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Uma vénia

por Isabel Paulos, em 25.05.21

Um dos anúncios que mais me divertiu nos últimos anos.

Recapitulando

por Isabel Paulos, em 25.05.21

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Li o dicionário

por Isabel Paulos, em 25.05.21

Não resisto a deixar aqui esta descoberta. Quando tiver oportunidade leio-a em memória dos bons tempos de miúda em que passava horas seguidas nos dicionários a saltar de palavra em palavra pelo significado. 

Um dia contaram-me que um angolano, perguntado sobre a forma como aprendera português, respondeu: li o dicionário.

Recapitulando

por Isabel Paulos, em 25.05.21

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Diário

por Isabel Paulos, em 24.05.21

Disponibilidade para a escrita ao fim do dia e o resultado até bem começado acabou numa diatribe que só me empequenece. Foi directa não para o lixo, mas para os rascunhos e logo o tempo dirá se terá serventia. Melhor este parágrafo, que apesar de dever irritar muitos sensíveis ao jeito – oh horror, brasileirice - de quem não obedece aos padrões correntes, só com o empequenece e a serventia, já merece existir – oh presunção.

Como não me convém arreliar, remeto-me ao diário. Voltei aos atrasos; a ver se amanhã me porto bem. Seguiu-se dia banal e consulta médica de rotina ao fim deste dia em que muito se falou de médico de família. Cá por casa não nos podemos queixar, cada um tem a sua, e cada uma melhor do que a outra. No meu caso, mais nova do que eu, atenta, conhecedora, respeitadora de horários, e descobri hoje: simpática. De facto, continuo fã do Serviço Nacional de Saúde: apesar de ter seguro de saúde há 22 anos, não prescindo da competência dos médicos do público, quanto mais não seja pela pouca vontade de ficar sujeita ao negócio da venda de actos médicos fúteis ou desnecessários. Às vezes, dado o pouco uso que lhe dou, penso que pago seguro privado só para fazer o mercado funcionar e sentir-me protegida em situações em que não possa esperar (o que mais se faz no sector público), mas sai-me cara a brincadeira.

A deambular pela rua ainda a horas do comércio aberto, resolvi cortar o cabelo já que me lembrei que o último corte tinha sido caseiro e convinha dar arranjo. Ao calhas pela rua fora vi um anúncio de toldo num primeiro andar: tentei tirar informações no Google, mas acabei por fechá-lo e subir sem nada saber quanto a qualidade e preço. Imaginei que não corresse mal. Não me arrependi. Recolhi a casa depois de pequeno giro e sentir o cheiro a erva e vegetação de um mísero aglomerado de árvores e verde. Depois de jantada, quis ler um conto e lembrei-me que ainda não tinha gastado os de Vergílio Ferreira todos – faço-os render. Procurei o livro e não encontrei. Fui desencantá-lo caído para trás da estante, todo dobrado. Gracinha do Ritz, no tempo que lá se escondia. Já lhe passou o gosto pela leitura. Agora prefere desenlaçar os rolos de papel higiénico pela casa fora e desfiar-me mais ainda o tapete.

Acabei a leitura serrana com a ideia de que não estamos tão longe assim mentalidade cavernícola e das misérias humanas tão bem descritas por Vergílio Ferreira. E assim encerro a jornada.

Segunda-feira

por Isabel Paulos, em 24.05.21

Boa semana.

As Alsácias

por Isabel Paulos, em 23.05.21

Desde sempre ouvi falar das Alsácias e destas crónicas de Vera Lagoa. Por razões várias, vêm-me à memória. Finalmente, encontro e leio uma, publicada num blogue para nossa sorte.

Mosca

por Isabel Paulos, em 23.05.21

Gostava de ter a perseverança do Ritz. Consegue estar durante quase uma hora em pé, só apoiado nas patas de trás, a espreitar através da janela, em busca de alguma mosca ou mosquito incautos - petiscos extra.

Já as refeições normais valorizamos de igual modo, com a única diferença de ele se sentar em frente à gamela a olhar para mim com aquele ar de ‘já te despachavas’ e de eu ter que preparar o meu próprio comedouro. A novidade nos últimos dias é a introdução da liquidificadora – para criar a minha própria mosca. 

Lembrete

por Isabel Paulos, em 23.05.21

Recordo que as Comezinhas têm caixa de mensagens e se quiserem dizer qualquer coisa directa, clara e objectiva - por uma questão de compreensão - façam o favor. 

Não tenho poderes divinatórios nem sei nem quero saber o que as pessoas pensam ou sentem, se não o disserem de modo transparente e limpo.

Bom Domingo.

Regresso ao passado

por Isabel Paulos, em 22.05.21

Eu não digo que paira no ar o regresso ao passado: os jornais estão empolgados com o Festival da Canção e o país adormecido à espera do resultado.

Escolha os factos forjados

- prefira o jornalismo -

por Isabel Paulos, em 21.05.21

Ah e tal, o perigo das fake news nas redes sociais. O que nos vale é a isenção e o rigor do jornalismo. Sim, sei: a investigação foi encomendada pela própria emissora pública. Sim, sei, maus profissionais há em todas as profissões. Estão quase redimidos. Pena que ao fim de 26 anos o mea culpa adiante um grosso aos visados. 

Sobre a entrevista a Diana Spencer, em 1995 na BBC, o Diário de Notícias de hoje:

 

O príncipe William, segundo na linha de sucessão do trono britânico, acusou a BBC de ter contribuído "significativamente para o medo, isolamento e paranóia" sofridos pela sua mãe, Diana de Gales, nos últimos anos da sua vida.

[…]

De acordo com um relatório independente divulgado na quinta-feira, a BBC encobriu as práticas "fraudulentas" utilizadas pelo jornalista Martin Bashir para garantir a sua famosa entrevista e não cumpriu as normas adequadas de "integridade e transparência".

[…]

Entre outras coisas, Bashir foi acusado de recorrer a práticas irregulares, tais como a utilização de documentação falsificada, para garantir a entrevista.

"Os empregados da BBC mentiram e usaram documentos falsos para garantir a entrevista com a minha mãe, fizeram afirmações falsas e esfarrapadas sobre a minha família, o que alimentou os seus medos e paranóia", disse William, na sua declaração.

E criticou a cadeia pela sua "terrível incompetência" ao investigar a forma como Bashir obteve a entrevista, e subsequentemente encobriu as suas conclusões.

Contribuiu "significativamente para o medo, paranóia e isolamento" que ela viveu nos seus últimos anos.

"A nossa mãe perdeu a sua vida por causa disto, e nada mudou. Ao proteger o seu legado, protegemos todos, e defendemos a dignidade com que viveu a sua vida"

O seu irmão mais novo, o príncipe Harry, entretanto, divulgou uma declaração escrita através das suas redes sociais, na qual denuncia que os "efeitos de ondulação de uma cultura de exploração e práticas antiéticas acabaram por reclamar a vida" da sua mãe, Diana.

"A nossa mãe perdeu a sua vida por causa disto, e nada mudou. Ao proteger o seu legado, protegemos todos, e defendemos a dignidade com que viveu a sua vida", disse o Duque de Sussex.

[…]

 Harry considerou que o relatório Dyson "é o primeiro passo para a justiça e a verdade", mas mostrou-se preocupado por "estas práticas, e ainda piores, estarem hoje generalizadas" e irem além de um único meio de comunicação social.

Maio 2021

por Isabel Paulos, em 21.05.21

🕖✍️🕟🕸️🕕🐜🕛👩‍💻

Sexta-feira

por Isabel Paulos, em 21.05.21

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Ao almoço de hoje no Orfeu fui presenteada. Vamos lá ver quanto tempo demoro a lê-los.

Fidelidade

por Isabel Paulos, em 21.05.21

Quando se faz uma crítica a certa maneira de ser, estar ou pensar, a primeira reacção é julgá-la cobiça. Parte-se do princípio que a crítica é feita por desdém de quem se considera subjugado ou desconsiderado, de quem ambiciona o mundo objecto de apreciação.

É normal que assim se pense, por ser vulgar que tal aconteça. Sucede que nem sempre. Por vezes, os críticos estão mesmo certos da razão e pertinência do que dizem. E mesmo que se julguem desconsiderados, não aspiram a mundos onde não se revêem.

Quem acredita no que está a dizer e é fiel ao que pensa, não usa nem se limita à retórica ou a despejar cintilante informação acumulada e irreflectida, e ainda que o tempo, outras opiniões ou vivências o possam vir a fazer mudar de opinião, não se contenta com a aceitação ou aprovação dos outros, nem se sacrifica na procura de maior audiência ou popularidade.

A ler

por Isabel Paulos, em 21.05.21

 

The pro-Palestine movement is broad but it can’t be a home to antisemitism, por Keith Kahn-Harris, no The Guardian.

 

Provérbios e expressões idiomáticas

por Isabel Paulos, em 21.05.21

 

Nem tudo o que parece é.

*

Nem tudo o que reluz é ouro.

 

Tílias - fragmento 5

por Isabel Paulos, em 20.05.21

Tu falavas. E é sempre mais bonito quando tu falas. Não consigo voltar a conversar contigo, como hoje cedo; explicava que tu não existes e tu condescendias comigo, dizendo: pronto, mãe, supondo que eu não existo e sou uma mera obra da tua imaginação, a que deste corpo e alma através de palavras, ainda assim, quero um irmão ou uma irmã. Filha ouve, isto era muito mais bonito. Não te precipites. Não era assim a seco. Agora só me ocorrem psicologias baratas que estragam mais ainda o momento. Não interessa mãe, conta-me. Como foi a conversa? Não sei mesmo, filha. Lembro de te explicar que nunca tive a pulsão de pôr no mundo um filho ou filha. Não será bonito, mas o facto é que o Ave Maria me toca mais pela beleza da arte do que pela beleza da maternidade. Como se a beleza da arte se despegasse da humanidade. E não pode despegar, minha filha, senão não é arte. A ideia de perfeição, além homem, além mulher, é o perigo maior. Tornamo-nos senhores de nós mesmos, e não somos. A maternidade prende-nos ao mundo, prende-nos à necessidade do bem. E por mais que nos queiram dizer que não se pode escolher entre o mal e o bem, por mais que digam que não existe essa fronteira, ela existe e está na maternidade, na vida. Se quiseres, na continuidade da maternidade. Se desejares ver o bem além da terra, das pedras, das plantas, dos rios, dos mares, tens de perceber que a maternidade nos reduz à dimensão de vigilantes do mundo e nos eleva à dimensão de elos do tempo. Que queres diz como isso, mãe? Que devemos saber quem fomos ao longo dos séculos, dos milénios. Que a maternidade é uma pequena centelha que nos dá sentido. E se não a experimentarmos de modo natural, ao menos tenhamos a sensatez de respeitar a beleza integral. Ao criar-te, minha filha, tenho a preocupação de não te despegar da humanidade, não só por convicção de que é o bem, como por amor à arte.

 

Excerto da Quinta, escrito a 20/08/2019.

You've Got a Friend in Me - Randy Newman

por Isabel Paulos, em 19.05.21

Planos

por Isabel Paulos, em 19.05.21

Leitura agendada para o fim-de-semana: Dom Casmurro, de Machado de Assis. Já pedi emprestado.

A 234ª decisão do ano tomada ontem: encostar a Quinta por um ano ou dois, e tentar (disse tentar) nova novela - ah, a ignorância é muito atrevida. Já comecei a fazer o croqui. Figas, a ver se desta vai.

Visitas

por Isabel Paulos, em 19.05.21

As Comezinhas têm visitas frequentes no último meio ano da Noruega e da Suécia, e no último ano dos Estados Unidos e Brasil. Há dias em que estas visitas superam as nacionais. Muito obrigada.

Pontualmente têm entradas de outras partes do mundo. Ontem, uma da Palestina. Atento o momento difícil que está a atravessar, não posso deixar de cumprimentar essa visita em especial.






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