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Nota avulsa

por Isabel Paulos, em 28.04.20

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Um apontamento a propósito de anedotas e de várias reacções negativas ao humor. É desolador acabar de contar uma anedota e vir alguém enfadado e muito lesto dizer: ah, essa é conhecida, é antiga, até é assim ou assado. Ai, minha gente, será mesmo preciso dizer que todos conhecemos e refazemos as mesmas anedotas há séculos e o que conta é brincar e descontrair? E mais estranho ainda é levarmo-nos muito a sério e não consentirmos que outros se divirtam. Vejo por mim, sempre que sinto que todas graças alheias me irritam e são perfeitamente imbecis chego à conclusão que o mal é meu, que acordei para o lado errado nesse dia. E mais, reconheço a menoridade de contar anedotas e sei que a ironia a bate aos pontos, só que tudo isso são convenções e o que interessa mesmo é safarmo-nos de bem connosco e com os outros. É preciso ser muito afortunado para prescindir do humor. Eu cá preciso dele como do pão para a boca. Do meu e do dos outros.

A associação que faço ao tema é da reacção negativa às sms de votos de Feliz Natal. Só os afortunados que recebem dezenas e dezenas de mensagens dessas é que se podem dar ao luxo de as ridiculizar. Quando há milhares de pessoas que davam tudo por receber uma única sms com os votos de Feliz Natal, uma que fosse. É a fartura minha gente. A fartura faz como que não se perceba o essencial.

Boa tarde. :)






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