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Jornais

por Isabel Paulos, em 17.01.21

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Numa olhadela rápida pelos jornais, comecei por procurar na BBC o estado de alerta nos 50 estados norte-americanos. Entediei-me mais um pouco com a ladainha da liberdade excessiva do Natal no The Guardian, que por cá também medra para consolo das almas inquisitórias. Passei pela China para ver dados da Covid no China Daily. E acabei mais satisfeita na Der Spiegel por finalmente ver um artigo na revista que explica com acerto e minúcia as dificuldades que pessoas com deficiência têm em aceder aos conteúdos da internet. Por incrível que pareça temos regredido nesta matéria, pelo que seria bom que os designers das páginas online lessem o artigo.  

(emendado.)

Ronda da tarde

por Isabel Paulos, em 09.07.20

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Dia mau em termos de número de mortos por covid-19, patente nas notícias do Público e do Observador, no dia seguinte à Santíssima Trindade do País ter posto fim à partilha de informação com todos os partidos nas reuniões na Infarmed e poucos dias depois de Rui Rio ter proposto o fim dos debates quinzenais com a presença do primeiro-ministro no parlamento.

Aqui podem ver quais são as práticas nos parlamentos por esse mundo fora. Por impulso tenderia a acreditar na vantagem para a sanidade mental da alegada solução de Israel, onde se diz que só há obrigatoriedade da presença uma vez por ano. É sabido que a zoeira dos debates e, sobretudo, o tratamento de chicana que é dado pela comunicação social (com a qual os políticos naturalmente contam e para a qual contribuem), pouco ajuda a encontrar soluções razoáveis. Mas o juízo leva a que acabe por entender que mesmo esta pantomina que distorce a democracia tem vantagens sobre  a falta de transparência e escrutínio das discussões parlamentares. A menos que se queira assumir que a população é estúpida e incapaz de discernir e, por isso, deve ser protegida de si mesma, mantendo-se na ignorância. 

Mais do que tudo esta onda de entendimento entre as figuras cimeiras à revelia do resto do País faz-me temer o pior. Fico a congeminar quantos dias faltam para o conto de fadas de ontem do presidente esbarrar com o nós vimos primeiro, mas só agora é que nos lembramos que tínhamos avisado da OMS.

Ou não. Às tantas é só uma brincadeira de índios e cowboys, que não está ao alcance do entendimento do comum dos mortais. Não me admirava nada. Chamam-lhe política sénior. A mim parece coisa de gagás, mas ao menos temos sempre entretém. Em tudo noto que factos e verdade não abundam.




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