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Gota de água

por Isabel Paulos, em 26.10.20

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Ora, muito bem. Vamos a isto: este blogue tem andado desfalcado de matéria objectiva e é certo que dormi muito pouco na noite passada, além do que às vezes baralho milhões com milhar de milhões, mas gostava que me explicassem certos factos. Se é correcto dizer que o recurso massivo ao regime de layoff  - a  redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho por iniciativa da empresa, por determinado tempo -, e o desemprego têm impacto nas receitas e despesas da Segurança Social, convinha demonstrar com contas certas as conclusões tiradas aqui e aquiEra útil demonstrar como é que o fundo as pensões entrará em ruptura dez anos antes do previsto há um ano, por causa da pandemia.

Talvez por ter vivido onze anos num concelho limítrofe do Minho (região de gente mais desconfiada não há) fico com a pulga atrás da orelha. Estarão a preparar medidas de financiamento alternativo através de mais aumentos de impostos? E uma pergunta muito ingénua: nenhum dos fundos europeus poderia ser canalizado para este efeito? Digo eu, que não percebendo nada disto, estou consciente de se tratar de números astronómicos e de fontes de receita a exigir continuidade no tempo. E depois de consultar números da despesa anual total da Segurança Social, publicados na Pordata e ainda as previsões para o próximo ano (30.743 milhões) fico com a consciência de que um eventual financiamento extraordinário da SS representaria uma gota de água no todo, mas ainda assim tenho vontade de confrontá-los com os tais 26 mil milhões do Fundo de Recuperação da União Europeia, e perguntar se conceber um plano sustentável de recuperação do País (palavras da burocracia europeia) não passará por ajudar a garantir uma SS financeiramente viável? E se não estaria na hora de aproveitar os tais montantes de recuperação provenientes da Europa para reforçar o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (aquele que está previsto para o caso de ruptura da SS e que entraria em défice dez anos antes do previsto) em troca de finalmente se fazer a tão falada e adiada reforma da SS, não só impondo limites máximos nas reformas, como também definindo com maior critério a atribuição dos apoios sociais.

Bem sei que estamos quase no pico da tempestade, mas é nestas alturas que se exigem decisões corajosas.





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