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Recapitulando

por Isabel Paulos, em 28.02.22

Amizades

por Isabel Paulos, em 12.02.20
 

Negócios

Como se dizia nos anos setenta: calma na América que Portugal ainda é nosso.

*

Aditamento: referia-me à disputa do porto de Sines por chineses e norte-americanos.

 

Aretha Franklin

Respect

por Isabel Paulos, em 27.02.22

Pormenores

por Isabel Paulos, em 27.02.22

Numa situação de angústia absoluta no mundo é bom contar com o conhecimento e seriedade de quem nos pode trazer informação sobre o que se passa na heróica Ucrânia que se defende da invasão - ataque terrorista - das forças comandadas pelo Presidente russo, Vladimir Putin, facínora deslumbrado que acaba de declarar hoje que deu ordens ao Ministro da Defesa para colocar as "forças de dissuasão nuclear" em alerta máximo.

O jornalista Nuno Rogeiro, que já nos habituou no passado à idoneidade, tem sido o rosto desse conhecimento e seriedade, fornecendo aos espectadores da SIC dados e informações sobre o que se está a passar no território ucraniano em termos militares.

Notei hoje num pormenor que faz toda a diferença e caracteriza essa seriedade. Após uma descrição documentada de movimentos militares no terreno, o jornalista deixou escapar um pedido de desculpa por se ter estendido (no tempo), rematando de imediato: espero não me ter espalhado, apenas estendido. Esta humildade e admissão do medo de falhar, assim como a eterna busca pela justeza das palavras, pela sensatez e pela omissão de críticas levianas ou gratuitas é própria de gente consciente e de valor. Infelizmente, tão rara. 

Insídia

por Isabel Paulos, em 27.02.22

Impressiona observar gente cínica de falas mansas que ilude durante algum tempo com retórica pluralista e exibição de imagens solidárias. São capazes das piores calhandrices, a troco apenas de espaço vital de mediatismo e acesso aos apetecíveis lugares de poder para si e convenientes comparsas de intriga política. Gente que atropela e espezinha tudo quanto é são ou decente a troco de protagonismo e escalada material.

A imagem que os define é a do abraço e palavra terna ao mesmo tempo que cravam o punhal nas costas de quem enlaçam.

Ideias felizes

por Isabel Paulos, em 27.02.22

Vi há pouco a imagem de uma sala de casa de urbanização concebida por Siza Vieira colocada à venda num site imobiliário. Conheço as casas e sei que são acanhadas. Atraiu-me a solução encontrada pelos moradores para guardarem a bicicleta: simplesmente pendurada num suporte cravado na parede da sala entre a zona de estar e jantar.

Há gente que tem arte na forma como organiza e decora os espaços interiores. É uma espécie de dom com que se vêm ao mundo para saber contornar o óbvio e enfadonho e dar graça à vida. Invejo-os no bom sentido da inveja: admiro-os.

Andanças

por Isabel Paulos, em 26.02.22

Cada posição, cada argumento por mais errados estejam estão sujeitos a ter apoio por um período de tempo. As circunstâncias são como os ventos, sopram de vários quadrantes e corroboram amiúde posições e argumentos errados na essência.

Há gente a quem o vento sopra mais vezes favorável e se convence da ciência das suas afirmações, quando estas são apenas fruto do (in)feliz acaso.

Se é verdade que devemos estar precavidos da direcção dos ventos, não é menos verdade que o caminho escolhido não deve depender deles nem assentar no interessado apoio ao mais forte. Farejar o caminho segundo as anuências não é sinal de boa andança.

Fio invisível

por Isabel Paulos, em 26.02.22

O presente texto é uma tentativa de materializar uma sensação dúplice pela qual foste assaltada algumas vezes na vida. À medida que os anos passam vais como qualquer ser humano acumulando experiência e bens. Uma e outros aprisionam-te ao mesmo tempo que trazem utilidade e prazer. Em momentos de maior sensibilidade e atenção para as questões da fragilidade da humanidade dás por ti a considerar o que possuis. Toda a carga de passado e os bens materiais e imateriais que foste acumulando impregnam a expressão do teu pensamento.

Recuas sempre à primeira vez que tomaste consciência dessa sensação. Estavas na casa dos vinte e deste por ti a pensar que tudo quanto tinhas cabia em dez metros quadrados e o que te era mais precioso papéis escritos depositados numa caixa de plástico que virias a destruir poucos anos depois com enorme alívio e nenhum arrependimento até ao presente.

A cada mudança de casa percebeste como é ambíguo o sentimento de deixar para trás um espaço que assistiu e contribuiu para momentos felizes e infelizes. Cada bem material ou imaterial deixado para trás representa uma memória registada no consciente ou inconsciente. A cada relação rompida compreendeste o mesmo. Tudo quanto vivemos e projectamos fica arquivado e aflora ainda que tenuemente no nosso pensamento voluntária ou involuntariamente.

A cada um dos vários discos de computador inutilizados em definitivo há mil e um apontamentos e registos que parecem perder-se e ainda assim persistem ao menos no inconsciente.

E quando te deparas com a perda percebes que ela não é tão difícil como suporias antes de ocorrer. Um fio invisível mantém-te presa ao essencial e quando tomas consciência dele compreendes a carga pesada que carregas - assim observas tantas vezes os móveis, os pratos, os livros, os lençóis, o recheio da casa, a memória da vida. Se no grosso dos dias não dás quase por eles e nalguns outros dias alegras-te com o sentimento de propriedade e fruição - ter uma casa, ter uma vida - outros há em que dás por ti a pensar que se te tirassem tudo isso continuarias a ser tu. Seria duro. Sofrerias, é certo. Mas seguirias mais leve. Uma e outra vez.

Até que ponto és livre? O apego ao passado, aos bens materiais e imateriais permitem que o sejas? Serão as frases precedentes delírios mimados de quem tem segurança na vida? Inconsequências e banalidades de quem não sabe o que são as reais grandes perdas? Patetices sem sentido?

A que propósito vem tudo isto? Não sabes bem, começaste a escrever depois do almoço e interrompeste o texto várias vezes, com momentos impactantes pelo meio, mas recordas-te do gatilho: o ataque digital há pouco mais de uma semana com origem no ponto previsível do mundo fez com que passasses a última semana a assistir e participar no difícil recomeçar, reconstruir, levantar de novo. São momentos que fazem perceber o quão resistente pode ser a vida e como o fio invisível - o essencial - está lá sempre até ao fim.

Estás por um fio.

E lá longe há quem esteja a viver a verdadeira dor, a lidar com as reais grandes perdas e quase tudo quanto disseste nas linhas anteriores parece perder importância e direito a existir.

Recapitulando

por Isabel Paulos, em 26.02.22

Momento Miss Universo

por Isabel Paulos, em 09.04.20
 

miss universo.jpg

O que seriam boas notícias?

 

  • O reconhecimento pela Liga Árabe de direitos iguais às mulheres e a punição de todas as violências contra as mulheres.
  • A libertação por Erdogan de todos os prisioneiros políticos.
  • O anúncio e a concretização pelos E.U.A. do fim da política imperialista e de ingerência nos países onde têm interesses económicos.
  • O fim político de Putin e o fazer das malas de toda a cleptocracia que o rodeia.
  • O internamento compulsivo de Maduro num hospital psiquiátrico e de todos os ditadores loucos que levam a fome e a desgraça à população.
  • O fim dos confrontos armados na Síria.
  • A eliminação total por rendição definitiva do terrorismo islâmico.
  • A solução definitiva para o conflito entre entre judeus e palestinos.
  • A democratização real da China.
  • O internamento compulsivo de Kim Jong-un.
  • A instauração de uma política sensata para as migrações, com tónica nas nacionalidades e no apoio efectivo da ONU à resolução e prevenção dos conflitos internos e regionais.
  • A descoberta e aplicação do tratamento e da vacina para a Covid-19.

Assim, à primeira vista, foram as que me ocorreram. Há com certeza muitas mais.

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(Sombreado hoje)

A parte mimada do mundo

- o pacifismo de sofá -

por Isabel Paulos, em 26.02.22

É difícil pensar noutro assunto. A invasão da Ucrânia tomou a consciência colectiva, mesmo a dos sacanas do costume que idolatram o facínora considerando-o o único grande estadista do mundo moderno. A falta de carácter e de sensibilidade de gente que vai opinando favorável à mostra de poder absoluto de Putin revela o número assustador de agressores latentes com quem convivemos. Muitos deles tomam-se por mais informados, mais eruditos, por alinharem em narrativas anti-sistema supostamente baseadas na ciência política e dos movimentos históricos. Os ditadores sempre fascinaram as mentes permeáveis à manifestação de força, mentes agressivas. Assim vemos como é fácil a disseminação do totalitarismo. Estes potenciais eleitores do extremo, tanto votam nos partidos populistas de direita como na esquerda radical. Não são as ideias, os valores, a visão do mundo divergente que os move, mas sim a necessidade de afirmação pela força. Daí que não alinhe fácil na associação dos presentes acontecimentos ao comunismo. Essa conversa, essas dicotomias interessam ao fortalecimento dos ditadores. O acicatar da clivagem ideológica alimenta as ditaduras.

Dito isto percebo as críticas à adesão fofinha às bandeiras e à fácil solidariedade. É muito confortável proclamar-se solidário com a Ucrânia, exibir a sua bandeira ou fazer gracinhas associando o ímpeto de Putin ao legado de Trump, mas resta saber até que ponto as mesmas almas solidárias e engraçadinhas não estariam numa qualquer primeira fila de manifestação anti-guerra ou contra o envio de militares nacionais para o teatro de guerra. Ou até que ponto estariam elas próprias disponíveis para sacrificar o seu conforto económico e bem-estar físico e psicológico em prol da paz na Ucrânia. É muito fácil o pacifismo de sofá.

Ao facínora Putin e ao seu regime autocrático é fácil decidir, tomar iniciativa, mostrar força. Tem a população controlada não se podendo sequer falar de opinião pública na Rússia, onde os manifestantes anti regime são presos. Por cá, nos países ocidentais, cada decisão tem de ser tomada com conta, peso e medida na perspectiva da aceitação das populações. A título de exemplo, por cá o cerco a cidades contaminadas com Covid foi ferozmente contestado, ao passo que na China é simples regra.

Vivemos na parte mimada do mundo. A que se condói por uns dias ou semanas com as primaveras árabes, com hashtags fofinhos contra os ataques terroristas assassinos a jornais europeus, com a preocupação pela situação das mulheres na tomada do poder pelos fanáticos islâmicos no Afeganistão, e logo a seguir retoma a sua vida de conforto democrático rabujando com o aumento do preço dos cosméticos ou a ausência de vias para ciclistas nas moderninhas cidades verdes.

Ouvindo

por Isabel Paulos, em 25.02.22

Começando a ouvir às 15h20.

Passo a passo

por Isabel Paulos, em 25.02.22

A palavra de ordem ouvida na comunicação social hoje é: isto vai ser rápido. Não resta outra solução à Ucrânia senão vergar.

Passo a passo as declarações e sanções balofas dos chefes de Estado e responsáveis de organismos supra-estaduais, a comunicação social, a opinião pública, o mundo ao normalizarem a situação vão caucionando as acções do facínora, a podridão do seu regime totalitário e a falta de escrúpulos dos apaniguados.

Quantos mais sofridos 'vergar rápido' serão precisos para perceber que isto é um processo longo de (re)conquista de império passo a passo perante a conivência do resto do mundo?

Sentimento do dia

por Isabel Paulos, em 25.02.22

Não tens muito o que dizer. Quando levantas a cabeça do trabalho contente por ainda te deixarem trabalhar, levas com histórias da guerra anunciada a duras prestações há meses, há anos, com sacrifício de vidas de gente inocente às mãos de um facínora deslumbrado, seus lacaios gananciosos e das circunstâncias do momento.

Argumentos múltiplos à escolha dos peculiares ódios do freguês: o sentimento anti-americano ou anti-comunista. Como se os factos dos interesses económicos norte-americanos e da bacoquice de Biden (ou outro qualquer) justificassem uma invasão de um país soberano. Como se fosse o marxismo extemporâneo que comovesse Putin e não a avidez de poder absoluto e a insanidade bélica-imperialista. Razões várias à escolha das paixões do freguês pelas imagens de fragilidade da vítima ou pela exibição de força do agressor como se uma novela de faca e alguidar se tratasse.

Um dia de cada vez, esperas sem esperança pelo futuro próximo com a violência dos confrontos lá na Ucrânia, a intensificação do clima de ameaça no resto da Europa e do mundo - todos os pontos frágeis de tensão territorial ficarão expostos -, e os ataques digitais que colocarão em causa a liberdade e sobrevivência das instituições, das empresas e dos cidadãos.

Tentas imaginar uma solução mágica. Só te vem à cabeça a mais dramática, rápida e trágica. Percebes que não é solução e que mais uma vez a perversão de uma cabeça - que há tanto tempo é notória - com a cumplicidade de um regime podre pode não deixar ao resto do mundo outra solução senão a saída para um combate necessariamente longo e tacticista.

A História repetiu-se e repete-se passo a passo aos olhos de quem a reconhece. Resta começar a compreender as particularidades das alianças e arranjos de conveniência do momento - necessariamente diferentes das do século passado.

Devotion

por Isabel Paulos, em 24.02.22

A visão da China

por Isabel Paulos, em 24.02.22

No China Daily:

Ouvindo

por Isabel Paulos, em 24.02.22

Ouvindo enquanto trabalho.

Terrorismo digital

por Isabel Paulos, em 23.02.22

Enquanto as análises e debates nos media ocidentais se debruçam sobre a guerra em termos convencionais, invocando história, ideologia, geopolítica, tratados internacionais e valores civilizacionais, a Leste muito prosaicamente usa-se tudo isso como mero pretexto e o terrorismo digital como braço armado. Grupos altamente organizados de criminosos combatem as instituições e empresas ocidentais, enquanto os analistas por cá continuam cuidadosos a afirmar que são assuntos distintos, à espera de provas, negando a evidência da guerra digital.

O amuo

por Isabel Paulos, em 22.02.22

Alheada da crítica audiovisual, constatei hoje que fazer a avaliação de uma série - presumo que o mesmo se passaria com um filme - num jornal passa por rabujar com o curso do enredo pondo as mãozitas na anca furibunda com escolhas do argumentista. Nada de substancial é posto em causa. O que interessa é a desilusão ou o amuo com o rumo da intriga.

Faz parte da visão cada vez mais preponderante do que é tido por interessante e digno de relevo: alinhar factos ou acontecidos, imprimir tensão para gerar discussão sobre mil e uma questiúnculas menores (passe a redundância) e assim ter pretexto para o uso dos múltiplos preconceitos e clichés alternativos (meros contra-clichés) debitados nos jornais.

Guerra

por Isabel Paulos, em 22.02.22

De um lado as revoadas de informação repetidas à exaustão pela comunicação social. A insanidade provocada pela voragem de ter o que palpitar ao segundo sem assentar na causa das coisas. A vacuidade da maioria dos factos relatados. Do outro os chico-espertos do costume, cheios de vontade de se mostrarem avessos à vozearia do rebanho mentalizado pelos media e usando amiúde sarcasmo indolente, invocam razões políticas e históricas para justificar acções bélicas de um facínora deslumbrado. Pelo meio os sempre-em-pé divertem-se com o folclore associado à guerra exibindo imagens catitas, enquanto outros levam com os estilhaços reais ou digitais na tromba, lá na Ucrânia ou num qualquer ponto alvo espalhado pelo mundo.

É a guerra real e digital. Estamos nisto.

Thelonious Monk

por Isabel Paulos, em 21.02.22

Resumo do dia: trabalho, backup das Comezinhas e teste de personalidade. Deu "Mediador", o tipo mais raro. Há dias que fico fartinha de tanta abertura de espírito e sensibilidade. Cansa.

Hoje não sobra genica para dedilhar.
Boa noite.

Constatação

por Isabel Paulos, em 20.02.22

Nunca lutes com um porco, ficas todo sujo, e ainda por cima o porco gosta.

George Bernard Shaw

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