respeitam, o estado de graça vai aflorando no dia-a-dia ao longo dos anos, ou mesmo de uma vida, em manifestações de atenção e carinho que polvilham a vida quotidiana de quem gosta e é razoável consigo e com o outro. De quem aprende a perdoar as palermices e demais defeitos e tem esperança, mas nunca a certeza, de que a alegria vai durar.
 

Feliz Natal

por Isabel Paulos, em 24.12.20

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Bom dia. Feliz Natal para todos.

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