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Das intenções

por Isabel Paulos, em 25.09.20

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Agora, e como tinha prometido, compete-me fazer a ronda pelo mundo. Nos próximos meses possivelmente estarei ocupada demais para passar uma tarde na busca de informação relevante sobre o que se passa pelo mundo fora. Na verdade se aproveitasse bem o tempo, poderia acompanhar as notícias de modo mais sistemático. Mas qual quê? Habituei-me desde criança a deixar-me ir em liberdade nos meus pensamentos e é nisso que mais gasto o tempo livre - depois de escrever esta última palavra, constatei que afinal não estarei assim tão errada.  

Resta, então, aproveitar este fim de férias e tentar com algum método passar o espanador pelo planeta. Isto das limpezas domésticas tem alguma sabedoria: há-que dividir o espaço em departamentos e corrê-los de enfiada. Sem ter a menor noção do que vou escrever a seguir, só tenho duas intenções: começar as pesquisas de oeste para leste e usar o Google e o Bing - coisa que toda a gente faz, apesar de muitos se arvorarem em sábios dispensados do uso de tais métodos menores e com o direito a achincalhar os novos peritos do Google, tratados como conhecedores de algibeira.

É confrangedora tanta dissimulação. Uma coisa é criticar a incapacidade de seriação dos factos, atoardas e encomendas, outra completamente diferente é insurgir-se contra a utilização do instrumento de pesquisa que traz, como um arrastão, lado a lado com toneladas de lixo, o peixe precioso que alimenta e algas e corais que embelezam a vida. Já vimos isso com a rádio, o cinema e a televisão. Nada de novo.

Se me perguntarem para que faço esta ronda pelo mundo, responderei que é pela mesma razão que procuro saber, de quando em vez, as venturas e desventuras dos amigos e familiares menos próximos. Há sempre alguém que faz as vezes de entreposto de informação e nos conta como estão os amigos, primos e os tios: um precioso Google humano que nos relata as vidas que nos interessam.

Há quem fale na necessidade de nos recentrarmos e nos focarmos no essencial. Parece-me sempre conversa tonta sobre alinhar as agulhas às nossas misérias e egoísmos. Para me encontrar preciso essencialmente de saber como está o mundo: das maleitas, movimentos e alegrias. Em suma, preciso saber como estão os meus primos.






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