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Recapitulando

por Isabel Paulos, em 07.11.22

A linguagem e o que se diz

por Isabel Paulos, em 05.05.21
 

Ora, muito bem. Tinha previsto o tal texto sobre a linguagem, que não foi pensado por hoje ser o Dia da Língua Portuguesa - até porque só descobri isso à hora de almoço ao ouvir o Jornal da Tarde -, mas sucede que a jornada foi altamente emotiva com uma avalanche de acontecimentos previstos, mas não calendarizados. A ver vamos que acontece nos próximos dias. Para já foi um dia bom, daqueles que abala os alicerces. Wish me luck.  Bem preciso para que todos os sonhos não fiquem em águas de bacalhau.

De modo que não sobrou tempo para escrever, mas apenas um cansaço imenso e um restinho de forças para alinhavar este mal amanhado enunciado, antes de dormir e roncar com vontade.

De manhã tinha tomado nota de alguns tópicos para desenvolver, que aumentei um pouquinho agora à noite. Peço que perdoem, façam um exercício de generosidade e imaginem que escrevi um texto articulado com base na mexerufada dos ditos pontos. A saber: 

  • A actual linguagem asséptica e uniformizada.
  • A linguagem a papel químico dos políticos, jornalistas e comentadores.
  • Como se apontam (bem) os erros da linguagem conforme aos destemperos das bandeirinhas identitárias, ao mesmo tempo que se espartilha (mal) a língua e a linguagem aos padrões do social e intelectualmente aceite.
  • A proibição das ingenuidades, das divergências, das singularidades.  Sempre vistas como manifestações de menoridade de sujeitos inadaptados e votados ao fracasso.
  • Como se crítica (bem) a disseminação de falsidades, ao mesmo tempo que endeusa os sacrossantos factos esquecendo (mal) a sua distorção e manipulação.
  • Quão mais insidiosos podem ser o arremesso e a manipulação de factos (distorcidos) pela comunicação social do que a falsidade propagada pelas redes sociais.  
  • A cegueira académica das verdades fáceis de cada momento. Os ‘cientistas’ das ciências sociais: o autoconvencimento, a vontade de evangelizar e a ausência de autocrítica.
  • As vaidades baseadas em realidades sectoriais ou fragmentadas, resultantes da formação, da experiência profissional e da socialização como salvo-conduto da razão e pertinência das opiniões e da linguagem em que são expressas.
  • Sensações. Os sentidos e a importância da emoção na avaliação das situações.
  • O tempo escasso e as circunstâncias da vida.
  • A importância de fazer perceber que não podemos forçar seres humanos a comportamentos que vão contra a sua natureza. Um comportamento quase inato nuns pode causar sofrimento extremo noutros.
  • A sobrevalorização do esforço despendido por uns e a desvalorização do empenho dos outros.
  • O respeito pela natureza, não presumindo que o que é bom para nós é exigível aos outros.  


2 comentários

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De Cafeína a 07.11.2022 às 14:41

Gostei  Beijinhos
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De Isabel Paulos a 07.11.2022 às 15:03

Obrigada, Cafeína.
Um dia bom.

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