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A caminho do Jardim Botânico

por Isabel Paulos, em 18.10.20

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Hoje foi dia de voltar a Ocidente e ir para as bandas da minha influência durante quinze anos. Enquanto vivi perto procurei ir regularmente ao Jardim Botânico – alturas houve em que ia todos os fins-de-semana. É pequeno e contíguo à VCI, o que prejudica bastante a serenidade que lá se procura alcançar. Mas enfim, o mundo não é perfeito. Além do mais, nem sempre é cuidado com o esmero que merecia e nos últimos meses tem estado com zonas interditas em permanência. Agora colocaram mais placas nas árvores – nota positiva. Terei que voltar com mais tempo para fotografar de perto folha, ramos e tronco e fazer jogar com as tabuletas.

De casa ao Jardim Botânico levo cerca de trinta e cinco minutos. Hoje, fiz o percurso de ida e volta todo a pé, e resolvi deambular pelo bairro de Guerra Junqueiro para esticar ainda mais a coisa. Duas horas de caminhada, com paragens para ver alguns pormenores ou tirar fotografias. Quando cheguei a casa o telelé anunciou-me que tinha atingido a meta aconselhada – 10.000 passos. Note-se que nunca instalei aplicação nenhuma para o efeito. No Huawei que tenho, a coisa vem por defeito. Fiz a conversão em função da altura e verifiquei que andei seis quilómetros. Nada mau. Estou de volta às grandes caminhadas. A ver se mantenho a regularidade.

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O livro da fotografia abaixo conta-nos a história da casa. Um mimo que dei à minha mãe, com quem tantas vezes calcorreei e hei-de continuar a calcorrear os caminhos que nos levam às japoneiras. Saber o ponto em que estão as camélias (e as hidranjas) do botânico é assunto fulcral à medida que os anos passam.

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Verdes - Tílias

por Isabel Paulos, em 28.06.20

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Imagem daqui, onde podem aprender um nadinha sobre tílias.

*

A disciplina não é o meu forte. Além do que raramente cumpro uma das 382 promessas que faço por ano. Vivo cheia de intenções e hoje ao lembrar árvores e plantas que conheci, ocorreu-me começar a fazer posts sobre verdes. Mostrar árvores, plantas e flores, dar nome e associar as palavras que apeteçam, no momento. Sem cientificidade. Não tenho conhecimento para tal e para isso há espaços especializados em botânica. Naturalmente, a haver periodicidade será a do quando calha e pode até nem voltar a calhar; é assim para que vive ao sabor do vento e das luas e não sabe respirar doutro modo.

Como não podia deixar de ser, começo pelas tílias. Cresci rodeada de oito tílias à volta de casa, mais três na rampa de acesso. Umas chegaram a celebrar os cem anos, outras não. Soltando a sombra da memória, foram tombando como só o passado sabe tombar. Para mim simbolizam o tempo, a família, a robustez e a paciência. E, porque não há bela sem senão, o empestado aroma adocicado no início do Verão. Mais do que tudo, sinto alegria e aconchego ao olhar para uma tília. Sinto-me regressar a casa. 





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