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Monty Python - Never Be Rude To An Arab

por Isabel Paulos, em 16.06.20

Boa noite. Com o rumo que mundo leva só rindo, mesmo.

Álvaro Santos Pereira

por Isabel Paulos, em 24.05.20

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É raro poder dizer-se que um ministro deixa saudade. Cá está um, de calibre diferente da maioria. Como seria fácil de prever foi alvo de chacota e afastado de modo a que tudo ficasse na mesma. Foi bom revê-lo hoje na SIC. Serviu de lembrete para que muitos recordem como esta choldra podia ser diferente. 

Grandes questões

por Isabel Paulos, em 28.04.20

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Na semana passada cancelei a assinatura digital do Correio da Manhã. A partir do início de Maio entra a Calamidade (imagino sempre um precipício quando leio a palavra) e deixo de ter acesso. Na verdade até ao fim de Maio ainda tenho acesso a todos por outras vias, mas façamos de conta que não. Já não me lembro bem quando subscrevi o CM. Julgo que foi após o Verão de 2016, mas não estou certa. Pronto, sei. Com esta revelação acabei de perder metade da mão-cheia de generosos frequentadores desta casa. Agora coloca-se outra questão: que jornal subscrever? Ando indecisa entre o Público e o Observador. No Público levam as coisas mais a sério e dão-se ao trabalho de pensar e tudo, mas são uns chatos, cada vez mais chatos e dogmáticos. No Observador há um punhado de gente com graça e uma profusão de engraçadinhos esforçados sem um pingo de piada, e uma ou outra avis rara culta e educada, mas o certo é que está cheio de questiúnculas, infantilismo e ressabiamento.

Enfim, quero aprender qualquer coisa e fico como o tolo em cima da ponte: ou aturo o tédio do Público ou a mesquinhez do Observador. E estamos nisto. Nesta encruzilhada, só para escolher os três ou quatro artigos ou crónicas que leio por dia. Uma canseira. Ele há vidas difíceis.

As puras

por Isabel Paulos, em 18.04.20

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Espanto-me sempre. Sei que não devia. Se pertencesse a este tempo - à mundividência que cerca e consome os dias presentes – acharia tudo normal e até teria aderido, representando o papel de mulher ideal, de mãe perfeita e modelo de comportamento. Mas é mais forte do que eu. Dando uma olhadela às relações entre homens e mulheres dou por uma evidente e feroz dicotomia.

Elas apresentam-se como maduras, seres sensatos e equilibrados versus os infantis homens, sempre precisados de ajuda e orientação materna. No modo como falam, como vestem, como se comportam na estrada, à mesa, nas reuniões de trabalho e sociais. As mulheres mostram-se conhecedoras e cumpridoras das regras versus os desregrados masculinos, a precisar de estímulo para ir ao ginásio ou para obedecerem à dieta saudável. Elas cuidam-se e são elas que, face ao natural desalinho dos homens, os ensinam a cuidar-se.

A feminidade confronta-se com a masculinidade como se a linha divisória estivesse nessa apetência natural da mulher para a disciplina, a sensatez, a obediência e o cuidado. De um lado as puras mulheres, do outro os corrompidos homens. Só a eles é permitido serem impuros. A dicotomia é defendida – consciente ou inconscientemente - por muitas mulheres, senão pela maioria, mas serve e interessa sobretudo a muitos homens. Porque se traduz na liberdade zero para elas. E é sem liberdade que muitos homens gostam de ver as suas mulheres. Apesar das excepções este ainda é o padrão vigente.

Os homens adoram o cliché, desde logo, por preguiça. É muito confortável ver as mulheres como mães. Tenham elas a mesma idade, mais dez anos ou menos vinte. Ao lugar-comum chamam feminidade. A vida fica mais fácil, mais previsível. Lidar com o lado livre das mulheres custaria bastante mais. Custaria o próprio pêlo ter que trabalhar o imprevisto, a incerteza, a perda. Ter que se esforçar, que por a cabeça a funcionar, aprender não só a seduzir, como a descobrir, conquistar e segurar. Enfim, a correr riscos.

É muito mais fácil o dado adquirido de uma mãezinha sempre disponível para, nas versões mais submissas, o papel da masoquista condescendente com as infantilidades do menino, nas versões dominadoras, o papel da desinibida educadora do travesso menino. Sendo certo que numas e noutras é anulado todo o lado feminino espontâneo e instintivo da vontade própria da mulher, seja brava ou meiga.

E é curioso ver que decorrido o século de emancipação da mulher, o século que elevou o corpo, a imagem e a sexualidade a temas de eleição e exibição constante e com todo o alarido da igualdade de género e das quotas, pareça vedada à mulher a têmpera não teatralizada. É extraordinário ver como as mulheres se negam a si próprias - em homenagem a uma imagem traiçoeira de feminidade -, os prazeres do erro, do excesso, do vício. Numa ideia: da vontade. Para se transformarem em amas-secas de homens que temem a liberdade das suas companheiras. Felizmente, nem todos. Nem só de inseguros se faz o mundo masculino. Ainda há uma réstia de esperança para as impuras e para o futuro das mulheres em geral.

If you have two cows

por Isabel Paulos, em 04.04.20

Bom fim-de-semana para todos.

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Músicas

por Isabel Paulos, em 31.03.20

 

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*

Vamos, nostálgicos. Toca a ligar o gira-discos. As músicas de cada ano.

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A cura

por Isabel Paulos, em 28.03.20

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*

 

Não posso

ser quem quero

sequer saber

quem sou

e no que

creio.

 

Não digo

nem quero dizer:

é impulso

e aperto.

Consome

o dito

sentido,

por arames

preso

no pensamento,

corre solto

mas não livre.

 

A cura

há-de vir

esquecer

e refrear

o sentido

não dito;

escrito.

 

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Accuradio


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