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A salvo

por Isabel Paulos, em 03.09.21

A assistir ao debate das autárquicas relativo à Câmara do Porto a 330 quilómetros. Em rigor e a direito, a 270 quilómetros. Parece-me que estou a distância suficiente. Fugi de Cedofeita. 

De tarde a Pitagórica tentou a sondagem, ia responder uma vez mais, mas comecei logo por perceber que não sabia o nome completo do candidato PS, o que só abona em favor do bom gosto.

Desisti da sondagem, até porque é irrelevante revelar que votarei em Vladimir Feliz. 

Gostei de rever (a minha professora de Liceu) Ilda Figueiredo. Igual a si própria. 

Quanto a Rui Moreira será eleito, entre outras coisas, à custa de abrir os cordões da bolsa de emprego público/camarário.

A candidata do PAN evidentemente, efectivamente. 

*

O equipamento Monte Pedral é o Quartel da Constituição situado numa zona (onde vivo há 3 anos) de elevadíssima densidade populacional e sem espaços verdes. Construir ali blocos de habitação económica ou destinada a jovens, como está previsto, é uma perfeita idiotice. 

"Mas é" mudar de canal. Ficou no Último tango em Halifax. Já mo contaram todo. Continuo sem paciência para séries e filmes. Só me resta dormir. Bem, afinal, para esta série talvez tenha.

De passagem

por Isabel Paulos, em 03.09.21

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Mais um giro

por Isabel Paulos, em 03.09.21

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Vá, portem-se bem. Até já. 

Inconfessáveis

por Isabel Paulos, em 02.09.21

Em novita passava muitas horas a arranjar o mundo mentalmente. Cada um tem os vícios que tem e habituada que fui a compor o mundo à mesa de jantar é natural que me mordesse o bicho dessa coisa da opinião – deve sempre ser de todos, sem excepção.

Cresci com uma ideia romantizada dos árabes, especialmente dos magrebinos, muito por via da minha avó materna que, como enfermeira na Guerra Civil Espanhola, se especializou nos cuidados a marroquinos, a quem ficou com amizade.

A suavidade com que eu olhava os árabes foi abalada quando em 1990 o Iraque invadiu o Kuwait e espoletou a Guerra no Golfo – não que não houvesse antes motivos de desconfiança, como os episódios do ataque em 1972, pelo grupo Setembro Negro ligado à OLP, aos atletas israelitas no Jogos Olímpicos de Munique, ou do assassinato, em 1983 no Algarve, por uma organização extremista palestina, de Issam Sartawi, um representante da OLP moderado e, por isso, favorável à abertura de diálogo com Israel. E, claro, a regressão do Irão.

O mundo árabe é extenso e de uma enorme complexidade, exige à cabeça perceber a diferença entre árabe – cuja definição geral se pode encontrar no povo que partilha cultura e língua comum (mas não se pode compreender sem atender à multiplicidade étnica e tribal), ou mais específica como habitante da península arábica  - e muçulmano – aquele que professa a religião islâmica. É preciso muito estudo e leitura para se ter uma pequena noção do que estamos a falar, desde logo, da razão dos ódios e da disputa do poder – original, já que nasce com o próprio Islão, no século VII - entre xiitas e sunitas. O conflito com Israel exige conhecimento da história não só de há 2000 anos, como a dos alicerces da criação do moderno Estado de Israel, culminado em 1948 e das subsequentes guerras com os povos/Estados vizinhos. Mas para fazer um postal sobre esses temas terei que fazer mais leituras. Ficam, portanto, para outras núpcias.

Sucede que em novita como agora, vivendo em Democracia e sendo livre, tenho direito – como todos têm ou deveriam ter – de dizer o que me vai na alma, independentemente da desconsideração a que seja sujeita - como qualquer pessoa que não usa os pergaminhos formais nem os chavões habituais nesta matéria, nem pertence ou quer pertencer ao círculo viciado da opinião timbrada a selo branco por algum clube de amigos geniais. Alguns de facto muito estudiosos, mas quase sempre desfasados da realidade, vaidosos e incapazes de ouvir a voz da razão se esta não estiver embrulhada em convenções fúteis.

Porquê o último parágrafo? Porquê não me limitar ao tema e dar sempre estas alfinetadas, supostamente, escusadas? Por ser preciso sentir para saber. Caso contrário, brotam apenas floreados. E a razão ficará sempre aquém. É o castigo pela pretensão. Tenho perfeita noção que nesta como noutras matérias pareço um disco riscado.

Vai daí, volto ao início e conto que em nova e reportando-me à imagem de aviões que deixam cair panfletos - coisa que nunca percebi se assisti em criança muito pequena (tenho uma vaga ideia de estar pendurada no portão da casa dos meus avós nas Antas entusiasmada com a ideia de apanhar papéis que caíam do céu - talvez meramente publicitários) ou se me contaram (talvez tenha feito uma associação tardia pelo conhecimento do episódio de Henrique Galvão e Palma Inácio, não sei) – idealizava aviões bombardeiros americanos a deixarem cair não bombas mas revistas Playboy sobre os territórios dominados por extremistas islâmicos. Digamos que face à selvajaria achava que seria de educá-los em matérias nas quais visivelmente precisam instrução. Mais tarde elaborei um pouco mais, e imaginei que talvez fosse necessário enviar uns milhares de coelhinhas voluntárias devidamente equipadas. Seria uma missão heróica. Deveriam ser condecoradas com as mais altas honras militares uma vez terminada a operação. Porque essa, sim: seria uma guerra justa.

Bloco de notas

- dentistas -

por Isabel Paulos, em 02.09.21

É para esquecer, por enquanto, o postal que estava e está em esboço. Dezassete minutos dentro do consultório do dentista, antes do tratamento do Nuno.

Conversa a três, sorriso e abano afirmativo de cabeça muito atenta da quarta.

Começa a conversa: - Vi-a ontem a atravessar o cruzamento.

Temas. Pensar em alguém e essa pessoa surgir na rua. Percepção e maior sensibilidade de alguns. Isto anda tudo ligado. Há uma explicação para tudo, nós é que não a vemos. Gypsy Jazz. Jazz experimental. Física. Noção de tempo. Perigosa confusão entre ser e ter. Definição dos tempos modernos. Euromilhões. Não trocar a busca das questões fundamentais por nenhum euromilhões. Ressalva do mínimo de conforto. Reencarnação. Universo. A visível evolução da humanidade. Isto anda tudo ligado. Ficou a pergunta: será que vão ser os físicos - os respeitáveis cientistas - a explicar que algumas das respostas esotéricas não andam longe da verdade? Religião, o pretexto escusado para guerras de poder. Tudo em dezassete minutos.

Vim para a sala de espera. Lá dentro a conversa continua, agora a três. Às tantas terei tempo para o outro postal.

Na segunda-feira tinha sido a minha vez de sentar na cadeira da dentista. Conversa muito bem disposta com médica de humor inteligente e educado. Tema: dar a volta à imagem na aproximação aos cinquenta.

Assim, vale ou não a pena vir aos dentistas? 

Contra-senso

por Isabel Paulos, em 02.09.21

O drama de tirar uma féria à sexta-feira, é que na quinta anterior temos de fazer o que era suposto ser realizado no dia seguinte. 

Anda aí um postal à bica, ainda entre o esboço mental e o redigido. Talvez arranje tempo na sala de espera do dentista, já que depois terei de preparar o fim-de-semana.

Como se fosse grande coisa, o escrito, digo. Enfim.

Uff. Isto de tirar um dia para descansar, cansa imenso.

Mark Knopfler

Brothers In Arms

por Isabel Paulos, em 01.09.21

Aos amigos que não desertaram. Obrigada.

Coisas chatas

por Isabel Paulos, em 01.09.21

Sempre me impressionou negativamente o auto-elogio e fico sempre de alguma forma perplexa face a quem o considera garantia de qualidade - carácter, seriedade ou competência. É como se auto-timbrassem a selo branco. Fico sempre apreensiva perante gente que se coloca a si mesma num pedestal. Prefiro quem não se tem em grande conta e vai dando provas ao longo da vida de tentar ser melhor. Ainda que sem reconhecimento próprio ou alheio.

Nem sempre mas, às vezes, o auto-elogio é directamente proporcional à falta de talento ou qualidade do auto-proclamador.

Uma coisa é certa, quase sempre é acompanhado de desrespeito ou desprezo por outros e pelo trabalho de outros.

Não resisto

- comentário político ao mais alto nível -

por Isabel Paulos, em 01.09.21

Há uns anos, no tempo em que ainda ia a festejos, uma jovem senhora - muito senhora - comentava comigo: era uma daquelas casas pretensiosas com escada interior central e imponente quase em leque. Um horror.

Foi disto que me recordei ao abrir o Observador e é tudo quanto tenho a dizer da entrevista de Carlos César, presidente da central de emprego PS.

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