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O espanador - Ucrânia

- actualizado -

por Isabel Paulos, em 13.03.22

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10.A. Ucrânia.

 
[Passado da Ucrânia]
 
A Rússia de Kiev - tradução livre de Київська Русь - era uma confederação de tribos eslavas do leste europeu dos séculos IX ao XIII - o berço cultural da Bielorrússia, Ucrânia e Rússia - recebendo influências num primeiro momento dos vikings vindos do norte, mas também do cristianismo do sul via Bizâncio - no século XI  Kiev tornou-se o principal centro político e cultural da Europa Oriental - e a leste dos tártaros mongóis, que acabaram por a derrotar.
 
Depois da invasão mongol no século XIII, foi a vez dos polacos e lituanos tomarem o que é hoje a maior parte do norte e oeste da Ucrânia no século XIV - mais tarde no século XVI a Polónia fez predominar o catolicismo a ocidente em contraste com o resto da Ucrânia ortodoxa. No século seguinte a própria Crimeia liberta do domínio mongol expandiu para o resto do sul ucraniano.
 
No século XVII nasceu o embrião do moderno estado independente com a Revolta dos Cossacos - organização política-militar de homens livres - contra o domínio polaco. Ainda no século XVII assistiu-se à divisão do território ucraniano entre a Polónia e a Rússia, sem concretização da promessa de autonomia constante do Tratado de Pereyaslav. E no século XVIII entre o Império Austríaco e Império Russo. No século XIX a Rússia proibiu o uso da língua ucraniana no próprio território.
 
No contexto da queda da monarquia e Império Russo e da ascensão ao poder do Partido Bolchevique, a Ucrânia declarou a independência em 1918, seguindo-se uma guerra civil travada por governos rivais que disputavam o controle de parte ou de toda a Ucrânia. Três anos depois é estabelecida a República Socialista Soviética da Ucrânia cujo território é em grande parte conquistado pelo Exército Vermelho. O governo soviético incentivou a língua e cultura ucraniana. A zona ocidental tornou-se parte da Polónia.
 
No início da década de 30 milhões morreram de fome causada pela campanha de colectivização forçada de Estaline - Holodomor. Em 1939 a Ucrânia Ocidental foi anexada pela União Soviética nos termos do Pacto de Não Agressão Germano-Soviético. A partir de 1941 quando as forças do Eixo avançaram contra o Exército Vermelho a Ucrânia foi ocupada - e os alemães recebidos inicialmente como libertadores - e devastada pelos nazis numa investida que levou à morte de mais de cinco milhões de ucranianos e na qual pereceram milhão e meio de judeus.
 
Em 1954 o líder soviético Nikita Khrushchev transferiu a península da Crimeia para a Ucrânia, para onde mais tarde com o colapso da União Soviética regressaram muitos dos seus antigos habitantes. Ao longo das décadas de 60 e 70 houve aumento da oposição secreta ao regime soviético, com correspondente repressão.
 
No contexto da disputa de influência na esfera global pelas superpotências EUA e União Soviética durante a Guerra Fria, a primeira optou por uma política de contenção mediante estratégias militares, económicas e diplomáticas para suster a propagação do comunismo na Europa Oriental, China, Coreia e Vietname.
 
Em 1949 foi assinado o Tratado do Atlântico Norte, criada uma aliança militar - a NATO -, um sistema de defesa colectiva através do qual os seus estados-membros da América do Norte e Europa concordam com a defesa mútua em resposta a ataque por qualquer entidade externa à organização.
 
Em 1955 a União Soviética e sete nações do bloco central e oriental da Europa assinaram um tratado de defesa colectiva - o Pacto de Varsóvia.
 
*
[A perspectiva]
 
O confronto actual, seja visto como ponto culminante decorrente da Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética - para quem gosta de ver a Ucrânia como país dividido entre pessoas que o sentem parte da Europa e os que o vêem mais ligado à Rússia e para quem aprecia recordar que as políticas externas ucranianas oscilaram ao longo dos anos entre o pró-União Europeia e pró-Rússia - ou seja visto tão só como resquício da hegemonia regional russa - teses da soberania limitada -, não pode ilidir o facto da Ucrânia em 1991 ter declarado a independência no decurso do colapso da URSS por separação formal de todas as repúblicas soviéticas, e depois de no ano anterior mais de 400 mil ucranianos unirem as mãos numa corrente que ligou Lviv a Kiev num símbolo de união de nação independente. Nem escamotear o facto de em Dezembro de 1991 ter-se realizado referendo para confirmar declaração de independência, cujo resultado se cifrou em 92% a favor.
 
Tal como é abusivo afirmar que Vladimir Putin teme a integração da Ucrânia na NATO por equivaler a uma ameaça à segurança e integridade nacional da Rússia, sendo de frisar que as relações entre a Ucrânia e NATO remontam a 1992 e legitimam-se na necessidade de defesa face às pretensões hegemónicas russas, essas sim, reais e patentes.
 
Nos primeiros anos de independência, enquanto era adoptada a nova Constituição democrática e introduzida a hryvnya como moeda, a política ucraniana manteve-se na corda bamba, no difícil equilíbrio entre a abertura ao Ocidente e à Rússia. 
 
*
[Os últimos 20 anos]
 
Desde 2002, quando os resultados das eleições gerais do Parlamento foram questionados por fraude e os escândalos de corrupção e as restrições à liberdade de imprensa do presidente Kuchma denunciados, que a decisão de impulsionar o processo de adesão à NATO soma conquistas e retrocessos. Nesse ano o Governo anunciou decisão de aderir à NATO.
 
Em Novembro de 2004 deu-se a Revolução Laranja com o líder da oposição Viktor Yushchenko a liderar os protestos contra as eleições fraudulentas que deram a vitória ao candidato pró-russo Viktor Yanukovych, tendo mais tarde o Supremo Tribunal anulado o resultado da votação. Em 2005, Viktor Yushchenko foi eleito presidente e as relações com a Rússia deterioraram-se, levando a disputas sobre fornecimento de gás e taxas de trânsito de gasodutos.
 
Em Julho de 2006 o Partido Socialista abandonou os parceiros da Revolução Laranja para formar coligação com o Partido das Regiões de Viktor Yanukovych e os comunistas. Na sequência da crise financeira global de 2008, que levou ao declínio da procura do aço, ao colapso das exportações do país e do valor da moeda e do investimento ucraniano, Viktor Yanukovych regressou, sendo declarado em 2010 vencedor das eleições presidenciais. Em Junho desse ano o Parlamento votou contra as aspirações de adesão à NATO.
 
Em Novembro de 2013 dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas para protestar contra a decisão do governo de suspender, por pressão russa, as negociações comerciais e os planos de assinar o acordo de associação com a UE e contra a opção de estreitar laços económicos com Moscovo. Manifestantes anti-governamentais confrontaram-se com as forças de segurança na Praça da Independência em Kiev até Fevereiro de 2014. Aos meses de protestos às vezes violentos que decorreram entre Novembro de 2013 e Fevereiro de 2014 chamou-se Revolução Maidan. Culminou com a fuga de Yanukovych para a Rússia e o colapso do Governo, tendo a oposição assumido os destinos do país.
 
Os meses de Março a Maio de 2014 foram particularmente movimentados na esfera política internacional. No dia 1 de Março Putin fez o Parlamento russo aprovar o uso da força na Crimeia para protecção dos interesses russos e no mesmo mês em que o Presidente Putin assinou um projeto de lei para agregar a Crimeia na Federação Russa, o presidente dos EUA, Barack Obama, exortou-o a retirar as suas tropas e diminuir as tensões no leste da Ucrânia. Ainda em Março foi feito referendo farsa de secessão da Crimeia, sendo o voto favorável à adesão à Rússia de 97% dos eleitores. Neste contexto a UE e os EUA impuseram proibições de viagens e congelamento de bens a vários russos e ucranianos. No mesmo mês de Março Rússia, Ucrânia, EUA e UE acordaram nas negociações em Genebra medidas para abrandar a crise no leste da Ucrânia, enquanto grupos armados pró-Rússia tomavam parte das regiões de Donetsk e Luhansk na fronteira russa e o Governo ucraniano lançava operação militar de resposta. Em Maio os separatistas pró-russos de Donetsk e Luhansk declararam independência após falsos referendos. Em Maio houve eleições presidenciais tendo ganho o pró-ocidental Petro Poroshenko. 
 
Em Junho de 2014 a UE assinou um acordo de associação com a Ucrânia. Em Setembro a NATO confirmou a presença de tropas russas e equipamentos militares pesados ​​no leste da Ucrânia. Em Outubro as eleições parlamentares deram maioria clara aos partidos pró-ocidentais. E no mesmo mês Vladimir Putin concordou, em acordo mediado pela UE, retomar o fornecimento de gás à Ucrânia durante o Inverno e ordenou que as tropas estacionadas perto da fronteira ucraniana retornassem às suas bases.
 
Em Fevereiro de 2015 foi negociado com a mediação da Alemanha e França um cessar-fogo, mas a verdade é que as escaramuças com perdas de vidas humanas no Donbass permaneceram sempre, e isto apesar do país ter sentido um leve crescimento económico.
 
Em Julho de 2017 foi ratificado por todos os signatários o acordo de associação da Ucrânia com a União Europeia que abre os mercados ao livre comércio de bens e serviços e a possibilidade de viagens sem visto na UE aos ucranianos. Em Outubro de 2018 o Patriarca da Igreja Ortodoxa de Constantinopla reconheceu a autonomia da Igreja Ortodoxa Ucraniana face à russa.
 
Em 2018 o Presidente Putin inaugurou oficialmente, face à indignação da Ucrânia perante a ilegalidade, uma ponte que liga o sul da Rússia à Crimeia. 
 
Em 21 de Fevereiro de 2019 a Constituição da Ucrânia foi alterada, estando nela consagradas as normas destinadas a permitir a adesão à União Europeia e à NATO. 
 
Em Abril 2019 o comediante de televisão Volodymyr Zelensky do partido Servo do Povo venceu as eleições presidenciais ao titular Petro Poroshenko.
 
Em Setembro desse ano a Rússia e Ucrânia trocaram prisioneiros capturados na sequência da invasão da Crimeia e do Donbass pela Rússia. 
 
*
[O último ano]
 
Na Primavera 2021 a Rússia começou a reunir forças perto das fronteiras da Ucrânia.
 
Em Novembro 2021 imagens de satélite confirmam o crescimento sistemático de forças russas perto da Ucrânia, com estimativas a apontar para mais de 100.000 soldados.
 
A 7 de Dezembro de 2021 os EUA advertiram a Rússia com sanções económicas caso esta invadisse a Ucrânia.
 
Em 17 de Dezembro de 2021 a Rússia exigiu que a NATO cessasse a actividade militar no leste da Europa e que não aceitasse a Ucrânia e outras ex-nações soviéticas como membros.
 
O ano de 2022 abriu com o anúncio das boas intenções de Joe Biden informando Zelensky que os EUA responderiam decisivamente se a Rússia invadisse a Ucrânia. 
 
No 10 de Janeiro representantes dos EUA e da Rússia reuniram-se em Genebra para conversações diplomáticas sem resultados positivos face à mera repetição das exigências por Moscovo e rejeição por parte de Washington.
 
A 17 de Janeiro começaram a chegar à Bielorrússia tropas russas para exercícios militares.
 
A 24 de Janeiro a NATO colocou as suas forças em prontidão e reforçou a presença militar no leste europeu com mais navios e caças. Além de 8.500 soldados em alerta. Algumas nações ocidentais começam a evacuar funcionários não essenciais das embaixadas de Kiev. 
 
A 26 de Janeiro Antony Blinken, chefe da diplomacia norte-americana disse que os EUA fizeram uma avaliação “consistente e pragmática” das preocupações de Moscovo, mas que as exigências da Rússia para a NATO retirar os soldados e armas do leste da Europa e para barrar a entrada da Ucrânia na aliança militar não seriam aceitáveis, não havendo mudanças na posição dos EUA sobre a política de portas abertas da NATO. 
 
Zelensky respondeu à oferta dos EUA de ajuda para abandonar o país com a seguinte frase «Preciso de munições, não de uma boleia
 
No dia 27 de Janeiro Joe Biden avisou a provável invasão russa em Fevereiro. A China disse que as legítimas preocupações segurança de Moscovo deveriam ser levadas a sério.
 
No 28 de Janeiro Zelensky pediu o Ocidente que evitasse criar pânico e afectar negativamente a economia do seu país. 
 
A 31 de Janeiro numa sessão do Conselho de Segurança da ONU a embaixadora dos EUA Linda Thomas-Greenfield disse que uma invasão russa da Ucrânia ameaçaria a segurança global e o enviado da Rússia, Vasily Nebenzya, acusou Washington e aliados de forjar a ameaça de guerra apesar de Moscovo negar repetidamente ter um plano de invasão.
 
No dia 1 de Fevereiro Putin voltou a negar ter planeado a invasão e acusou os EUA de ignorarem as exigências de segurança do seu país. 
 
No dia 8 de Fevereiro o Presidente francês Emmanuel Macron encontrou-se em Moscovo com Putin para negociações e falou aos jornalistas em avanços no desescalar a crise, logo desmentidos pelo Kremlin. 
 
No dia 10 de Fevereiro os ministros dos negócios estrangeiros do Reino Unido e Rússia, Liz Truss e Sergey Lavrov tiveram conversas infrutíferas, descritas pelo russo como "uma conversa entre um mudo e um surdo". A Rússia e a Bielorrússia iniciaram 10 dias de manobras militares.
 
No dia 11 de Fevereiro os serviços de inteligência norte-americanos avisaram que a invasão russa poderia começar antes de 20 de Fevereiro. O Pentágono colocou mais 3.000 tropas americanas na Polónia. Vários países sugeriram aos seus cidadãos que deixassem a Ucrânia. 
 
No dia 12 de Fevereiro Biden e Putin conversaram por videoconferência. O presidente dos EUA disse que uma invasão russa à Ucrânia causaria sofrimento humano generalizado e que o Ocidente estava comprometido na diplomacia, mas igualmente preparado para outros cenários. Putin reclamou de não ter resposta satisfatória às exigências russas de que a Ucrânia fosse proibida de se juntar à aliança militar e que a NATO retirasse as forças do leste Europeu.
 
No dia 17 de Fevereiro intensificam-se os combates nas regiões separatistas do leste ucraniano.
 
No dia 21 de Fevereiro na televisão russa Putin disse que a Ucrânia era parte integrante da história russa e estava a ser instrumentalizada por potências estrangeiras. Nesse mesmo dia Putin reconheceu as auto-proclamadas Repúblicas de Luhansk e Donetsk no leste da Ucrânia como estados independentes e ordenou a entrada daquilo a que chamou forças de paz nas duas regiões separatistas no leste da Ucrânia.
 
No dia 22 de Fevereiro os EUA, a União Europeia e a Grã-Bretanha sancionaram membros do Parlamento e o sector financeiro russo em resposta à ordem de envio de tropas para a Ucrânia por Putin. A Alemanha suspendeu o projeto do gasoduto Nord Stream 2.
 
No dia 23 de Fevereiro os líderes separatistas encenaram pedido de ajuda à Rússia para repelir a agressão do exército ucraniano. O Presidente ucraniano Zelensky anunciou mobilização parcial e estado de emergência por 30 dias.
 
No dia 24 de Fevereiro Putin anunciou a ordem para uma "operação militar especial" - a Rússia atacou a Ucrânia com mísseis e artilharia, atingindo Kiev e outras cidades ucranianas. A NATO activou os planos de defesa para a Europa Oriental, mas descartou o apoio militar à Ucrânia. Washington e países ocidentais disseram que não enviariam tropas para a Ucrânia, alertando apenas para severas sanções económicas. 
 
No dia 25 de Fevereiro Kiev foi atacada por mísseis cruzeiro e balísticos. A aprovação de resolução contra a Rússia no Conselho de Segurança da ONU caiu por veto de Moscovo. A China e a Índia abstiveram-se.
 
No dia 26 de Fevereiro foram noticiados ataques, explosões e combates pesados em redor de Kiev. Os países ocidentais anunciaram novas sanções, incluindo restrições ao banco central da Rússia e expulsão dos maiores bancos do principal sistema global de pagamentos - rede Swift.
 
No dia 27 de Fevereiro um gasoduto nos arredores de Kharkiv foi explodido por ataque russo. A UE fechou o espaço aéreo a aviões russos. Putin anunciou que mandara colocar em prontidão as armas de dissuasão nuclear. 
 
No 28 de Fevereiro foram divulgadas imagens de satélite mostrando uma coluna militar russa de cerca de 60 quilómetros, incluindo tanques e artilharia, na direcção de Kiev. A Rússia foi banida das competições de futebol.
 
No dia 1 de Março de 2022 foram atacados por foguetes a torre de televisão em Kiev e Babyn Yar - memorial do Holocausto. Zelensky apelou ao Parlamento Europeu para que a Ucrânia fosse admitida na UE.
 
No dia 2 de Março Kiev, Kharkiv e Kherson foram atacadas. A Assembleia Geral da ONU aprovou resolução contra a invasão da Ucrânia pela Rússia com 141 votos a favor, 5 contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções (entre elas, China, Índia, Angola e Moçambique)
 
No dia 3 de Março em conversações Rússia e Ucrânia concordaram na existência corredores humanitários. A Alemanha autorizou o fornecimento de 2.700 mísseis à Ucrânia.
 
No dia 4 de Março foi provocado um incêndio na maior central nuclear da Europa perto de Zaporizhia. O mundo temeu uma catástrofe nuclear. 
 
No dia 5 Março Ucrânia e Rússia acusaram-se mutuamente de violar o cessar-fogo no corredor humanitário em Mariupol. A Rússia continuou a cercar Kiev e Kharkiv.
 
No dia 6 de Março falhou pela segunda vez a evacuação da cidade portuária de Mariupol. Os EUA afirmaram que possíveis crimes de guerra cometidos pelo lado russo estavam a ser registados.
 
No dia 7 de Março novas negociações sobre corredores humanitários. Com acusações por parte da Ucrânia pelo facto de alguns se destinarem à evacuação com destino à Rússia e Bielorrússia. A Ucrânia deu entrada de processo contra a Rússia no Tribunal Internacional de Justiça em Haia: a Rússia terá que responder por genocídio.
 
No dia 8 de Março um cessar-fogo permitiu o resgate de milhares de civis na cidade de Sumy. Já em Mariupol a situação manteve-se catastrófica. Os EUA proibiram importações de petróleo da Rússia.
 
No dia 9 de Março a ONU anunciou que mais de dois milhões de ucranianos deixaram sua terra natal. A Polónia ofereceu-se para transferir os seus caças MiG29 para base aérea na Alemanha para que os Estados Unidos os entregassem à Ucrânia. Os EUA rejeitaram a proposta.
 
No dia 10 de Março deu-se uma reunião infrutífera dos ministros dos negócios estrangeiros da Rússia e da Ucrânia em Antalya, na Turquia. 
 
No dia 11 de Março as forças russas atacaram Lutsk, na Ucrânia Ocidental. Nesse mesmo dia os ucranianos alegaram que a Rússia conduziu uma operação de falsa bandeira - atacando a partir da Ucrânia território da vizinha Bielorrússia - para justificar a entrada das forças militares da Bielorrússia na guerra.
 
No dia 12 de Março os ucranianos afirmaram que os ataques aéreos russos e os confrontos ameaçavam as evacuações de civis.
 
No dia 13 de Março as forças russas atacaram em Yavoriv, na Ucrânia Ocidental, uma base militar onde se realizam exercícios com forças da NATO.
 

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Desta saga existem nas Comezinhas as entradas abaixo indicadas, muito desiguais entre si.

 

1. O espanador - E.U.A.

2. O espanador - Venezuela

3. O espanador - Peru

4. O espanador - Brasil

5. O espanador - Áustria

6. O espanador - Hungria

7. O espanador - Angola

8. O espanador - Nigéria

9. O espanador - Moçambique

10. O espanador - Rússia e Ucrânia

11. O espanador - Turquia

12. O espanador - Síria

13. O espanador - Israel

14. O espanador - Índia

15. O espanador - China

 






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