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Recapitulando

por Isabel Paulos, em 30.04.21

Marquês de Sade

por Isabel Paulos, em 08.05.20
 

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Portugal tem um microclima muito especial, no qual as mais rasteiras ervas daninhas prosperam à conta da indiferença das pessoas de bom gosto. É confrangedor ver como matarruanos enfarpelados de verve fácil e aparentemente educada fazem o seu caminho de trepadeira social. Dizem-se muito estudados e convencem-se da sua razão e importância. Criam uma rede de relações baseada na conveniência, com um sistema de apadrinhamento mútuo. E ao desdenhar de quem algum dia teve peso na edificação do País, mostram uma dor de cotovelo indisfarçável. Às vezes, as críticas que fazem às elites de antanho até fazem sentido. Mas logo caem em saco roto, quando se percebe não passarem de vulgar cobiça. Não é a verdade, o conhecimento ou a decência que procuram, mas sim a cadeira.

A velha Nação caminha para os nove séculos e o trilho traçado pelas trepadeiras não muda. A inveja de quem esteve ou está bem instalado move nos alpinistas ódios de morte. Só os muito distraídos caem na esparrela de alinhar nos discursos de rancor dissimulado e nos jogos sujos para alcançar as cadeiras do poder e dos privilégios. Alguns, mais expeditos, confrontados com a constatação da sua pequenez, tentam inverter o tabuleiro do jogo e mostrar que a sua superioridade está no sórdido e na capacidade de subversão o sistema. Nesses casos, é ainda mais confrangedor ver ingénuos simplórios vindos das berças armados em Marquês de Sade, edição de bolso.

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